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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Cineclube da Cinemateca: "Memórias de Um Assassino", de Bong Joon-Ho

O Cineclube da Cinemateca apresenta neste sábado, dia 26 de julho, "Memórias de Um Assassino" de Bong Joon-Ho. A entrada é franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
“Memórias de Um Assassino”, de Bong Joon-Ho

  
Província de Gynnggi, Coréia do Sul. O corpo de uma jovem brutalmente assassinada é achado pela polícia. Dois meses depois, em outro lugar, a brutalidade se repete. Em um local onde isso nunca havia acontecido, os tiras se deparam com crimes cometidos por um assassino em série. Começa então uma interessante investigação liderada pelo detetive Park Du-Man.


Serviço:
26 de julho (sábado)
às 15h 
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321-3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cineclube da Cinemateca: programação de julho

Programação:
05/07 - "O Alucinado", de Luis Buñuel
26/07 - "Memórias de um Assassino", de Bong Joon-Ho

Serviço:
sábados
às 15hs
na Cinemateca de Curitiba(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Análise do som em cena do filme “O Hospedeiro”, de Bong Joon-Ho (2006)


O excesso de sons e a estridência dos volumes são dados constitutivos dos filmes blockbuster.  Grande parte de seu efeito espetacular é amparada por um tratamento sonoro hiperagressivo no qual diálogos, ruídos e música são amplificados para extrair reações emocionais exageradas.
Uma das mais impressionantes exceções é o filme “O Hospedeiro”, maior bilheteria na história do cinema sul-coreano. Tributário à estrutura das megaproduções hollywoodianas, o filme é ao mesmo tempo uma das obras mais criativas da cinematografia recente oriental, constituindo-se um caso exemplar do que chamaremos “blockbuster de arte”.
A excelência técnia (resultante do grande orçamento) encontra a ousadia estética (busca de uma direção expressiva) em todos os aspectos, principalmente na banda sonora. Como um jovem mestre do suspense, Bong (e sua equipe, naturalmente) usa o silêncio e o som numa intensidade emocionalmente melódica e um dos momentos mais significativos é provavelmente o da primeira aparição do monstro no filme.
Aos onze minutos de projeção vemos a criatura pendurada na ponte pela primeira vez. O som ambiente, com as vozes baixas, distantes e suaves é abruptamente quebrado pelo grito de avô e neta em outro núcleo dramático. O faux-raccord sonoro çiga a calma suspensão dos que observam a criatura do lado de fora com a alegria da dupla que, dentro de um trailer, assiste à transmissão televisiva de uma disputa de arco e flecha.
Na sequencia, o monstro se desprende, chega à margem e desaparece de forma anormalmente calma, até que é flagrado correndo sobre o trapiche, atropelando as pessoas. Sua aproximação do ponto de vista do protagonista é acompanhada pelo surgimento e gradual crescimento da música (que até então não existia). As batidas constantes e o tom grave harmonizam-se com os agudos gritos das pessoas e o guinchar do monstro. O barulho resultante é contrapontuado por três brilhantes deslocamentos do ponto de escuta.
No meio do caos somos subitamente lançados para uma idílica paisagem sonora com uma canção ao piano e o som das asas de pássaros ao fundo. Uma moça que escuta a música em fones de ouvido aparece na tela sendo bruscamente arrancada de sua distração pelo monstro. Saímos do ponto de escuta subjetivo dela e retornamos à ambiência agitada.
Em seguida, entramos num metrô de superfície, de onde a cena é observada à distância pelos usuários. Neste momento os sons da confusão são abafados e a voz metálica da gravação no metrô traz de volta os agudos para uma paisagem que se reduziu quase que exclusivamente aos graves.
O terceiro e mais complexo deslocamento acontece pouco depois da confusa colaboração do protagonista com um soldado americano (cujos gritos da namorada, que não vemos, ampliam o sentimento de horror). Após a decepção no campeonato de arqueirismo, a garotinha sai silenciosamente do trailer e chuta uma lata de cerveja. O filme nos permite ouvir, com uma sádica tranquilidade, o chiado da cerveja vazando sob a pressão de um furo na lata. Enquanto a menina em direção ao objeto, a banda sonora vai sendo gradualmente invadida pela gritaria do ambiente. Esta pausa no barulho e o destaque para a lata de cerveja (objeto que a partir daqui será o leitmotiv da ligação entre pai e filha) é o prelúdio para o clímax da sequencia.
Em câmera lenta, o protagonista cruza a multidão em fuga e agarra a mão da garotinha, sua filha. Conforme fogem do monstro, um conjunto de cordas (violinos e violoncelos) vai dominando a trilha sonora num crescendo emocionante. O pai tropeça, levanta, recupera a mão da menina e segue até perceber que a mão na sua não é a da filha. Quando vira para trás as cordas chegam ao máximo volume e explodem num silêncio absoluto. A menina se levanta, enquanto que o monstro, em ralenti, corre na sua direção. As passadas ocas do monstro emulam batidas de coração, preenchendo o silêncio com uma reverberação claustrofóbica. Quando puxa a menina pela direita do quadro, um pombo voa em sentido contrário, deixando-nos ouvir o farfalhar suave de suas asas, e após um longo e silencioso salto, num plano sem oxigênio, o monstro cai ruidosamente no rio, deixando a cena recuperar depois de muito tempo, o som ambiente.
Esta paisagem sonora, em seu trajeto único, investe ao mesmo tempo na comunicação espetacular e numa experimentação sensível, provando que as ambições comerciais não precisam ser sinônimas de pobreza estética e nem serão, enquanto artistas da imagem e do som se apropriarem destes mecanismos.

Miguel Haoni, 2012

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Cine FAP: "O Hospedeiro", de Bong Joon-Ho

O Cine FAP  apresenta nesta segunda-feira, dia 16 de setembro, às 19h00, o filme "O Hospedeiro", de Bong Joon-Ho, abrindo  a série Ameaça Viral que contará ainda com os filmes "Exército de Extermínio" de George Romero (23/09) e "Kairo" de Kiyoshi Kurosawa (30/09).Sempre com entrada franca.

Cine FAP apresenta: "O Hospedeiro", de Bong Joon-Ho
 
Sinopse:
Na beira do rio Han moram Hie-bong (Hie-bong Byeon) e sua família, donos de uma barraca de comida no parque. Seu filho mais velho, Kang-du (Kang-ho Song), tem 40 anos, mas é um tanto imaturo. A filha do meio é arqueira do time olímpico coreano e o filho mais novo está desempregado. Todos cuidam da menina Hyun-seo (Ah-sung Ko), filha de Kang-du, cuja mãe saiu de casa há muito tempo. Um dia surge um monstro no rio, causando terror nas margens e levando com ele a neta de Hie-bong. É quando, em busca da menina, os membros da família decidem enfrentar o monstro.
Sobre o filme:
O cinema sul-coreano despeja vitalidade e beleza em suas ultimas obras. Uma nova geração de cineastas preocupa-se em exorcizar a esterilidade cinematográfica que acomete alguns países. O diretor Bong Joon-ho é um dos bravos da Coréia e com o belíssimo "Memorias de Um Assassino", mostrou ao mundo sua habilidade com a câmera. Em "O Hospedeiro" temos um belo filme de gênero que, se por ventura, carrega algum viés político, este é apenas retido e sentido na periferia da trama, com o dispositivo da mise-en-scene que o diretor habilidosamente se encarrega de cravar em cada fotograma da obra. Algumas convenções são destruídas em segundos; o protagonista/herói do filme nos é apresentado dormindo, babando, é mais cuidado pela filha do que cuida. A obra vai girar sua roleta na família do herói, uma família torta, que procura ir atrás da menina que foi seqüestrada pelo monstro. O Hospedeiro é um dos filmes da década e exala vigor cinematográfico, obra que a APJCC escolheu para homenagear os pais e será exibida no Coisas de Cinema.
Aerton Martins
(APJCC - 2010)
Comentários: Cauby Monteiro e Miguel Haoni

Serviço:

dia 16/09 (segunda)
às 19h00
na Auditório Antonio Melillo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realização: FAP
Produção: Cine FAP e Grupo de Estudos de Cinema de Horror
Apoio: Coletivo Atalante