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sábado, 31 de agosto de 2019

O Grau Zero da Humanidade

por Luiz Carlos Oliveira Jr.



Em Sherlock Jr (1924), certamente um dos ápices de sua carreira, Buster Keaton interpretra um rapaz que trabalha como projecionista num cinema, mas que sonha em se tornar um detetive. Um belo dia, ele adormece no meio de uma sessão do filme Hearts and Pearls (espécie de pastiche de filme de mistério com ar melodramático). Um duplo se desprende então de seu corpo, sai da cabine de projeção, caminha até a tela e, como quem cruza uma fronteira clandestinamente, entra no mundo do filme dentro do filme, onde faz o papel do herói e protagoniza uma série de peripécias que incluem algumas das mais incríveis gags acrobáticas de Keaton (como na longa sequência em que ele vai sentado ao guidão de uma bicicleta motorizada, equilibrando-se enquanto o veículo, cujo piloto ficou pelo meio do caminho, vara a cidade em desabalada carreira.)

O herói de Keaton nesse filme é praticamente uma versão burlesca de Jeff (James Stewart), o repórter fotógrafo de Janela Indiscreta (Rear Window, 1954), de Alfred Hitchcock. O passatempo de Jeff, que se recupera de um acidente que o deixou com a perna imobilizada, é bisbilhotar a vida dos vizinhos com o auxílio de binóculos e de uma lente teleobjetiva. Numa das madrugadas em que se entrega ao seu perverso hobby, ele chega à conclusão de que houve um crime no apartamento da frente, por mais escassas que sejam as evidências em que se apoia – Jeff parece mais desejar o crime do que propriamente vê-lo. Por uma espécie de regressão à concepção mágca e animista do universo, os pensamentos e desejos do fotógrafo parecem exercer influência sobre a realidade circundante, e sua vontade de achar indícios que comprovem a hipótese do crime começa a se projetar no espaço da cena.


Como muito já se falou, Janela Indiscreta traz uma reflexão sobre a força psíquica do desejo encarnada no olhar e o mecanismo de projeção/identificação no cinema: sentado em sua cadeira de rodas, na penumbra de seu apartamento, com motricidade limitada e atenção hipertrofiada, Jeff está em situação semelhante à do espectador cinematográfico. O cenário construído em estúdio reproduz o próprio dispositivo da sala de exibição, o apartamento de Jeff sendo a cabine de projeção e o imóvel à frente, a tela. 

A personagem cômica de Keaton em Sherlock Jr., à semelhança do protagonista do clássico suspense de Hitchcock, projeta um crime no quadro enfadonho de sua vida diária e banca o etetive amador para tentar solucioná-lo. No filme de Keaton, porém, não há espaço metafórico: o protagonista de Sherlock Jr está efetivamente numa sala de cinema. E se, em Janela Indiscreta, o corpo que Jeff projeta no apartamento da frente (na “tela”) não é o seu, mas o de sua namorada (Lisa/Grace Kelly), que é quem efetivamente invade a casa do suposto assassino para procurar por evidências, enquanto Jeff assiste tudo à distância), em Sherlock Jr, o corpo que Keaton projeta na história de detetive imaginada não é outro senão o seu. Ele se inscreve no lugar da ação, ao passo que Jeff permanece na posição de espectador. De Sherlock Jr a Janela Indiscreta, da comédia burlesca ao suspense hitchcockiano, do exibicionismo ao voyeurismo, a aventura inesgotável do corpo se trocaria pela atividade inquieta, só que interiorizada, do olho. Restrito à cadeira de rodas e ao perímetro de um cômodo, o corpo não mais se locomoveria: todas as energias estariam concentradas no olhar. Ao excesso de ação se substituiria o excesso de visão. É toda uma mudança profunda na história do cinema que aí se concretiza.

No conhecido livro-entrevista, Hitchcock garante para Truffaut que a eficácia de Janela Indiscreta se pauta no “efeito Kulechov”, ou seja, na justaposição de um plano no rosto do ator, sempre com a mesma expressão (não tão mesma assim: há variações, ainda que discretas), e diferentes contra-planos que mostram diferentes situações. As cenas se articulam da seguinte maneira: o primeiro plano mostra James Stewart olhando pela janela; o segundo mostra o que ele está vendo; e o terceiro, sua reação. A cada nova articulação, um novo sentido se atribui à expressão do ator que, todavia, manteve-se praticamente inalterada. Em outras palavras, é a montagem que cria o sentido; o filme só se construí de verdade na mente do espectador, pela soma de imagens que, vistas isoladamente, não teriam significado. A pedra de toque do efeito Kulechov, portanto, é a neutralidade do rosto, ou sua indefinição: uma vez que a expressão facial do ator não é rigidamente codificada, ou não representa nenhum estado de alma em particular, ela se presta a uma grande maleabilidade semântica, podendo adquirir sentidos sempre novos de acordo com o plano que o antecede e/ou sucede na cadeia fílmica.
Ora, se há uma característica marcante no estilo de performance de Buster Keaton que constitui um aspecto inevitável para qualquer comentador de sua obra, é a inexpressividade do seu rosto, a máscara insondável por trás da qual ele aparece em cena. Contudo, ao contrário do jogo de montagem do olhar propiciado pela face requerida pelo efeito Kulechov e pelo suspense hitchcockiano, o “rosto de pedra” de Buster Keaton engendra outra dinâmica: em vez de concentrar a mise-en-scène no olhar e na interiorização psicológica, ele a expulsa para a periferia do corpo, para as partes encarregados do movimento exteriormente visível. Com isso, potencializa a ação física da cena. Porquanto o rosto não “diz” nada, resta buscar o sentido da cena alhures. No rosto neutro do suspense hitchcockiano, tudo o que importa é o olhar, ou ainda, a direção do olhar – daí a necessidade da inexpressividade, para que haja uma redução do rosto ao olho, ao raio ocular, cabendo ao ma­estro-metteur en scéne a função de produzir o sentido e a emoção da cena. Já o rosto neutro de Keaton inviabiliza a montagem psicológica: sua face e seu olhar não servem como elo da cadeia significante, ou como peça mediadora da passagem de um plano a outro, em suma, não são vetores da narração. Alheio à transitividade do rosto no cinema clássico, Keaton prefere anulá-lo em sua função propriamente narrativa. Enquanto a montagem hitchcocko-kulechoviana prescreve o olhar como eixo distribuidor dos planos e dos sentidos (na dupla acepção de direção espacial e de significado), a montagem keatoniana trabalha em outro regime, catapultando (às vezes literalmente) o corpo do comediante-acrobata de um plano para outro e permitindo um encaixe puramente mecânico dos blocos de espaço-tempo que constituem o filme. Cada plano é a peça de uma engrenagem ou, num modelo geométrico, um cubo que se comunica com outro por uma abertura lateral, numa espécie de sistema de tubulação virtualmente infinito – tal esquema de montagem já é levado por Keaton ao paroxismo em 1920, no final de O Grande Sinal (The High Sign, 1921). Se a montagem do cinema clássico hollywoodiano se guiou pela “tradução permanente de toda a passagem de plano a plano em termos psicológicos”, a de Keaton seguiu as regras de uma construção rigorosamente geométrica, a mesma aplicada à composição dos planos, e talvez por isso Éric Rohmer tenha atribuído a Keaton, assim como a Griffith e a Murnau, o mérito de lhe ter desvendado “os segredos de uma das operações principais da mise-en-scéne cinematográfica: a organização do espaço.”

É claro que, mesmo com a supressão deliberada das impressões de personalidade, o rosto continua tendo, em Keaton, um papel de destaque na dramaturgia (tanto que em qualquer análise da sua obra tem de passar por esse elemento). Mas a opacidade que ele impõe ao espectador por meio dessa máscara inexpressiva gera uma ruptura com certas convenções dramáticas que vinham se tornando cada vez mais centradas no rosto em primeiro plano e em sua função narrativo-psicológica. Ao longo da década de 1910, a pantomima havia se modificado e ficado mais naturalista, ao passo que a câmera havia se aproximado e a montagem passara a justapor aos planos gerais e planos americanos toda uma gama de enquadramentos aproximados em que a expressão “natural” do rosto era o principal veículo do sentido. O cinema silencioso dos anos 1920, dando continuidade ao processo, seria o império do rosto: década da fotogenia (Jean Epstein), do primeiro plano, do close-up como solilóquio silencioso (Béla Balázs), da fisionomia como encarnação sensível da verdade trazida à luz na forma de “rostificação” ou como revelação mágica da alma dos seres e das coisas. 

Mas é justamente essa possibilidade de o rosto funcionar como revelador psíquico que o cinema de Keaton nega sistematicamente. Seu rosto imóvel e neutro é o próprio impenetrável: placa refletora, ele está lá para devolver à realidade ambiente o eco de suas vibrações. Enquanto o corpo de Chaplin se dobra constantemente sobre seu próprio centro, que não é senão o rosto (no qual se podem ler as emoções e estados de alma que o preenchem), o de Keaton, inversamente, está empenhado em medir o espaço em que o comediante se inscreve com a objetividade de um geômetra. É por aí que se deve aprofundar a eterna comparação Chaplin-Keaton, diferenciando um Chaplin “clássico”, ainda imerso numa visão humanista-antropocêntrica do universo, de um Keaton “moderno”, que reconhece o sujeito descentrado da era pós-industrial, um sujeito jogado para fora de si mesmo, arremessado no vazio de sentido, na obtuosidade opaca do mundo. “A calma de seu rosto, esse esplêndido meteorito branco como que suspenso em plena queda, apenas sublinha sua insolente beleza, em si mesma um verdadeiro desafio ao entendimento. Tal como Chaplin, Keaton é tragado pelas forças do mundo mecanizado. Mas, ao contrário do herói de Tempos Modernos (Modern Times, 1936), Keaton não emerge dessa mastigação industrial como um corpo sobrecarregado de uma energia (aquela usada pelas máquinas da indústria) cujo potencial transformador ele pode dialeticamente subverter em favor de ações com significado ideológico-revolucionário. Nenhuma fantasia romântica em Keaton, nenhum didatismo político. Nenhuma tomada de consciência sequer. Depois de sublinhar o modo perverso de funcionamento do sistema, ele segue em frente com a mesma obstinação de transpor os obstáculos físicos do mundo material e com o mesmo inescrutável do início do filme, como se não tivesse sofrido nenhuma mudança emocional ou psicológica no decorrer das reviravoltas pelas quais passou. Não há arco de personagem, por assim dizer. Keaton é uma bala de canhão a percorrer o mundo – e, não à toa, uma das cenas mais recorrentes de sua obra consiste em seu corpo sendo ejetado da janela de uma casa ou lançado de um lugar para o outro como um foguete.

Nos filmes que fez ao lado de Roscoe “Fatty” Arbuckle no período 1917-19, Keaton ainda pertencia àquela anarquia original que marcou a comédia burlesca na era de Mack Sennett: seu corpo era apanhado no meio de um caos coletivo, de uma avalanche de tortas na cara e quedas em série. A arte do primeiro plano, do close-up, é ulterior a esse cinema. O burlesco “primitivo” não tinha tempo nem interesse de se deter sobre os rostos. Naquele “verdadeiro turbilhão cósmico”, para retomar a expressão de Petr Král, os corpos dos comediantes consistiam basicamente em pernas e braços se agitando no ar: tudo participava de um desregramento sistemático que, em sua orgia generalizada, apagava até mesmo a individualidade das personagens. Depois, pouco a pouco, as gags se tornaram mais articuladas, os contornos das personagens se definiram com mais precisão: assistiu-se ao nascimento dos estilos individuais e dos universos cômicos pessoais (Lloyd, Keaton, Stan Laurel) que, na curva dos anos 1910 para os anos 1920 (a exceção, como sempre, é Chaplin, que desenvolve uma obra pessoal já em 1914), suplantariam o burlesco coletivo.

No caso específico de Keaton, é como se ele saísse daquele caos original em que se encontrava no período Arbuckle e se transportasse para um cenário espaçoso, ao ar livre, onde pudesse organizar sua mise en scène e pensar suas gags como num processo de abstração geométrica. Ele guardou daqueles anos, todavia, o gosto pela acumulação, pela soma efervescente de gags, pela multiplicação progressiva dos corpos, obstáculos e ações: basta ver as perseguições épicas de O Enrascado (Cops, 1922) e Sete Oportunidades (Seven Chances, 1925), em que a cada esquina uma massa de figurantes surge do fora de campo para se juntar à multidão já em quadro e formar a turba incontável que persegue Keaton numa interminável jornada de superação dos limites físicos. 

É frequente em Keaton, como notou Král, um espaço deserto, um mundo reduzido a uma depuração essencial, reflexo tanto de uma nostalgia do espaço de uma América ainda primitiva, “selvagem”, em processo de conquista, para além do tempo dos pioneiros e das primeiras máquinas, quanto de um desejo de buscar no espaço a mesma neutralidade e a mesma qualidade imemorial que o rosto do comediante apresenta ao espectador. O crítico Robert Benayoun define Keaton como uma espécie de “recomeço do zero”. De fato, o cinema de Keaton nos faz encarar uma espécie de grau zero da humanidade, um ponto de partida para a reconstrução de um sujeito que o frenesi da vida moderna tornou estranho a si mesmo.

(Texto retirado do catálogo da mostra Buster Keaton - O Palhaço Que Não Ri, promovida pela Caixa Cultural em 2016.)

quinta-feira, 29 de agosto de 2019

História(s) do Cinema - Cineclube do Atalante: Curta de Georges Mèlies e Sherlock Jr.

A partir de agosto, o Cineclube do Atalante começa uma nova fase: História(s) do Cinema. Durante um ano, a cada sessão iremos exibir um filme (ou mais, como neste mês) que ajudou a definir os rumos da sétima arte.
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O formato continua o mesmo: um filme seguido de debate e a distribuição de uma folha da sessão com um texto escolhido especialmente.
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Quinzenalmente aos sábados, entrada gratuita, na Cinemateca de Curitiba.

Neste sábado, o então História(s) do Cinema- Cineclube do Atalante, exibe e debate o curta "Viagem à Lua", de Georges Méliès e "Uma Semana" e "Sherlock Jr.", de Buster Keaton. Sempre com entrada franca!


No Instagram: @cineatalante

Serviço:
Sábado, 31 de agosto
16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Coletivo Atalante  

Projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura | Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Visão de Cineasta: Rita Azevedo Gomes

(Comentários escolhidos por Gérard Grugeau) 


Não sei bem o que é o cinema. Eu o procuro. Há algo nesta arte que outras artes não têm. É como um gatilho para o movimento das nossas almas. Nós próprios, como indivíduos e como espectadores, estamos à espera de algo. Estamos à procura de nós próprios em imagens que se movem num dado momento. Enquanto estamos vendo um filme, não temos consciência disso. No entanto, participamos com nossos sentimentos no que acontece na tela. Mas o filme acaba, e é aí que algo começa. Não durante, mas depois! Vem aí algo a seguir... O cinema é todo aquele sentimento que se desenrola ao longo do tempo, que nos leva para longe e põe a nossa alma em movimento. A marca do que este movimento produziu em nós é o que deixamos como memória. É volátil e muito subjetivo. E todos saem com o seu próprio filme. É isso que existe, não o filme. O cinema é algo muito solitário.

*
 
O cinema também está na adolescência, como os meus personagens. Há um tempo em que o cinema experimenta todas as portas que se abrem. Eu procuro, quero tentar coisas... correndo o risco de todos os erros, todas as inseguranças, todas as indecisões.

*

É como a luz. Imaginemos que a luz do sol é esperada no filme e que no dia da filmagem chove. Como é que encontramos o sol para o pôr lá? Essa é a bela questão do cinema. O sol, está ali! Temos de o procurar. Tens de deixar as portas abertas para deixar entrar as coisas. O cinema também me ensina a viver. Depende de mim, que estou à procura de soluções. 

*

Pode ser muito cedo para falar de uma cultura cinematográfica portuguesa. Uma coisa é certa, somos um país de pessoas de poesia. Há raízes muito profundas. Elas estão lá sem que nós pensemos muito nelas. Não somos um país de músicos, mas somos um país com uma voz humana muito forte. Estamos errados quando queremos fazer um cinema que reproduza o que se faz em outro lugar, e que fascine. Nós, em Portugal, vivemos durante muito tempo com janelas fechadas, acreditando que tudo estava acontecendo em outro lugar, no exterior. Sob Salazar, não tínhamos livros, não podíamos falar. Tudo era proibido. Estava tudo noutro lugar. Então, de repente, tudo aconteceu. Foi emocionante, finalmente tivemos a oportunidade de ler tudo. De repente, o sonho vem até você. Tu estás feliz. Queres cantar como o Mick Jagger, mas não está bom. Queres filmar como o Spielberg, mas não está bom... Há vinte anos que somos bombardeados por aquilo que está a ser feito no outro lado. E ainda estamos em choque com essa emoção que nos faz querer deixar tudo entrar ou deixar sair. É o caos..., mas a poeira assentará e voltaremos para nós mesmos. Não estou interessada em fazer um cinema como os outros. 

Artigo retirado da Revista 24 Images - Les cinémas du Portugal No. 110, primavera de 2002. Traduzido por Waleska Antunes.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Cineclube do Atalante: A Vingança de Uma Mulher

O Cineclube do Atalante celebra em julho a obra da diretora portuguesa Rita Azevedo Gomes com a exibição de dois de seus filmes, terminando neste sábado: 

A Vingança de uma Mulher, de Rita Azevedo Gomes


Europa, século XIX. Roberto, um dândi entediado, conhece uma cortesã que lhe revela algo absolutamente inesperado: ela foi, em tempos, a esposa do duque de Sierra Leone. Depois de o seu marido assassinar o grande amor da sua vida, jurou a maior e mais cruel vingança de uma mulher: atacando a sua honra, torna-se prostituta. Aquele encontro perturbará Roberto, que reconhece o vazio de toda a sua existência por nunca ter conhecido o verdadeiro amor. O filme é uma adaptação livre de um dos mais famosos contos do francês Barbey d'Aurevilly (1808 - 1889). 

Dirigido por Rita Azevedo Gomes.



(A Vingança de uma Mulher: POR, 2012 - 100 min. Com Rita Durão, Fernando Rodrigues, Isabel Ruth)

Serviço:
Sábado, 20 de julho
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Coletivo Atalante

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Cineclube do Atalante: Lola Montès



Em meados do séculos 19, Lola Montès é uma dançarina e cortesã, amante de vários homens famosos. Agora, relegada à carreira como atriz circense, narra por meio de sua performance a história de sua vida. 

Dirigido por Max Ophüls.

(Lola Montès: FRA/GER, 1955 - 116 min. Com Martine Carol, Peter Ustinov, Anton Wallbrook. 14 anos.) 

Serviço:
Sábado, 1º de junho
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA


Realização: Coletivo Atalante

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Cineclube do Atalante: "A ponte das artes" de Eugène Green

Neste sábado, dia 16 de dezembro às 16 horas, o Cineclube do Atalante apresenta "A ponte das artes" de Eugène Green. Sempre entrada franca!

Cineclube do Atalante apresenta:
"A ponte das artes" de Eugène Green
A Ponte das Artes centra-se em dois jovens, Pascal, um universitário desmotivado, e Sarah, uma cantora lírica com incertezas acerca do seu talento. As duas personagens que, apesar de não se conhecerem pessoalmente, encontram-se interligadas devido à paixão pela arte e à forte atenção que lhe dedicam no seu dia-a-dia. Simultaneamente cômico e trágico, o filme aborda as inseguranças e tensões da juventude e a desorientação dos primeiros dias da idade adulta, onde é difícil definir os caminhos a seguir.

Serviço:
16 de dezembro (sábado)
às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Cineclube do Atalante - Programação de agosto

A partir de agosto o Cineclube da Cinemateca muda o seu nome para Cineclube do Atalante. Nome novo, mas a luta de sempre.
05/08: Fim de verão, de Yasujiro Ozu
(Kohayagawa-ke no aki, JAP, 1961 – 104 min. Com: Ganjiro Nakamura, Setsuko Hara, Yôko Tsukasa, Michiyo Aratama, Keiju Kobayashi) A família Kohayagawa é dona de uma pequena fábrica de saquê. No período pós-guerra, os negócios entram em crise pela falta de competitividade da empresa. Nesse contexto, os parentes providenciam o casamento da caçula Noriko (Yôko Tsukasa) e o da viúva Akiko (Setsuko Hara). Paralelamente, sr. Kohayagawa (Ganjiro Nakamura), o patriarca da família, revive uma antiga paixão.

19/08: Portrait of Jason, de Shirley Clarke
(EUA, 1962 – 105 min. Com: Jason Hollyday)
Entrevista com Jason Holliday, nascido Aaron Payne, que, sozinho em cena, conta como era a vida de um gay negro e prostituto, nos anos 60.
Serviço:
Sessões quinzenais aos sábados
16 horas
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização:Coletivo Atalante

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Cineclube da Cinemateca: "Noite dos mortos vivos" e "A casa do cemitério"

Neste sábado, o Cineclube da Cinemateca apresenta Noite dos mortos vivos (às 14h), em homenagem ao cineasta George Romero, e A casa do cemitério (às 16h) que  encerra o ciclo Os zumbis de Lucio Fulci. Em agosto, exibiremos os filmes Fim de Verão (05/08) e Portrait of Jason (19/08). Sempre com a entrada franca!

                 Cineclube da Cinemateca apresenta:

             Noite dos mortos vivos, de George A. Romero

Um satélite cai numa pequena cidade da Pensilvânia e sua radiação faz com que os mortos deixem suas tumbas e saiam à caça de pessoas vivas, pois se alimentam de carne humana. Numa fazenda, um grupo de pessoas armam uma barricada na tentativa de sobreviver ao terrível ataque dos mortos-vivos, que só podem ser mortos (mais uma vez) com um tiro na cabeça.

                    A casa do cemitério, de Lucio Fulci

Norman Boyle muda-se com a família para uma velha mansão em New England, precisamente ao lado de um cemitério, com a finalidade de prosseguir uma investigação iniciada por um colega seu, o dr. Jacob Freudstein, que se enforcou após matar a amante. Logo sua família começa a ouvir misteriosos ruídos, como os choros de uma criança. Surgem estranhos personagens, e segue-se uma série de trágicos assassinatos. Os Boyle não tardarão a descobrir que, no porão da sua casa, se esconde um assassino sedento de sangue. Um assassino que pode não ser humano.


Observação: A partir de agosto o Cineclube da Cinemateca mudará o seu nome para Cineclube do Atalante. Nome novo, mas a luta de sempre.

Serviço:

22 de julho (sábado)
Às 14h e 16h, respectivamente
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Cineclube da Cinemateca: "Pavor na cidade dos zumbis" de Lucio Fulci

Neste sábado, dia 8 de julho, às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta "Pavor na cidade dos zumbis", dando continuidade ao ciclo Os zumbis de Lucio Fulci que contará ainda com "A casa do cemitério" (22/07). Sempre com entrada franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
"Pavor na cidade dos zumbis" de Lucio Fulci
Após o suicídio de um padre na cidade de Dunwich, uma força maligna é libertada, abrindo os portões do inferno. Uma jovem médium descobre tudo isso, e com a ajuda de um jornalista procuram a cidade para terminar com tal mal. Estranhos acontecimentos desencadeiam desde a morte do padre, mas tudo só poderá ser resolvido antes da meia-noite do dia de Todos os Santos, caso contrário o mal será instalado sobre a terra.

Serviço:

8 de julho (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Cineclube da Cinemateca: "Zombie" de Lucio Fulci

Neste sábado, dia 1° de julho, às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta "Zombie" que inicia o ciclo Os zumbis de Lucio Fulci, que contará ainda com "Pavor na cidade dos zumbis" (08/07) e "A casa do cemitério" (22/07). Sempre com entrada franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
"Zombie" de Lucio Fulci

Quando um barco à deriva é abordado na baía de Nova York, um dos policiais é atacado por seu único tripulante, um morto-vivo que é rapidamente abatido. O barco pertence ao pai da jovem Anne, que está desaparecido numa ilha do Caribe. Ajudada por um repórter, Anne contrata os serviços de outro barco, comandado por um casal em férias, e vai à procura do pai. O que eles não sabem é que, na ilha, uma epidemia devastadora transformou a maior parte dos habitantes em zumbis sedentos por carne humana, cujos poucos sobreviventes estão sob os cuidados do dr. Menard.

Serviço:
1° de julho (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

terça-feira, 27 de junho de 2017

Cineclube da Cinemateca: Programação de julho

Os zumbis de Lucio Fulci
Apesar de se arriscar em vários gêneros, Fulci ficou eternizado pelo seu talento no horror. Responsável por uma ampla abordagem do 'giallo', tornou-se uma espécie de concorrente de Dario Argento, destacando-se no cinema italiano pela sua representação controversa da violência e religião.

01/07: Zombie


(Zombi 2, 1979 – 91 min. Com: Al Cliver, Auretta Gay, Ian McCulloch)
Quando um barco à deriva é abordado na baía de Nova York, um dos policiais é atacado por seu único tripulante, um morto-vivo que é rapidamente abatido. O barco pertence ao pai da jovem Anne, que está desaparecido numa ilha do Caribe. Ajudada por um repórter, Anne contrata os serviços de outro barco, comandado por um casal em férias, e vai à procura do pai. O que eles não sabem é que, na ilha, uma epidemia devastadora transformou a maior parte dos habitantes em zumbis sedentos por carne humana, cujos poucos sobreviventes estão sob os cuidados do dr. Menard.

08/07: Pavor na cidade dos zumbis


(Paura Nella Città Dei Morti Viventi, 1980 – 83 min. Com: Antonella Interlenghi,Carlo De Mejo, Catriona MacColl)
Após o suicídio de um padre na cidade de Dunwich, uma força maligna é libertada, abrindo os portões do inferno. Uma jovem médium descobre tudo isso, e com a ajuda de um jornalista procuram a cidade para terminar com tal mal. Estranhos acontecimentos desencadeiam desde a morte do padre, mas tudo só poderá ser resolvido antes da meia-noite do dia de Todos os Santos, caso contrário o mal será instalado sobre a terra.

22/07: A casa do cemitério

(Quella Villa Accanto al Cimitero, 1981 – 86 min. Com: Ania Pieroni, Carlo De Mejo,Catriona MacColl)
Norman Boyle muda-se com a família para uma velha mansão em New England, precisamente ao lado de um cemitério, com a finalidade de prosseguir uma investigação iniciada por um colega seu, o dr. Jacob Freudstein, que se enforcou após matar a amante. Logo sua família começa a ouvir misteriosos ruídos, como os choros de uma criança. Surgem estranhos personagens, e segue-se uma série de trágicos assassinatos. Os Boyle não tardarão a descobrir que, no porão da sua casa, se esconde um assassino sedento de sangue. Um assassino que pode não ser humano

Obs: Os filmes são de produção italiana e têm a classificação indicativa 18 anos.

Serviço:

Sessões aos sábados
às 16 horas
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Cineclube da Cinemateca: "Clamor do sexo" de Elia Kazan

Neste sábado, dia 24/06 às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta Clamor do sexo. Em julho, realizaremos o ciclo Os zumbis de Lucio FulciSempre com entrada franca!
                 Cineclube da Cinemateca apresenta:
                         Clamor do sexo de Elia Kazan
















Nos anos 1920, em Kansas, um casal de adolescentes descobre o amor, mas é perseguido pela sociedade moralista e repressiva da época. Warren Beatty e Natalie Wood esbanjam beleza, inocência e sensualidade nessa obra-prima de Elia Kazan sobre moralismo e repressão.

Serviço:
24 de junho (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Cineclube da Cinemateca: "Amor, prelúdio de morte" de Gerd Oswald

Neste sábado, dia 17/06 às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta Amor, prelúdio de morte. No dia 24/06, exibiremos o filme Clamor do Sexo de Elia Kazan. Sempre com entrada franca!
Cineclube da Cinemateca apresenta:
Amor, prelúdio de morte de Gerd Oswald













Numa Universidade americana, Bud Corliss é um jovem psicopata de 25 anos, colega de turma de Dorothy Kingship, por quem se diz apaixonado.  Vindo de uma família pobre, na realidade ele só pensa no dinheiro da jovem, filha de Leo Kingship, um bilionário magnata da indústria do cobre. Quando Dorothy lhe confessa que está grávida de dois meses e que o pai, com certeza, a deserdará por não admitir sexo fora do casamento, ele sente que seu plano está por um fio. 

Serviço:
17 de junho (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Cineclube da Cinemateca: Programação de junho

O “esplendor na relva” é o que vimos até à aula: são os planos em que se deita de bruços na cama (Warren Beatty deita-se da mesma maneira); é o búzio encostado ao ouvido; são os ursos de pelúcia coexistindo com o retrato dele; é o dia em que entrou no liceu ao lado dele, tão orgulhosa, de blusa amarela e saia branca; é o plano da ducha dos rapazes; é a noite de chuva no carro amarelo e Deannie a dizer a Bud que ficará para sempre à espera dele; é uma saia cor-de-rosa que funde em negro; é, sobretudo, a estarrecedora seqüência em que Bud a obriga a ajoelhar-se-lhe aos pés e ela desata a chorar. Aflitíssimo, Bud diz-lhe que era uma brincadeira. E ela a responder: “Não posso brincar com estas coisas. Eu era capaz de fazer tudo o que tu me pedisses. Tudo. Juro que era.”

João Bénard da Costa sobre Clamor do sexo
Fonte: http://focorevistadecinema.com.br/FOCO1/benard-clamor.htm

17/06: Amor, prelúdio de morte, de Gerd Oswald
(A kiss before dying, 1956/EUA – 91 min. Com: Robert Wagner, Jeffrey Hunter, Virginia Leith, Joanne Woodward, Mary Astor)
Numa Universidade americana, Bud Corliss é um jovem psicopata de 25 anos, colega de turma de Dorothy Kingship, por quem se diz apaixonado.  Vindo de uma família pobre, na realidade ele só pensa no dinheiro da jovem, filha de Leo Kingship, um bilionário magnata da indústria do cobre. Quando Dorothy lhe confessa que está grávida de dois meses e que o pai, com certeza, a deserdará por não admitir sexo fora do casamento, ele sente que seu plano está por um fio. 

24/06: Clamor do sexo, de Elia Kazan

(Splendor in the grass, 1961/EUA – 123 min. Com: Warren Beatty, Natalie Wood, Pat Hingle, Audrey Christie, Barbara Loden, Zohra Lampert)
Nos anos 1920, em Kansas, um casal de adolescentes descobre o amor, mas é perseguido pela sociedade moralista e repressiva da época. Warren Beatty e Natalie Wood esbanjam beleza, inocência e sensualidade nessa obra-prima de Elia Kazan sobre moralismo e repressão.

Obs: Ambos os filmes têm a classificação indicativa 14 anos.

Serviço:
Sessões aos sábados
às 16 horas
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cineclube da Cinemateca: "O sepulcro indiano" de Fritz Lang

Neste sábado, dia 27/05 às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta O sepulcro indiano, segundo filme do díptico indiano de Fritz Lang. Em junho, apresentaremos os filmes Amor, prelúdio de morte Clamor do sexo. Sempre com entrada franca!
Cineclube da Cinemateca apresenta:
O sepulcro indiano de Fritz Lang




















Na grande tradição de série de histórias de aventura, este filme retoma o ponto final de O Tigre de Bengala. Depois de descoberto o romance, o arquiteto alemão Harald Berger e a bela dançarina Seetha fogem pelo deserto indiano. Nesta segunda parte, o caos toma conta de Eschnapur. Além da caça ao casal, há um plano entre os sacerdotes para depor o marajá.

Serviço:
27 de maio (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Cineclube da Cinemateca: "O tigre de Bengala" de Fritz Lang

Neste sábado, dia 20/05 às 16h, o Cineclube da Cinemateca apresenta O tigre de Bengala, primeiro filme do díptico indiano de Fritz Lang. Sempre com entrada franca!
Cineclube da Cinemateca apresenta:
O tigre de Bengala de Fritz Lang 





















O arquiteto Harald Berger é chamado para ir à Índia por Chandra, Marajá de Eschnapur e se apaixona pela bela dançarina Seetha. No entanto, ela já está prometida ao Marajá. Essa traição aumenta a ira do vingativo Chandra, que está lutando sozinho contra seu irmão maquinador, em busca de poder. Os amantes são, então, forçados a fugir para o deserto.


Serviço:
20 de maio (sábado)
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

domingo, 7 de maio de 2017

Cineclube da Cinemateca: Díptico indiano de Fritz Lang


"A cortina se abre. A noite se faz na sala. Um retângulo de luz vibra em sua presença diante de nós, e é logo invadido por gestos e sons. Nós estamos absorvidos por esse espaço e esse tempo irreais. Mais ou menos absorvidos. A energia misteriosa que suporta com alegrias diversas (bonheurs divers) a enxurrada de sombra e de claridade e sua espuma de ruídos se chama mise en scène. É sobre ela que repousa nossa atenção, ela que organiza um universo, que cobre uma tela; ela, e nenhuma outra. Como a correnteza das notas de uma peça musical. Como o escoamento das palavras de um poema. Como os acordos ou dissonâncias de cores de um quadro. A partir de um assunto, de uma história, de “temas”, e mesmo do último tratamento do roteiro, como a partir de um pretexto ou de um trampolim, eis o jorramento de um mundo do qual o mínimo que podemos exigir é que ele não torne vão o esforço que o fez nascer. A mise en place dos atores e dos objetos, seus deslocamentos no interior do quadro devem tudo exprimir, conforme vemos na perfeição suprema dos dois últimos filmes de Fritz Lang, O Tigre de Bengala e Sepulcro Indiano."

Michel Mourlet, "Sobre uma arte ignorada".


Obs: Os dois filmes têm a classificação LIVRE e foram produzidos na Alemanha em 1959.

20/05: O tigre de Bengala

(
Der Tiger von Eschnapur, 101 min. Com: Debra Paget, Paul Hubschmid e Walter Reyer)
O arquiteto Harald Berger é chamado para ir à Índia por Chandra, Marajá de Eschnapur e se apaixona pela bela dançarina Seetha. No entanto, ela já está prometida ao Marajá. Essa traição aumenta a ira do vingativo Chandra, que está lutando sozinho contra seu irmão maquinador, em busca de poder. Os amantes são, então, forçados a fugir para o deserto.


27/05: O sepulcro indiano
(Das indische Grabmal, 102 min. Com: Debra Paget, Paul Hubschmid e Walter Reyer)
Na grande tradição da série de histórias de suspense, este filme retoma o ponto final de ''O Tigre de Bengala''. Depois de descoberto o romance, o arquiteto alemão Harald Berger e a bela dançarina Seetha fogem pelo deserto indiano. Nesta segunda parte, o caos toma conta de Eschnapur. Além da caça ao casal, há um plano entre os sacerdotes em depor o marajá.
Serviço:
Sessões aos sábados
às 16 horas
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante