quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cineclube da Cinemateca: Ciclo "Os Clássicos Americanos"

Cineclube da Cinemateca apresenta:
Ciclo "Os Clássicos Americanos"

O Cineclube da Cinemateca apresentará no mês de maio, "O Morro dos Ventos Uivantes" de William Wyler e "O Segredo da Porta Fechada" de Fritz Lang, promovendo um recorte que possibilite uma visão desse período paradigmático que nos ajuda a compreender tudo o que veio antes e depois na história do cinema.

03/05 - "O Morro dos Ventos Uivantes" de William Wyler
17/05 - "O Segredo da Porta Fechada" de Fritz Lang

Serviço:

Dias 03 e 17 de maio
15hs
na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

Cine Fap: "Um Jogo Brutal", de Jean-Claude Brisseau


Pesquisador volta a cuidar da filha que, vítima de um problema na coluna, não consegue movimentar as pernas. Enquanto a indócil garota se adapta à figura de uma governanta e do irmão desta, seu pai parte em uma matança com motivos misteriosos.

Serviço:
dia 05/05 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cine FAP: Jean-Claude Brisseau

Cine Fap apresenta: 
Mostra Cinema Francês Moderno



Jean-Claude Brisseau:
05/05 - "Um Jogo Brutal"
12/05 - "Celine"
19/05 - "Coisas Secretas"
26/05 - "A Garota de Lugar Nenhum"

Serviço:
Toda segunda
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP
Produção: HATARI! - Grupo de Estudos de Cinema
Apoio: Coletivo Atalante

MELHOR QUEIMAR-SE DO QUE FENECER: JEAN EUSTACHE, O DÂNDI PROLETÁRIO


(fragmentos)

(...)

Ainda bloqueado pelo sistema econômico do cinema francês, Eustache passou muitos meses escrevendo A Mãe e a Puta. Estava obcecado por este projeto autobiográfico e sonhava constantemente com ele. Em 1971, sem fundos e sem outra coisa para fazer, ofereceu-se para montar meu filme Uma Aventura de Billy the Kid. Frente à moviola, sem interromper a montagem, recitava o diálogo que havia escrito em seu grande caderno na noite interior. O roteiro era uma série de conversações (um pouco como Rohmer), e estava testando-mo, tal como havia feito com outros, observando nossas reações aos paradoxos formulados por seu herói Alexandre, que seria vivido por Jean-Pierre Léaud. O que surgia era um tipo de anarquismo de direita, não muito distante ao das novelas de Céline. Não havia motivos ideológicos por trás de tudo isto, mas sim a necessidade de provocar própria de Eustache, e pelos fins de 68 é necessário dizer que o anarquismo de direita era bastante provocativo. Também era a vingança de Eustache contra um sistema cinematográfico que o havia excluído. O êxito de A Mãe e a Puta se apóia provavelmente na necessidade de Eustache e Léaud de empreender este improvável trabalho de logorréiaanti-conformista. Mas o filme também capturou a fala e particularmente as ações do período que seguiu 68 sem edulcorá-las. Poderia ser dito que a força do filme vem dessa mescla insolente de sentimentos de direita e esquerdismo sexual.

(...)

Convertido em uma celebridade, agora Eustache poderia retomar seu velho projeto de Mespetitesamoureuses. A história se passa em sua cidade natal e é vista através dos olhos de um garoto de 13 anos. Mais uma vez, há aparentemente uma mudança completa de direção: depois de passar dos documentários regionais à ficção parisiense mais autoral já criada, Eustache retorna à crônica provincial, centrada num garoto bastante comum. Quatro anos antes de rodar o filme, ele me disse que queria reconstruir a sua infância: cada seção de parede, cada árvore, cada poste de eletricidade. Segundo Eustache, era o único modo de transferir impressões infantis a um filme.

Mespetitesamoureuses é muito eficaz no modo em que traz à luz alguns rituais franceses: de certa forma, o próprio núcleo do trabalho de Eustache. Neste caso, trata-se dos ritos do cortejo adolescente: lugares tradicionais para encontros durante caminhadas, o repertório de improvisos românticos de garotos e garotas e as distâncias mantidas entre eles, os primeiros beijos. Entre os rituais franceses registrados fielmente por Eustache temos: o esquartejamento de um porco, a eleição da Rosière, festas dançantes dos subúrbios (Lesmauvaisesfréquentations), passeios por ruas de Narbonne (Le pèreNoël), inclusive conversações de café do sexto distrito parisiense (A Mãe e a Puta).

(...)

Voltando a Mespetitesamoureuses, sente-se uma voluntária sobriedade no comportamento dos atores e no seu estilo de atuação, como também a influência de Bresson. Mas Bresson é um mestre perigoso para imitadores. Há um princípio de dicção em seus filmes que, em absoluto, não dramatiza, mas que ao mesmo tempo possui a sua própria música, e tal coisa termina sendo inimitável. E o princípio tão bressoniano de cenas curtas, todas de duração similar, tornava-se monótono ao cabo de horas: quando nos acostumamos, já temos ideia de como acabará cada episódio. O ritmo particular do filme, entre outras coisas, explica o seu fracasso comercial. Rodado em cores, em 35 mm. (em oposição ao preto e branco em 16 mm.de A Mãe...), Mespetitesamoureuses custou muito mais que o seu longuíssimo e escandaloso predecessor, convocando apenas a metade de seu público na França. Mais uma vez Eustache se viu forçado a conformar-se com média-metragens e curtas.

(...)

Há outros pontos de referência para os filmes de Jean Eustache, incluindo John Cassavetes (A Mãe e a Puta não se encontra muito distante de Faces) e especialmente Maurice Pialat, a quem Eustache admirava. Há um número de semelhanças, tanto em termos de tema como de feitura, entre Mespetitesamoureuses e Infância Nua, filme de estreia de Pialat. Não é casual que Pialat tenha um pequeno papel no filme de Eustache.
Dois diretores excessivos, destemperados, apaixonados, que se distinguiram pela rejeição às grandes e complexas construções dramáticas e a exploração de situações, a favor de uma penetrante observação do comportamento humano e uma certa aversão à plasticidade.


Luc Moullet
(FilmComment nº 36, setembro 2000, pp. 38-43. Traduzido por Felipe Medeiros)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Cine Fap: "Meus Pequenos Amores", de Jean Eustache


Jovem começa a perceber os contrastes das primeiras sensações de paixão com a inocência da infância... Ou melhor.... Não esquecendo que estamos perante uma visão necessariamente datada dos anos 70,s quanto ao posicionamento sexual e social da mulher, ainda menorizado e enquanto objeto, falamos de um jovem que tendo que se mudar com a mãe para o sul de França e obrigado a trabalhar deixando a escola, é nesse meio provinciano que vai aprendendo como lidar com as garotas... Passado um ano, volta à anterior cidade em visita à avó... e rever seus antigos amigos... aí, vão entender o quanto ele cresceu...

Serviço:
dia 28/04 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

A BIFURCAÇÃO DO DESEJO

por Toni D’Angela



Oh, please let me come into the storm.

Leonard Cohen
A história que James Gray conta, com intensidade e grandeza, é uma anábase, um retiro, um retorno à casa - como outrora com Fuga para Odessa (1994), Caminho Sem Volta (2000) e Os Donos da Noite (2007).

Leonard (Joaquin Phoenix: suspenso entre A Vila e Johnny & June, magnífico) encontra-se perdido, sem rumo, extraviado, um veterano da mais terrível das derrotas: a mulher amada o abandonou. Desde o incipit se vê, ao mesmo tempo, à deriva e empenhado a emergir - das águas claras da baía (como a cidade) em que se jogou, afundando-se como se fosse um rejeitado qualquer, uma pedra, um gás. Desaparecendo, em queda livre. Errante: caminha muito, para entregar as peças lavadas e passadas pelo pai lavadeiro (e já estabelecido); Leonard medita, fantasia, experimenta mais uma vez o gelo da água onde tudo toma forma e se dissolve. Embarca e se molha todo - não há chuva na história nem nunca faz sol. No limiar, entre o fim e o princípio, o désir e o dispositivo de controle, o abismo que o traga durante o suicídio e o retorno à casa, finalmente sed(imen)tado, inserido, instalado, acomodado na poltrona, enquadrado e atado, entre pais e sogros, abraçando, com um olhar vago (ou talvez apenas inseguro?) a futura mulher, anônima e ainda agarrada pelo colarinho por antigas desilusões (no mais aludidas apenas pela sua aparência anêmica), como que antecipada pela imagem triste e melancólica de uma Isabella Rossellini (a mãe de Leonard) curvando-se por detrás da fenda da porta do quarto do filho, à espera de respostas, eventos, vibrações: coração de mãe - que substitui aquele, agora petrificado, de mulher e amante.

Mas, do fundo de uma poltrona dourada (as famílias de Leonard e da sua esposa prometida se preparam para fundir negócios), o andarilho realmente retrocederá para recomeçar? E qual início se abre ou vem destinado? Qual exílio? “O que distingue as pessoas umas das outras é a força de conseguir, ou de deixar que o destino consiga para nós” (cf. F. Pessoa, O Livro do Desassossego, por Bernardo Soares, Feltrinelli, Milão, 2008, p. 27).

Ao invés de inventar novamente seu destino, sua marcha, como os gregos derrotados na Ásia, o seu retorno, Leonard o suportou, deixando exposta a cicatriz. O Controle tritura, na figura do superego genitor onipresente e onívoro: os pais da primeira mulher decidiram pelo término do relacionamento; os pais das duas amantes, Sandra (Vinessa Shaw) e Michelle (Gwyneth Paltrow), ou conspiram ou berram, e finalmente mesmo o amante oficial de Michelle, o advogado de sucesso (Elias Koteas), para subordiná-lo, faz valer o seu papel de pai no único encontro com Leonard. Superego que exemplar e espectralmente encarna-se, aglutina-se e toma corpo na parede da sala de visitas da casa dos pais de Leonard: uma galeria de retratos de família que, como um vórtice, apanha e suga o jovem desesperado. Uma banalidade de base, uma trama que sufoca tudo sob o viaduto de uma cidade anônima (Brighton Beach, Coney Island: já o cenário de Fuga para Odessa, a estréia de Gray realizada em 1994, e Réquiem Para um Sonho de Aronofsky), periférica, marginal, que não pulsa nem fala. Leonard está preso em uma casa na periferia de alguma coisa...

No entanto, os espaços, na história de Gray, desempenham uma função crucial da narrativa, modelando o sentido do texto: da intersecção de forças (personagens) que, por sua vez, torna-se personagem. Um espaço-texto arraigado e implementado nos componentes do décor no qual transcorre a duração, seja aquela interior de Leonard ou aquela interna ao filme. A sala, o terraço, o pátio são os horizontes de sentido em que Gray faz a sua tessitura, construindoAmantes como uma topologia. Na sua superação, Leonard conhece primeiro Sandra e depois Michelle, duas amantes, uma morena e a outra loira, uma confortante e a outra atormentada, uma vizinha e a outra distante. No seu vai-e-vem entre uma e outra, Leonard experimenta as estações, os locais que uma e outra freqüentam e onde se manifestam, e, de vez em quando, aos quais lhe chamam. Sandra é a mediatriz. Polida e simples, cabelos que caem sobre os ombros sem se esparramar, Sandra está sempre em interiores: na casa dos pais de Leonard ou no seu quarto, em um bar na sala em que se comemora o aniversário de seu irmão. Sandra está sempre abrigada, em situações protetoras, domésticas, familiares: ceias de família ou festas com parentes e amigos, sempre, obviamente, da família. Anjo da lareira? Apesar de o fogo parecer já ter se apagado, em uma dialética sem síntese e fantasmática, ela alimenta, no entanto, o desejo. Leonard, com ela, sente-se em casa e, juntos, deslizam até o fundo da poltrona, acomoda-se, ao lado de uma mulher que sabe esperar.

Michelle é lunática, frágil, objeto de voyeurismo, movendo-se entre os extremos e o estupor: droga, discoteca, aborto. Com ela, Leonard caminha na rua, é exposto às intempéries, à chuva (quando na porta do hospital) e especialmente o vento, em particular na cena de amor sobre um terraço hitchcockiano, onde a intensidade se exprime graças ao som, ao vento que sopra, assobia, chia, bate, grita - e já gela. Com ela Leonard está, ao mesmo tempo, à espera e fora de si, longe de casa, pronto para ir para San Francisco e desrespeitando, assim, a maquinação dos pais. Mesmo quando Leonard e Michelle se encontram nos seus quartos e falam um com o outro à distância, esta imediatamente os consome: impulsionados pelos sonhos ou pela desenvoltura, lançando-se à janela, suspensos sobre o pátio do desejo que dá para o início das estrelas. Com ela Leonard experimenta somente os altos e os baixos. Com Sandra faz amor debaixo das cobertas, na cama do seu quarto, em plano médio; com Michelle no terraço, ao passo que embaixo - outro extremo - no pátio desolado e noturno, a mesma Michelle (mas não igual: diferente e capturada em outra fascinação?) o abandona.

Duas mulheres, duas amantes, duas espacialidades, e, para além das caracterizações psicológicas (incluindo a minha), duas imagens mentais de Leonard, duas formas de desejo que, talvez, referem-se à outra mulher, à outra cena, que são o movimento feito de uma foto que queima, a foto-retrato da mulher que o deixou a primeira vez, ou as fotos sepultadas na caixa (como no baú de A Vila); que, no fora de campo da memória, refere-se a outros cancelamentos e perdas:Nostalgia de Hollis Frampton.

O ambiente dessas duas mulheres é duplo, como Leonard, divergido em uma bipolaridade, um agostiniano quero/não quero: joga-se na água para morrer mas depois submerge; aproxima-se, à noite, da água mas depois (estupefato ou intimidado?) recolhe sobre a areia o anel que comprou para Michelle e o dá de presente para Sandra. Este vai-e-vem entre fantasia e sentimento não poupa nem mesmo Michelle e a mais convicta Sandra que, na realidade, apaixonou-se por Leonard antes mesmo de vê-lo, conhecendo sua história (a tentativa de suicídio) apaixonou-se por uma imagem, uma fantasia. Como é assinalado no início do filme, de forma um tanto quanto abstrata: “nós amamos os nossos clientes”, diz o slogan da lavanderia. Nós amamos os nossos fantasmas...

A anábase, ao que parece, leva Leonard da intensidade (o mergulho na baía) à identidade: emoldurado no retrato, no interior de um grupo familiar[1]. Mas, talvez, a autenticidade, na história completamente reconfortante ou sistemática de Gray, esteja em mostrar o retorno de Leonard como um Unheimlich (inquietante) que nada mais é, essencialmente, que o Heimat (pátria, moradia) do homem. É claro que a jornada de Leonard não é um afastamento de suas origens e, ao mesmo tempo, um ressurgimento, um retorno a casa, após o momento hegeliano de exilamento, para, enfim, conciliar-se (o filme me parece estar mais para os lados de Kierkegaard). Não é essa a história do seu subsolo. Leonard, sintomaticamente, é destinado a ser um forasteiro na sua própria pátria, estranho a si mesmo, ao seu ambiente, à sua casa? Gozar do seu desejo, mas na contradição, no estado das coisas, que concatena as vias de fuga (a intensidade) com as conjugações (o matrimônio e o retorno à família).

James Gray não conclui nem condena. Seu filme não é uma objetivação da subjetividade de Leonard, não faz dela uma coisa, um objeto de estudo, não é a lógica ou o juiz: não é o pai agente do capital sem escrúpulos (James Caan emCaminho Sem Volta) ou policial (Robert Duvall em Os Donos da Noite) ou, ainda, acomodado na vida legisladora, imprescindível, monótona. A existência escapa à lógica, que, no final do filme, como um baluarte que o protege da vida, decide no lugar do personagem, e parece impor-se... E com a mãe, encapsulada na memória de amores que não teve, nós também sentimos, até as lágrimas, ternura.

Deram um desejo (uma luva, uma distância, uma memória), um dom para Leonard; e ele desejava todavia abraçá-lo; mas, finalmente, Leonard acumulou pó no quarto e, encerrado entre as prateleiras, endossou o mundo que, incumbido, observava-o pela parede da sala; sem enegrecimento (afogando-se), mas congelando, e depois a bela tempestade de neve; talvez, sem poder mais se aquecer, se não, novamente, na heterogênese do desejo e na bipolaridade constitutiva da história: duas mulheres, dois presentes, dois abraços, duas tentativas de suicídio, duas voltas para casa. E assim essa história, aliás, deveria, a partir daqui, recomeçar ou bifurcar-se.
Penso às vezes que nunca sairei da Rua dos Douradores.

Fernando Pessoa

Nota:                                                             

[1] Referência ao título original do filme de Luchino Visconti, Violência e Paixão (Gruppo di famiglia in un interno, 1974) [n.d.t.].

(Traduzido por Bruno Andrade) 
Texto original: http://www.focorevistadecinema.com.br/FOCO3/amantes3.htm

Cineclube da Cinemateca: "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, de Glauber Rocha

Neste sábado, dia 26, o Cineclube da Cinemateca apresenta "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, encerrando o ciclo "O western segundo Glauber Rocha".

Cineclube da Cinemateca apresenta:
"O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro", de Glauber Rocha


Numa cidadezinha chamada Jardim das Piranhas aparece um cangaceiro que se apresenta como a reencarnação de Lampião. Seu nome é Coirana. Anos depois de ter matado Corisco, Antônio das Mortes (personagem de Deus e o Diabo na Terra do Sol) vai à cidade para ver o cangaceiro. É o encontro dos mitos, o início do duelo entre o dragão da maldade contra o santo guerreiro. Outros personagens vão povoar o mundo de Antônio das Mortes. Entre eles, um professor desiludido e sem esperanças; um coronel com delírios de grandeza, um delegado com ambições políticas; e uma linda mulher, Laura, vivendo uma trágica solidão.


“Com relação a O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro, eu quis fazer um western bastante objetivo, [...] Escolhi quatro ou cinco westerns que vi e revi para chegar a algumas conclusões. Eu vi Rio Vermelho, El Dorado e Rio Bravo. E disse a mim mesmo: é preciso retomar este espírito, estes gestos feitos em completa intimidade, como nos filmes de Hawks.”

Glauber Rocha, entrevistado pelos Cahiers du Cinéma.
Serviço:
dia 26/04 (sábado)

às 15h

na Cinemateca de Curitiba

(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)

(41) 3321 - 3252

ENTRADA FRANCA


Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante