quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cine Fap: "Uma Aventura de Billy the Kid", de Luc Moullet


Alucinado, Billy The Kid cruza as montanhas tentando transportar o ouro roubado no assalto à diligência da Wells Fargo. No meio do caminho, encontra a bela Ann, sobrevivente de um ataque dos cherokees.

Serviço:
dia 07/04 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cine FAP: programação de abril

Cine Fap apresenta: 
Mostra Cinema Francês Moderno


Programação de abril:
07/04 - "L'aventure de Billy Le Kid", de Luc Moullet
14/04 - "Cap Nord", de Sandrine Rinaldi
28/04 - "Mes Petites Amoureuses", de Jean Eustache

Serviço:
Sessões às segundas
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP
Produção: HATARI! - Grupo de Estudos de Cinema
Apoio: Coletivo Atalante

terça-feira, 1 de abril de 2014

Cineclube Sesi: "Fuga para Odessa", de James Gray

Nesta quinta-feira, dia 3, o Cineclube Sesi apresenta "Fuga para Odessa, abrindo o ciclo James Gray que contará ainda com "Caminho Sem Volta", no dia 10; "Os Donos da Noite", no dia 17; e  "Amantes", no dia 24.
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta:  "Fuga para Odessa", de James Gray

Assassino judeu de origem russa que foi banido do Brooklyn, quando mafioso responzabilizou-o pela morte do filho, volta em segredo para realizar um trabalho e reencontra o pai, que o deserdou, a mãe, em estado terminal, e o irmão, dividido entre a América e suas raízes.

Serviço:
dia 03/04 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 31 de março de 2014

Sem sol


(fragmento do texto “Toda a Tristeza do Mundo”)
Se Van Gogh havia sido o filme mais ensolarado de Pialat, seu último longa-metragem, Le Garçu (1995), sefecharia em nuvens novamente: o filme se transporta de um clima de férias de verão ao som de reggae (com a vida conjugal já em crise) para um cenário cinza e invernal (com o casal já vivendo separado). Mais singelo e menos amargurado que as obras anteriores do diretor, Le Garçu possui, entretanto, uma tristeza de fundo que é quase tão desoladora quanto a de seus filmes dos anos 1970.
Em Nós Não Envelheceremos Juntos, o relacionamento acaba depois de seis anos e não sobra nada de palpável, somente uma lembrança, uma imagem fugidia, como aquela imagem já refratada pela luz da memória que encerra o filme mostrando Marlène Jobert na praia – imagem mental, flashback, sonho? Em Le Garçu, o casal teve um filho antes de se separar. Um vínculo efetivo permaneceu daquela história a dois já terminada, um vínculo que, para dizer o mínimo, não é mais da ordem fantasmática da imagem memorial.
O plano da criança se desgarrando de seus colegas durante uma excursão escolar e caminhando sozinha num parque, com folhas secas sendo arrastadas pelo vento ao seu redor, é a imagem mais forte de Le Garçu: Pialat faz todo e qualquer espectador se enxergar nesse filho do inverno condenado a descobrir o mundo sozinho, não importa o quão ausentes ou presentes serão seus pais. Após a visita ao hospital e a cena da morte do pai do personagem de Gérard Depardieu, compreendemos que Le Garçu condensa em uma só obra a trilogia da vida que seus três primeiros longas compõem (Infância Nua, Nós Não Envelheceremos Juntos e La Gueule Ouverte: infância e solidão, vida adulta e separação, velhice e morte).
Entre Le Garçu e a data da morte de Pialat, decorreriam oito anos de reclusão e silêncio. Os Cahiers du Cinémaforam atrás dele em 2000 e fizeram uma longa entrevista. Ideias não faltavam, mas a saúde já debilitada o impedia de trabalhar. Ele viria a falecer no dia 11 de janeiro de 2003, aos 77 anos.

Luiz Carlos Oliveira Jr.
(texto na íntegra: http://www.revistainterludio.com.br/?p=3463)

Cineclube Sesi apresenta: James Gray

Pogramação
03/04 - "Fuga para Odessa"
10/04 - "Caminho Sem Volta"
17/04 - "Os Donos da Noite"
24/04 - "Amantes"

Serviço:
Toda quinta 
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante

domingo, 30 de março de 2014

Poiesis: A Paixão Segundo G. H., com Lúcia Cherem

A Paixão Segundo G. H., 05/04, com Lúcia Cherem*, no Décimo Primeiro Andar da Reitoria (UFPR), Prédio Dom Pedro I (Das 14 às 18 horas).

A obra apresentada será "A Paixão Segundo G.H.", possivelmente o romance mais celebrado de Clarice Lispector. Neste livro, Clarice nos apresenta - através de seus intrincamentos linguísticos - o processo epifânico de G.H. ao defrontar-se com o desconhecimento que a constitui. Todo o percurso de G.H. rumo a si mesma se dá em um lugar supostamente conhecido por ela: um cômodo de seu apartamento. E aí entra o fator essencial do livro: o que se achava conhecido, torna-se o desconhecido e a necessidade de explorá-lo e de transformar essa exploração em narrativa converte o banal da limpeza em um quarto num profundo movimento de encontro com o próprio "ser". Assim, o que se dá no nível dos acontecimentos é apenas o fator desencadeador de uma reflexão profunda sobre o que ou quem se é. E as palavras se estabelecem de maneira paradoxal, pois são ao mesmo tempo a impossibilidade de se traduzir a experiência e também o único meio de fazê-lo. A famosa passagem do livro na qual G.H. come uma barata talvez seja o imponderável na condição humana: o encontro com o Real, sem possibilidade de tradução em palavras.

Texto de Diamila Medeiros.

O Poiesis é um evento de extensão da UFPR, organizado pelo Coletivo Atalante e sob a coordenação do professor Benito Rodrigues. Consiste em ciclos de palestras sobre grandes clássicos da literatura mundial, sendo tais palestras conduzidas por professores da UFPR, especialistas em tais obras. Por outro lado, este evento também faz parte de um esforço da universidade em abrir-se para a comunidade não acadêmica, fazendo circular um saber geralmente restrito ao público da academia. Todas as palestras ocorrem sábado à tarde, da 14 às 18 horas na Reitoria.
Estamos no segundo ciclo, O Romance (ver programação abaixo), que se propõe a explorar este gênero tão multifacetado e desafiador, que vem espelhando a humanidade e pondo a nu, sem reservas, seus aspectos mais belos e sórdidos. As obras selecionadas para este ciclo se encontram no plano dos textos de ruptura, que problematizam as delimitações deste gênero, que colocam seus leitores em estado de perda, que desconfortam, que fazem vacilar as bases históricas, culturais e psicológicas de todos aqueles que deles ousam se aproximar em demasia. São uma ameaça para a consistência de nossos gostos, valores e lembranças, pois fazem entrar em crise nossa relação com a linguagem.

Datas, obras e professores palestrantes:
22/02 - Ulysses, de James Joyce, com Caetano Galindo.
22/03 - O Processo, de Franz Kafka, com Paulo Soethe.
05/04 - A Paixão Segundo GH, de Clarice Lispector, com Lucia Cherem. 
26/04 - As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, com Ernani Fritoli.
17/05 - Madame Bovary, de Gustave Flaubert, com Sandra Stroparo.
07/06 - O Som e a Fúria, de William Faulkner, com Luci Collin. 
16/08 - Dom Quixote, de Miguel de Cervantes, com Rodrigo Machado.
30/08 - O Evangelho Segundo Jesus Cristo, de José Saramago, com Marcelo Sandmann.
13/09 - Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, com Marilene Weinhardt. 
27/09 - Satyricon, de Petrônio, com Rodrigo Gonçalves. 
25/10 - Cem anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez, com Isabel Jasinski.
22/11 - Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, com Paulo Soethe. 

* Lúcia Cherem possui graduação em Letras Português - Francês pela Universidade Federal do Paraná (1982) e doutorado em Letras (Literatura Comparada) pela Universidade de São Paulo (2003) e com bolsa sanduíche na Universidade do Quebec, em Montreal, com uma tese sobre Clarice Lispector. Atualmente é professora de língua e literatura francesa da Universidade Federal do Paraná. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Línguas Estrangeiras Modernas, atuando principalmente nos seguintes temas: ensino da leitura, língua estrangeira e literatura brasileira. Concluiu seu pós-doutorado na Universidade Estadual de Campinas, em agosto de 2013.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cine Fap: "Le Garçu", de Maurice Pialat


O último filme de Pialat é um dos raros “últimos filmes” realmente testamentários. Como alter ego do cineasta, Gérard Depardieu encarna um homem de meia idade às voltas com a ex-mulher, o filho pequeno (o papel coube ao próprio filho de Pialat) e a morte do pai. Um filme cujo protagonista é confrontado com o seu passado e com o que ficará depois dele, e no qual Pialat retomou o estilo directo e “brutalista” que caracteriza quase todo o seu cinema e do qual se afastara nos dois filmes anteriores.

Serviço:
dia 31/03 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante