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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Aurora" de F. W. Murnau

O Cineclube Sesi Portão estréia, nesta quarta-feira às 19h30, com o filme "Aurora", de F. W. Murnau. Ainda em outubro, no dia 31, será apresentado o filme "Barba Azul" de Catherine Breillat, com comentários de Lucas Murari do Coletivo Atalante. Sempre com entrada franca.

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Aurora" de F. W. Murnau

Aurora, um dos dez maiores filmes da história do cinema e a obra máxima do genial cineasta alemão F. W. Murnau, diretor dos memoráveis Nosferatu, Fausto e Tartufo. Edição especial, com trailer de cinema e cenas alternativas. Seduzido por uma moça da cidade, um fazendeiro tenta afogar sua mulher, mas desiste no último momento. Esta foge para a cidade, mas ele a segue para provar o seu amor. Vencedor de 3 Oscar, incluindo melhor atriz para Janet Gaynor (Nasce uma Estrela), Aurora é uma obra poética de grande beleza plástica, repleta de cenas inesquecíveis.

Serviço:
dia 17/10 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)

ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Processo Multiartes

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Debatendo "Aurora"


Noites estrangeiras
Os mundos intrusos de F. W. Murnau (fragmento)

(...)
“Sempre há uma outra voz falando pela nossa voz quando realmente dizemos alguma coisa”.
(Nancy)

É com Aurora (1927) e City Girl (1930), porém, que Murnau tornará todo o raciocínio acerca da intrusão ainda mais complexo. Filmados em Hollywood – fábrica de aparências – os dois filmes podem, hoje, ser vistos como um díptico, um par harmônico que apresenta dois lados de uma mesma questão. Aurora (foto ao lado) leva as máscaras novamente aos rostos: um casal que vive no campo tem sua tranqüilidade matrimonial atormentada por uma sirigaita da cidade. Ela – morena, com traços fortes de vaidade – tenta convencer o rapaz a assassinar sua esposa – loira, com rosto de boneca inacabada – e fugir com ela para a cidade. A idéia de trabalhar com arquétipos fica ainda mais clara pelos nomes creditados às personagens: The Man (George O’Brien), The Wife (Janet Gaynor) e The Woman From the City (Margaret Livingstone).
Em um primeiro momento, acreditamos queAurora seria um filme sobre o paraíso maculado pela chegada dos turistas à pequena vila de veraneio. Qualquer possibilidade de uma crítica esquemática e anunciada ao mundo urbano cai, por completo, na segunda metade do filme: uma vez não consumado o assassinato, homem e esposa pegam um bonde para a cidade. Ao contrário do que poderíamos esperar, esse espaço não é retratado como antro de corrupção, mas sim como terra de luzes pulsantes, jorrando vivacidade em desordenado e maravilhoso movimento. Mais do que estabelecer uma oposição entre os dois espaços, Murnau os desenha como trajetória: as personagens precisam sair do campo e passar pela cidade (daí os nomes arquetípicos) para redescobrir o amor que as une. É preciso, portanto, delimitar as personagens por suas diferenças espaciais e culturais, para, assim, descortinar as projeções que as deformam. É preciso, acima de tudo, compreender o intruso como um intruso.
(...)


Fabio Andrade
(Texto na íntegra: 
http://www.revistacinetica.com.br/murnaufabio.htm)

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Cineclube Sesi apresenta: Expressionismo Americano

06/09 "Aurora", de F. W. Murnau
13/09 - "Cidadão Kane", de Orson Welles
19/09 (excepcionalmente quarta)- "Almas Perversas", de Fritz Lang
27/09 - "O Beijo Amargo", de Samuel Fuller

Serviço:
Sessões semanais*
às 19h30
Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibições seguidas de debate em português e inglês
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Apoio: Processo Multiartes