quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Som de Preto no Fidé Brasil


O ano está chegando ao fim, as temperaturas estão subindo (dá um calor no coração), os dias estão mais longos, alegria para o povo, clareou de novo! Por isso a Som de Preto decidiu celebrar a chegada do verão, que lentamente vem animando nosso fim de ano. À convite do FIDÉ Brasil (Festival Internacional do Documentário Estudantil) preparamos uma festa quente para que tu possa soltar todos os pesos de 2013 se esbaldando na pista! 

- FESTA OFICIAL DE ABERTURA DO FIDÉ - 

Se liga nas atrações que preparamos pra vocês

Na pista:
Discotecagem Som de Preto (Adara, Caetano e Miguel)
mais a nossa convidada da noite Lola Rodriguez.

E ainda show com a banda Paranambuco, que vem nos mostrar seu coco, ciranda, maracatu, samba de roda, jongo, afro sambas e outros Sons de Preto!

No jardim, pra refrescar a cuca teremos MELANCIA ATÔMICA pra beber de canudinho!

Então vai se preparando, entrando no clima, que logo logo tem mais coisa ai!

Sexta, 22 de novembro de 2013, 22:00

As entradas serão 10 pila até meia noite, depois 15.

Arte: Adara Garbuglio
FIDÉ Brasil: http://www.fidebrasil.lesimpatientes.org/

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Cine FAP: "Hardware - O Destruidor do Futuro", de Richard Stanley

O Cine FAP  apresenta nesta segunda-feira, dia 18 de novembro, às 19h00, o filme "Hardware - O Destruidor do Futuro" de Richard Stanley, abrindo a série Sociedade Distópica que conta ainda com "Eles Vivem" (25/11). Entrada franca sempre.

Cine FAP apresenta: 
"Hardware - O Destruidor do Futuro", de Richard Stanley


Dentro do seu apartamento, que é uma verdadeira fortaleza, a escultora Jill transforma o crânio de um robô numa obra de arte. Mas o crânio cibernético, pintado com a bandeira americana e encontrado no deserto por um andarilho, tem nome e função. Trata-se de Mark 13, arma secreta desenvolvida pelos militares para controlar a caótica situação do planeta. Durante a noite, Mark 13 usa seus poderes cibernéticos para se auto-reparar e cumprir uma programação diabólica: matar todos os seres humanos impiedosamente.


Comentários: Christofer Pallú, José Fernando Costa e Matheus Kerniski

Serviço:
dia 18/11 (segunda)
às 19h00
na Auditório Antonio Melillo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realização: FAP
Produção: Cine FAP e Grupo de Estudos de Cinema de Horror
Apoio: Coletivo Atalante

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Cineclube Sesi: "Pacific", de Marcelo Pedroso

Nesta quinta-feira, dia 14, o Cineclube Sesi apresenta o filme "Pacific" de Marcelo Pedroso, dando prosseguimento ao ciclo Cinema Brasileiro Contemporâneo que contará ainda com "Trabalhar Cansa" (21/11) e "O Som ao Redor" (28/11).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta: "Pacific", de Marcelo Pedroso

 O documentário Pacific é todo construído a partir de imagens de passageiros de um cruzeiro que tem como destino uma das mais belas paisagens brasileiras, o arquipélago de Fernando de Noronha. São sete dias de viagem registrados pelas lentes de turistas que filmam tudo, a todo instante. Ao lançar seu olhar sobre o olhar dos personagens, o filme se revela um ensaio sobre a produção de imagens na contemporaneidade e suas implicações políticas, além de lançar luz para uma reflexão sobre a sociedade brasileira, a partir de um grupo social pouco visto e longe dos estereótipos comumente observados em documentários.

Serviço:
dia 14/11 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
 
  (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Cineclube Sesi Portão: "Clube dos Cinco", de John Hughes

O Cineclube Sesi Portão apresenta no dia 13 de novembro (quarta) às 19h30, o filme "Clube dos Cinco" de John Hughes. A programação de 2013 do cineclube encerra com "O Pagamento Final", de Brian De Palma no dia 27/11. Entrada franca sempre.

Cineclube Sesi Portão apresenta: 
"Clube dos Cinco", de John Hughes


Sinopse:
A história mostra um dia na vida de cinco adolescentes que, por terem se comportado mal na escola, ficam detidos um sábado inteiro e tendo que redigir um longo texto, com mais de mil palavras, sobre o que eles pensam sobre si mesmos. Apesar de muito diferentes, eles acabam se conhecendo melhor e dividindo seus dramas pessoais.

Sobre o filme:
Poucos artistas conseguiram enxergar dentro da alma dos jovens como o americano John Hugues. Suas obras eram tratados líricos sobre a liberdade, o amor e a masturbação; sobre o eterno conflito entre pais e filhos; sobre a descoberta da vida no coração oprimido dos lares e escolas americanos.Tamanha era a ressonância do seu trabalho que seus filmes eram aguardados e devorados como um disco novo da banda preferida por milhões de jovens pelo mundo.
O lugar de Hughes na indústria cinematográfica é inquestionável. Mas mais importante que isso é o seu papel para a arte: seus filmes revelam o trabalho de um cineasta rigoroso, sensível e extremamente apaixonado pelas imagens que captura.
O maior exemplo dessa inventividade está no clássico "Clube dos Cinco", no qual o confinamento espaço-temporal representa a ampliação dos potenciais imagéticos da obra, como no cinema de Sidney Lumet.
O drama e a aventura dos cinco jovens na detenção tem tanta humanidade em cada fotograma que é impossível não se assombrar com a sua grandeza.

Miguel Haoni (APJCC - 2010)

Serviço:
dia 13/11 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)
  
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
    
 (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
          

Produção: Atalante 
(http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

domingo, 10 de novembro de 2013

Oficina de crítica cinematográfica

Como ação complementar à programação de novembro, o Sesi oferece a Oficina de crítica cinematográfica que pretende, através da leitura de textos e filmes, formar um laboratório de produção crítica com foco no exercício da escrita e de canais de democratização do pensamento sobre cinema.
oficina terá um total de 8 horas de duração e ocorrerá nos dias 16 e 17 de novembro (sábado e domingo), das 14 as 18 horas, na Sala Multiartes do Sistema Fiep. As inscrições são gratuitas.

1° diaI - A arte da mise en sceneII – Da abjeção
III – O que é o cinema?
2° dia
IV – O essencial e o supérfluo
V – Apologia da violência
VI – O primeiro plano
VII – A arte de amar


Inscrições pelo email: sesicultura@sesipr.org.br

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Homem e o Mundo


(Ensaio sobre Cao Guimarães – fragmentos)

Quando vi Cao Guimarães pela primeira vez me surpreendi porque a imagem que construí do seu corpo era de um homem franzino e silencioso, como o personagem de A Alma do Osso. A sensação era de que ele filmava em simbiose com o seu ambiente, escondido atrás de uma rocha ou uma janela, e seus filmes só pareciam fazer sentido se a sua figura pudesse assumir a quase invisibilidade e delicadeza da sua direção. Quando esta imagem se desfez surgiu um questionamento sobre como ele e, algumas vezes, a sua equipe (que eu julgava fantasiosamente inexistente) transformavam a interferência da direção em algo quase invisível, preservando um calmo fluir do tempo, captando o homem na pureza da sua relação com o mundo. Perguntei-me como funcionava esta mediação capaz de captar o homem e o mundo no seu verdadeiro realismo, aquele definido por Bazin como capaz de “exprimir a significação a um só tempo concreta e essencial do mundo” (no clássico texto “Ontologia da Imagem Fotográfica”).
Na verdade, Cao Guimarães é um artista que tem um olhar extremamente atuante mas não se trata de interferência através do choque, do questionamento, da própria presença física do diretor diante da câmera – tudo aquilo que comumente identificamos como interferência num documentário – mas sim permitindo que as coisas possam ser sentidas visualmente e sonoramente por mais tempo pela montagem, ou simplesmente transformadas em sua plasticidade pela fotografia. Com os personagens parece haver uma atuação indireta que, a princípio, não cria nenhuma situação para além do simples ato de filmar. Os inanimados (objetos, espaços, a paisagem, os interiores das casas, a rua) passam pelo crivo do seu olhar-câmera, e retornam transformados no seu significado como fonte de poesia e beleza. Recentemente assisti Andarilho (abertura da Bienal de São Paulo - foto acima) e Acidente(Mostra Internacional de Cinema de SP), seus dois mais recentes trabalhos.

(...)

Em Acidente, o título já diz ao que veio: o acaso é o seu princípio fundante. Co-dirigido por Pablo Lobato (integrante do grupo TEIA), os diretores captaram o que desfilava aos olhos enquanto viajavam por diversas cidades mineiras. São vários capítulos que levam o nome de cada cidade. O encanto aqui é com os objetos, as paisagens, o interior das casas, a rua. Não que não existam situações com personagens – o homossexual e a fala sobre as suas dificuldades, a mulher que chega em casa sem a chave, o engraxate e a bêbada que enche o seu saco, as crianças e a procissão – mas a piração está na poesia, na verdade, no maravilhamento que se pode retirar de tudo aquilo que não é o homem, mas que carrega a marca do humano. Não existe separação, na verdade: tudo é fonte de poesia e diz algo sobre o homem que filma, que olha ou o que desfila com as pernas gordas embaixo d’água.
Acidente é uma sequência de prazeres que vem do inusitado. Seja o corte, a duração, o enquadramento, o lugar da câmera, tudo ali tem um frescor inacreditável. A única coisa que assisti que chegasse próximo da simplicidade e poder de captar a essência do mundo foi Five, de Abbas Kiarostami. Assim como ele, Cao adora a natureza – o movimento da água, das plantas, da chuva – gerando esta estética natural-fenomenológica só possível de ser captada pelo vídeo. As possibilidades abertas por este formato acabam sendo só mais uma dentre as suas ferramentas. O aparato técnico para esses artistas nunca se impõe como limite, ele é só como mais uma forma de mediação criativa entre o olhar e o mundo.
As mediações podem ser muitas porém o toque de Cao Guimarães é sempre perceptível. O trabalho de Acidenteestá bem próximo da sua série fotográfica Gambiarras: o “jeitinho” inscrustrado  no uso dos objetos. Neste trabalho fotográfico, é também o banal que assume novas dimensões e adquire um sentido inexistente antes de ser captado pela objetiva. Objetos que são reconfigurados nas suas funções ao serem captados pela câmera, têm adicionado o seu sentido estético; é o prazer da graça de ver transformado o improviso em arte.
O improviso da viagem, que forma este conjunto de “acidentes”, se intensifica com a profusão de registros e formatos. Alguns capítulos-cidade formam pequenas narrativas, como é o caso da sequência que acompanha o dia de um bar com um observador-câmera atrás do balcão. O tempo se arrasta e do lado de fora vemos um ônibus que está sempre lá. A noite cai, o ônibus dá partida e quando vemos estamos dentro dele compartilhando a visão ampliada do motorista dirigindo pela cidade. Mini-narrativas convivem com momentos de pura contemplação, e tudo revela uma outra forma de se olhar o banal, cercando estas pequenas coisas de um sentido inédito, mas simples.
É com esta mesma simplicidade que aos poucos a junção dos nomes das cidades visitadas formam um poema. Os nomes estavam lá, só precisava alguém aparecer para juntá-los. O trabalho de Cao Guimarães nos chama a ver as coisas com mais atenção, mostrando que uma postura poética diante das pessoas e do mundo ainda é possível. Com isso, ele definitivamente amplia as possibilidades expressivas do documentário e do audiovisual ao transformar tudo o que passa pelo seu olhar em poesia.

Lila Foster
(Texto integral: 
http://www.revistacinetica.com.br/caolila.htm)

Cine FAP: "O Tempo do Lobo", de Michael Haneke

O Cine FAP  apresenta nesta segunda-feira, dia 11 de novembro, às 19h00, o filme "O Tempo do Lobo" de Michael Haneke, encerrando a série Ameaça Desconhecida. Na sequência entra a série Sociedade Distópica com os filmes "Hardware" (18/11) e "Eles Vivem" (25/11). Entrada franca sempre.

Cine FAP apresenta: "O Tempo do Lobo", de Michael Haneke

Um desastre de algum tipo ocorreu, do qual o público só sabe que a água contaminada é escassa e os animais têm de ser queimados. Fugindo da cidade, a família chega à sua casa de campo, na esperança de encontrar refúgio e segurança, apenas para descobrir que ela já está ocupada por estranhos.


Comentários: José Fernando Costa, Paulo Vitor e Taynan de Carvalho

Serviço:
dia 11/11 (segunda)
às 19h00
na Auditório Antonio Melillo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realização: FAP
Produção: Cine FAP e Grupo de Estudos de Cinema de Horror
Apoio: Coletivo Atalante