sexta-feira, 31 de agosto de 2012

I Encontro de Coletivos de Cinema - Cinemateca de Curitiba

A Cinemateca de Curitiba promove de 31 de agosto a 02 de setembro o I Encontro de Coletivos de Cinema. Com mesas redondas e exibição de filmes o evento busca refletir sobre a atitude de filmes contemporâneos realizados coletivamente, modelo que tem obtido um destaque no circuito cinematográfico brasileiro. O evento conta com a presença de realizadores de diversos coletivos de cinema do Brasil, como Coletivo Símio (Recife), Coletivo Teia (Belo Horizonte), Coletivo Duas Mariola (Rio de Janeiro), Coletivo Alum
bramento (Fortaleza). Além disso, será promovida uma mesa sobre distribuição de filmes alternativos, com a presença de Silvia Cruz (Vitrine Filmes), Frederico Machado (Lume Filmes) e Diana Moro (Moro Filmes).


PROGRAMAÇÃO COMPLETA:


Dia 31/08 , às 16h

AMIGOS DE RISCO (Ficção – Digital - Brasil, Recife – 85’ – 2007) Direção de Daniel Bandeira.

**SESSÃO COMENTADA – PRESENÇA DO DIRETOR DANIEL BANDEIRA AS 16H.

Dia 31/08, às 18h

ADORMECIDO (Ensaio - Digital - Brasil – 7’ - 2011) Direção de Clarissa Campolina.

QUEDA ( Brasil – Digital - 14’35” - 2000-2010) Direção de Pablo Lobato.

O AMOR NUNCA ACABA (Ficção – Digital - 20’ – CE/Brasil - 2012) Direção de Ricardo Pretti e Luiz Pretti.

INSTANTÂNEOS – (Documentário - Digital - 15’ – RJ - 2009) Direção de Andrea Capella e Peter Lukas

Dia 31/08, às 19:30

MESA REDONDA – TEMA: OS COLETIVOS DE CINEMA NO BRASIL
Mediação: Fabio Ribeiro - Estudante do Curso de Cinema e Vídeo da FAP

Clarissa Campolina: Realizadora do Coletivo Teia (Belo Horizonte)

Marina Meliande: Realizadora do Coletivo Duas Mariola (Rio de Janeiro)

Luiz Pretti: Realizador do Coletivo Alumbramento (Fortaleza)

Daniel Bandeira: Realizador do Coletivo Símio (Recife)

Dia 01/09, às 16h

A ALEGRIA (Ficção – Digital - Brasil - 100’ – 2010) Direção de Felipe Bragança e Marina Meliande.

Dia 01/09, às 18h

DESASSOSSEGO (Drama - Digital - Brasil - 63’ – 2011) A direção do filme é encabeçada por Felipe Bragança e Marina Meliande, que dividem o comando do filme coletivamente com outros profissionais como Karim Ainouz, Marco Dutra, Juliana Rojas, Helvécio Marins, Clarissa Campolina e Caetano Gotardo.

**SESSÃO COMENTADA ÀS 18H – PRESENÇA DA DIRETORA MARINA MELIANDE

Dia 01/09, às 19:30

MESA REDONDA – TEMA: DISTRIBUIÇÃO ALTERNATIVA
Mediação: Miguel Haoni - Coletivo Atalante

Silvia Cruz: Representando a Vitrine Filmes

Frederico Machado: Representando a Lume Filmes

Diana Moro: Representante da Moro Filmes

Dia 02/09, às 16h

DESASSOSSEGO (Drama – Digital - Brasil - 63’ – 2011)

Dia 02/09, às 18h

NO LUGAR ERRADO (Ficção - Digital - 70' - CE-DF-RJ/Brasil) Direção de Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti

Dia 02/09, às 20h

KFZ-1348 (Documentário – 35mm - Brasil - 81’ – 2008) Direção de Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso.
**SESSÃO COMENTADA POR DANIEL BANDEIRA, MONTADOR DO LONGA.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Debatendo "Ciúme, o Inferno do Amor Possessivo"

Encobrir e revelar
(Texto sobre o filme “Ciúme, o inferno do amor possessivo” de Claude Chabrol, 1994)

“Ciúme” é um exercício visceral de manipulação criativa da linguagem cinematográfica. Seu autor, Claude Chabrol (1930-2010), foi um dos maiores diretores-estudantes de sua geração, cuja autoconsciência do estilo e seus efeitos, é usada para oferecer mistérios fascinantes a seus espectadores. Este texto pretende destacar alguns aspectos de sua mise-en-scène, elemento discursivo essencial para o entendimento da noção de estilo no cinema.
Por mise-em-scène compreendemos, grosso modo, o jogo de corpos e objetos dentro do plano, suas relações entre si, seu eventual movimento e suas interseções com o extra-campo, o espaço fora da tela. A mise-en-scène clássica, tradição que Chabrol alimenta e da qual foi alimentado, é aquela que submete o jogo na frente da câmera à narração, dando andamento à história e transcendendo-a.
Tomemos as primeiras cenas do filme: Nelly (Emanuelle Béart) chega ao novo hotel com Marylin (Nathalie Cardone) e enquanto Paul (François Cluzet) lhes apresenta as obras, alguns olhares definem de maneira expressiva e sutil seu objeto de interesse. No tour, um plano, porém é determinante na apresentação dos personagens e suas relações: No primeiro plano, a cabeça de Nelly de costas para a câmera; no fundo Marylin sai fechando a porta enquanto que; no plano intermediário, Paul dá um passo à frente em direção à câmera, olhando nos olhos de Nelly.

A posição de domínio cênico de Paul sobre Nelly estabelece uma relação de poder, enquanto que a saída de Marylin é simbólica. Marylin representa o fantasma do passado permissivo e promíscuo de Nelly, uma má influência que Paul inutilmente tentará encobrir. No último plano do casamento, por exemplo, o pedalinho desenha o afastamento do casal em relação à câmera, um isolamento. Quando a câmera termina a panorâmica para mostrar os convidados acenando, vemos uma mulher isolada no extremo esquerdo do quadro. É Marilyn: a única que não acena.


Esta seqüência, a propósito, nos é apresentada em planos curtos, cheios de movimentos circulares perpetrados pelos corpos dos protagonistas. O destaque está no protagonismo de Paul, que conduz Nelly com leveza e alegria. 


Este movimento vai desaparecendo conforme o ciúme enrijece o personagem, deixando no lugar movimentos duros e desengonçados. Do ponto de vista da encenação, “Ciúme” é a história de um movimento que cessa: dois corpos gravitam entre si; quando um pára, o outro é violentamente obrigado a parar.
A perda da alegria (e conseqüentemente do privilégio cênico) de Paul é definida em duas cenas: após flagrar Nelly e Martineau (Marc Lavoine) na sala escura, sua atitude é se afastar lentamente, resignado, de costas para a câmera


, ignorando as demandas do cenário, 


até parar distante no píer, reduzido pela vergonha.


Posteriormente, após a crise de nervos e o tapa ao pé da escada, Paul se encolhe no quarto escuro: primeiro no fundo do quadro; 


em seguida, recolhido à moldura do espelho na parede (o espelho é o locus privilegiado do personagem durante o filme inteiro).


Nelly entra e liga a luz mostrando Paul ofuscado pela grande luminária, espremido no extremo inferior do quadro. 


Quando Nelly interpela diretamente o marido sobre o significado do escândalo, ele é subitamente lançado ao centro de um plano que procurou a cena inteira, evitar.


À medida que o ciúme vai consumindo Paul, Nelly se torna um objeto opaco para o seu (e o nosso) olhar. Os mecanismos de campo x contracampo privilegiam o que Nelly esconde na dimensão real e revela nos delírios de Paul e conseqüentemente, do filme.
Numa das seqüências mais radicalmente expressivas, Paul segue Nelly, que havia saído para visitar sua mãe. Um dos planos mostra Nelly subindo a rua ao fundo e à esquerda, enquanto Paul se espreme contra um muro, no primeiro plano à direita. No plano intermediário, no centro do quadro, Chabrol posicionou uma garotinha brincando com uma bola, numa espécie de comentário irônico em contraponto ao sentido dramático do plano. 


Mas por quê? O que significa esta imagem?
Num plano maior: o que significa uma imagem cinematográfica? Para um realizador a imagem é o infinito. É a partir dela que se constrói o mundo que experienciaremos na duração do filme e é através dela que  brinca com nossas perspectivas e emoções. Como no jogo divino de revelar e encobrir da mise-en-scène.
Como Chabrol com sua bola colorida.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Oficina Nômade de Desenho


Projeto experimental prático de desenho coletivo voltado para iniciados ou não no mundo dos rabiscos. A proposta desta oficina é oferecer a experiência de desenhar junto.
Acontecerá a cada fim de semana dos meses de agosto e setembro com possíveis pausas, alguns dias nos sábados outros em domingos, sempre à tarde ou começo da noite.
A oficina é gratuita e o participante é livre para levar o material que preferir. Lápis e papel são sempre bem vindos.

Este encontro será na FAP (Faculdade de Artes do Paraná) e terá como tema principal o desenho de figura humana. O encontro acontecerá no Bloco 2 , sala de porta cor-de-rosa.
Dia 01 de setembro.
Rua dos Funcionários, 1357. Cabral

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cineclube Sesi apresenta: "Ciúme, o Inferno do Amor Possessivo" de Claude Chabrol



Sinopse:
 Paul e Nelly formam um casal jovem, bonito e cheio de vida. Até que o fantasma da traição cai como uma sombra sobre Paul, que passa a duvidar da esposa, sem saber se trata-se de paranóia ou realidade. 


Sobre o flme:
Com a radical academicização dos debates em torno do cinema, tendência manifesta na crítica dos últimos 40 anos, uma miríade de disciplinas compete para auxiliar as infinitas leituras possíveis de um filme: dos estudos culturais à teoria literária, da psicanálise à filosofia estruturalista. Muitos são os que, num exercício de legitimação, pretendem adequar a prática cinematográfica às nobres causas das reflexões profundas.
O Cinema, à revelia, permanece, porém uma questão de movimento e duração.
O fato de inúmeros cineastas e infinitos filmes trazerem questionamentos profundos sobre a condição humana, sob os prismas da História, da Psicologia e da Filosofia não impedem que na essência, a arte cinematográfica permaneça como a manipulação criativa das imagens audiovisuais. É na poiésis cinematográfica, no trabalho com a linguagem, nos enquadramentos, movimentos de câmera, decupagens e mise-em-scène, que reside o ethos do Cinema. É no tratamento estético das imagens que descobrimos o abismo entre Hitchcock e a Psicanálise, Glauber e a Ciência Política, Mizoguchi e a História, Rossellini e a Filosofia. 
O Cinema é antes de tudo Cinema. Ou pelo menos deveria ser.
Num contexto em que o debate sobre o específico fílmico é um dado irrelevante ou uma curiosidade do passado, ver e discutir um filme como este “Ciúme” de Claude Chabrol é um ato de resistência.
Contra a maré de cristais e rizomas, Chabrol nos oferece o filme como profissão de amor e fé: o amor de quem dormiu e acordou sobre os filmes de Hitchcock, e que, como os jovens pintores, estudou apaixonadamente a paleta dos mestres para refinar seu próprio estilo; e a fé no potencial de liberação criativa da linguagem clássica e seus efeitos.
“Ciúme” é um filme de cinema: tolo, vagabundo, comercial, desprezível em sua pobreza conceitual. Seu único mérito está na mise-en-scène, um detalhe invisível, mas cuja relevância não cabe nos livros, bancos de escola ou em nossa vã filosofia.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)


Serviço:
dia30/08 (quinta)
às 19h30*
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibição seguida de debate em português e francês.
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Parceria:Aliança Francesa
Apoio: Processo Multiartes


Mais informações no site do Sesi:
http://www.sesipr.org.br/cultura

Debatendo "Nasci de uma Cegonha"


O Cinema Nômade de Tony Gatlif
(fragmentos)

(...)
Há, no cinema de Tony Gatlif, clara influência de Alain Tanner: as duas amigas que caem na estrada, no road movie que vai do nada a lugar algum de Messidor, em que se verifica a marginalização crescente das protagonistas, remetem ao casal de Exílios, que se auto-exilam para entender os párias sociais, verdadeiros exilados com quem travam contanto durante a viagem da França à Argélia. Je suis né d’une cigogne, porém, baseia-se explicitamente em Jean-Luc Godard, o qual é homenageado quando o desempregado Otto (o onipresente Romain Duris), cansado de vender sem sucesso jornal operário, anuncia pela rua "New York Herald Tribune", citando Acossado, ou quando o crítico de cinema carimba a palavra "Deus" na fotografia de Godard (o personagem nada escreve, apenas carimba frases feitas e chavões como "filme asiático de ação" ou "filme europeu de arte" nas fotos das obras assistidas). Como em Weekend à Francesa, tem-se o deslocamento enlouquecido e não-motivados dos protagonistas – além de Otto, Louna (Rona Hartner) e Ali (Ouassini Embarek) – pela França, rompendo no caminho os códigos de conduta e as leis estruturantes, tanto da sociedade, quanto do cinema. Desse modo, enquanto Otto larga a preocupação com o emprego e com a mãe gorda que vive à frente da TV, Louna maltrata de propósito os clientes do salão de beleza onde trabalha para ser demitida (conectando-se à personagem principal de A Salamandra, de Tanner) e Ali incendeia o carro do pai, o qual o obriga a "integrar-se" ao novo país, chamando-lhe agora de Michel (porque, segundo o patriarca, todos os franceses se chamam Michel, piada recorrente durante o filme). Juntos, eles roubam carros, assaltam lojas, invadem casas para almoçar, além de arranjarem tempo para auxiliar cegonha ferida, na realidade imigrante árabe de nome Mohammed que deixou a Argélia rumo à Alemanha. 

Com Je suis né d’une cigogne, Gatlif revela fascinante ambigüidade quanto à imagem cinematográfica, pois, se a contesta, ao quebrar os mecanismos de montagem invisível do cinema clássico, como simples ilusionismo – os personagens conscientes da presença voyeurística da câmera, os jump cuts que suprimem os raccords de continuidade, animosidade de Otto com o narrador, o qual está fora da diegese do filme –, também a exalta, justamente pelo aspecto mágico que possui – a arma que Otto materializa entre um corte e outro, o desaparecimento de Louna da narrativa por insultar mestres tais quais John Ford e John Cassavetes –, em iconoclastia paródica que encontra paralelo na mulher que admite ser erro de continuidade em Viagem ao Fim do Mundo, de Fernando Coni Campos. Mas, a despeito do caráter festivo e carnavalesco, Je suis né d’une cigognereflete como poucos (Os Galhos da Árvore, de Satyajit Ray, por exemplo) o término das ideologias e das crenças modernas que fundamentaram o pensamento contestatório do Ocidente, fim simbolizado no olhar perplexo de Ali (o qual atravessa o filme lendo e recitando Marx, Lênin e Che Guevara) para os livros rasgados e amontoados na biblioteca destruída: na era pós-moderna, quando tudo se problematiza para evitar o posicionamento contra as injustiças do mundo, a solução, proposta por Gatlif, é o renascimento através do contato humano, deste apoiar-se mútuo que aponta o sexo entre Otto e Louna no ninho da cegonha.
(...)

Paulo Ricardo de Almeida
(Revista Contracampo)

sábado, 18 de agosto de 2012

Sobre Leitura e Prosa

“Para elogiar Ibn Sharaf de Berja, repetiram que só ele conseguiu imaginar que as estrelas no alvorecer caem lentamente (...) isso, se fosse verdade, evidenciaria que a imagem é insignificante”.                                                     
Jorge Luis Borges 

                  Borges em um de seus contos, “A busca de Averróis”, assim expõe: “a imagem que um único homem pode conceber é a que não toca ninguém”. Aceito o alvitre, dois comentários podem ser feitos em relação ao que figura como literatura, desmentindo já dois grandes equívocos. 
              O primeiro, do gênio, iluminado, artista e escritor, que deixa de ser o particular indivíduo da Terra a ter pensado algo que ninguém pensou. A sua genialidade estaria, justamente, no fato de partir de sua condição temporal e espacial para criar ou descobrir algo capaz de durar, exceder seu próprio tempo; algo capaz de gerar um apreço estético, sendo, necessário e justamente acessível ao outro, ainda que em um momento futuro. Ser capaz de gerar uma imagem que desperte no outro algo que o diga respeito, que nele se comunique, garante a “durabilidade” da obra, tecendo-se vínculos entre diversas épocas. 
                Desfaz também a noção de literatura como transe-tédio-individual, resquício da crise da poesia épica e, mais tragicamente, fruto da hegemonia do romance, criação de uma burguesia mareada. Walter Benjamin, nesse sentido, questiona o fim da capacidade oral de contar histórias, em virtude da ascensão de um indivíduo perdido em sua solidão, escasso de experiências.             
                Já a possibilidade levantada por Borges liberta a literatura da solidão, já que repousa na ideia de uma imagem que pode ser coletivizada. O que mais seria o conceber de uma imagem com significado senão o movimento que possibilita o compartilhar dessa imagem?     
                A possibilidade de compartilhar uma imagem perpassa, de certa forma, uma oportunidade para exercer nossa capacidade atrofiada de narrar. Narrar nossa experiência enquanto participantes dessa imagem que toca: de como nos toca; entendimentos, interpretações, impressões e por aí vai. 
                Poder ler ou ouvir seu próprio poema é o parto do superego. Trocar uma leitura solitária e confortável por uma leitura com gente estranha é, no mínimo, curioso. Dedicar um começo de noite a dissecar constelações de uma interpretação alheia é, curiosamente, interessante.      
                Leitura e Prosa, aqui, pode ser sinônimo de Literatura, pode ter qualquer outro nome que expresse o nosso olhar atalântico:          
o compartilhar do tempo dentro do nosso tempo. E o tempo, aqui, pressupõe um ato coletivo de concepção da imagem, aquela imagem significativa que pode ser vislumbrada por todos, ainda que de maneiras diferentes. E são esses modos salpicados com individualidades que procuramos desbuchar quando nos reunimos. Sem esquecer, é claro, das limitações, mas também exclusividades do nosso tempo: o tempo momento-presente que congrega nossas pervagantes e previsíveis existências. Ainda dentro desse tempo, no incansável movimento de contato com outros tempos, que é o dos autores e o das obras, arrisca-se um novo navegar.  
É pretender toda a literatura que couber no espaço-tempo de um encontro de algumas horas. Repetindo eventualmente tudo que já foi dito e espreitando por um lampejo que possa engendrar o deleite de uma boa prosa, mesmo quando essa já é finda.           


Estela Basso      
Coletivo Atalante, 2012             



Serviço
Leitura e Prosa
25/08 - A partir das 19h
Porão da Academia da Cachaça
(Rua Ubaldino do Amaral, 710 - esquina com a Marechal Deodoro)


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Cineclube Sesi apresenta: "Nasci de uma Cegonha" de Tony Gatlif



Sinopse:
Otto é um jovem desempregado que vive com a mãe. A bela Louna é uma garota também sem muita ocupação. Os dois se encontram todas as manhãs. Um dia, infelizes pelo horizonte de um futuro sem surpresas, decidem mudar o rumo das coisas. Acompanhados de Ali, um rapaz imigrante, os três pegam o carro e partem pelas estradas em busca de um novo sentido para a vida

Serviço:
dia23/08 (quinta)
às 19h30*
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibição seguida de debate em português e francês.
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Parceria:Aliança Francesa
Apoio: Processo Multiartes

Mais informações no site do Sesi:
http://www.sesipr.org.br/cultura