quarta-feira, 18 de maio de 2016

Flash Mob, O Leitor


     O Programa Curitiba Lê o convida a participar desta intervenção urbana que tem como objetivo o incentivo à leitura. Nossa proposta é simples: das 17 às 18 horas, no dia 19/05/16, na Rua São Francisco (entre as ruas Riachuelo e Presidente Farias), propomos que todos os interessados se dirijam ao local indicado e leiam, durante uma hora, um livro que, por algum motivo, tenha um valor especial para você.
     Nosso intuito é ocupar essa parte da Rua São Francisco com um grande número de leitores, gerando uma novidade desconcertante em meio à rotineira paisagem da rua. Com isso, objetivamos, ainda que de maneira tão branda e indireta, um sugestivo incentivo à leitura.
     Em experiências anteriores, como a última, que ocorreu na Rua XV, notamos que os transeuntes ficam impressionados ante um número tão inusitado de pessoas lendo. Eles param, observam, sussurram... Alguns fotografam, sorriem, outros chegam mesmo a retirar os livros que levam em suas mochilas, para então sentar e participar. Os mais curiosos e intrometidos não resistem à tentação, logo se dirigem a um ou mais leitores e perguntam: “O que vocês estão fazendo? Por que ta todo mundo aqui parado e lendo?”. Como reagir a isso? Propomos aos participantes abordados pelos transeuntes curiosos esta resposta: “Estou lendo, posso ler um trecho para você?”. Dado o assentimento, leia um trecho previamente selecionado por você (escolhido para essa ocasião) ou um trecho que você, naquele exato instante, esteja lendo. Recomendamos que, em momento algum, os participantes assumam que aquele evento foi previamente programado e que se chama de “Flash Mob, o Leitor”, afinal, isso poderia comprometer um pouco o efeito que almejamos.

     Para maiores informações: cldariovellozo@fcc.curitiba.pr.gov.br   
1. Flash Mob é uma aglomeração instantânea de pessoas, em um determinado espaço, que se encontram para realizar uma ação inusitada que tenha sido previamente combinada. Após a ação, os participantes se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. Os Flash Mobs são filhos das redes sociais de comunicação que facilitaram a união de pessoas que possuam gostos e interesses em comum. Em Curitiba, o Flash Mob mais conhecido é o Zombie Walk.
Obs.: Em caso de chuva, recomendamos que os participantes leiam junto aos seus guarda-chuvas ou às marquises e lojas próximas.

domingo, 15 de maio de 2016

ENTREVISTA COM MICHAEL CIMINO


por Mário Fernandes

Durante a retrospectiva que a Cinemateca Portuguesa dedicou em 2005 ao cineasta norte-americano, uma rápida conversa entre ele e Mário Fernandes...

O que te interessa mais no cinema?

Interesso-me sobretudo por pessoas e pelo seu caráter - estou fora de políticas ou ideologias. Quero mostrar pessoas em determinadas situações. Os meus filmes são feitos por crianças que tentam dar o seu melhor, fascinadas pelo milagre do cinema: aquilo que está a acontecer, a luz, o argumento, o vento, o ambiente, a atmosfera... Não o fazem por dinheiro ou outra coisa qualquer.

Quando se justificou o cinema para ti?

Vi uma vez o John Wayne em público. Apesar da boa disposição, estava muito doente e foi a última vez que apareceu. O maior de todos era agora demasiado pequeno. Coisas destas podem justificar o cinema.

Heaven’s Gate parece-me a morte do western por todos os excessos. Nada pode ser como antes. Como te fodeste no cinema? Por que paragens tão prolongadas? O que é pessoal e o que é imputável a um sistema?

Depois de acabar um filme, vem a grande depressão, o vazio. Foi muito tempo dentro de histórias que atravessam várias gerações, é difícil abandoná-las. Por outro lado, sou um maverick na América, é muito difícil filmar lá. Não faço por ter uma boa relação com os produtores. Isto para mim não é um trabalho, é uma paixão! Não faço filmes para ser famoso, ganhar dinheiro ou óscares. Há muitos anos que caguei para os lucros.

Alguma vez pensaste em realizar um western em Portugal? Temos paisagens poderosas...

Já pensei em filmar um western na lua. (risos)

Que importância atribuis aos espectadores?

Quero torná-los parte da experiência destas pessoas. Quero quebrar o muro que existe entre o écran e os olhos dos espectadores.

Partes de alguma idéia para os filmes?

Nenhuma idéia, só quero filmar pessoas que sabem o que querem.

Que importância dás aos momentos silenciosos nos teus filmes?

Às vezes precisamos de silêncio. Há filmes que têm excesso de música. Há belas peças de música, mas que matam as cenas.

Qual o teu ator favorito de sempre?

Marlon Brando. Não precisa dizer “sim”, “não” ou “talvez”. Pela expressão e pela presença percebemos tudo.

Sente-se uma grande intimidade entre os atores nos teus filmes, sobretudo no Heaven’s Gate e no The Deer Hunter... Onde acaba a vida e começa o cinema?

O John Cazale estava a morrer com um câncer quando rodamos The Deer Hunter. A cena do funeral é bastante dolorosa. Encontrei-o várias vezes durante a rodagem a olhar para as flores que a neve não tinha coberto. Ele gostava tanto de representar que até no hospital perguntou como tinha sido a sua prestação.

Quais os cineastas que mais te marcaram?

Gosto dos cavaleiros do Kurosawa, das montanhas e vales do John Ford e de um par para dançar à Fred Astaire. Gosto de filmes feitos por poetas.

Quais os melhores realizadores da atualidade?

Não sei, mas não incluo o Scorsese.

Que outros criadores te influenciaram?

Adoro Pushkin e Kandinsky.

Como vês o cada vez maior abuso de efeitos especiais no cinema?

No cinema e na televisão... Para quê estar em frente à TV? É uma perda de tempo. Por que não vão para a rua ver pessoas? Em A Bela e a Fera, o Jean Cocteau faz-te acreditar nessa história de amor sem efeitos especiais. Apenas precisou da imaginação. Quando tu acreditas em algo e tens imaginação e fé, acabas por encontrá-lo.

O que é uma câmera de filmar para ti?

Um vil objeto mecânico, o que importa é o que se passa à frente. O Orson Welles gritava “destruam a máquina!”; o John Ford, quando lhe perguntaram como tinha feito um determinado plano fabuloso, respondeu: “com a câmera!” (risos)

(novembro 2005)
Texto extraído de: 
http://focorevistadecinema.com.br/FOCO5/ciminoentrevista.htm

Cine FAP: Eleição 2, a Tríade, de Johnnie To


É chegada a hora, como acontece a cada dois anos, dos membros da mais antiga tríade de Hong Kong, a Sociedade Wo Shing, elegerem seu novo presidente. A rivalidade emerge entre os candidatos que disputam o cargo. Lok é o favorito para ganhar, mas seu rival Big D não medirá esforços para que isso mude, incluindo contrariar anos de tradição e influenciar o voto com dinheiro e violência. Uma luta pelo poder que ameaça dividir a tríade em duas.É chegada a hora, como acontece a cada dois anos, dos membros da mais antiga tríade de Hong Kong, a Sociedade Wo Shing, elegerem seu novo presidente. A rivalidade emerge entre os candidatos que disputam o cargo. Lok é o favorito para ganhar, mas seu rival Big D não medirá esforços para que isso mude, incluindo contrariar anos de tradição e influenciar o voto com dinheiro e violência. Uma luta pelo poder que ameaça dividir a tríade em duas. 

 
Em maio, o Cine FAP, cineclube do curso de cinema e vídeo da UNESPAR/Faculdade de Artes do Paraná, realiza o ciclo BAD SHAKESPEARE, que versa sobre a forma-tragédia que se manifesta, hoje, em filmes de ação comerciais de série B, com um recorte sobre os melhores filmes das últimas décadas. O ciclo ainda contará com O Sequestro do Metrô 123, de Tony Scott, e Soldado Universal: Regeneração, de John Hyams.

Toda segunda, às 19h, na FAP do Cabral. Após a sessão, realizamos um debate mediado pelos estudantes do cineclube. 

Sobre o ciclo:

"Como dois profissionais infiltraram nossa segurança, mataram 41 soldados e fugiram? Com ajuda, é claro. Tudo está sob controle, com exceção de um detalhe, uma filha que quer seu pai e companhia mortos e arruinados. Shakespeare ruim. De alguma forma, os parasitas da companhia chegaram a ela. Olha, ela é sua filha e isso é trágico. Mas, do sangue ou não, ela é quem vai. Chame isso o preço de fazer negócios." - Eric Roberts em momento autorreflexivo da trama de Os Mercenários, de Sylvester Stallone. 

A tragédia para a era contemporânea, para um mercado marginalizado de cinema, seguindo o axioma stalloniano: epopeias do homem comum, com heróis terminais, valores terminais e sub-astros de filmes de ação em latente decadência, um pequeno recorte de Bad Shakespeare.

Sessão:
Eleição 2: A TRÍADE (
Hak se wui yi wo wai kwai, HONG KONG, 2006)
dia 16/05 (segunda-feira)
às 19h
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA
 


Realizado por Cine FAP
Apoiado por 
Cazé - Centro Acadêmico Zé do Caixão
Coletivo Atalante

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cineclube da Cinemateca: "O Portal do Paraíso” de Michael Cimino

Neste domingo, dia 15, excepcionalmente às 15h, o Cineclube da Cinemateca exibe "O Portal do Paraíso", dando sequência ao ciclo Michael Cimino que contará ainda com o "O Ano do Dragão" (dia 22) e "Na Trilha do Sol" (dia 29). Sempre com entrada franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
"O Portal do Paraíso” de Michael Cimino 

1890, estado de Wyoming, Estados Unidos. Um xerife faz o possível para proteger fazendeiros imigrantes de ricos criadores de gado, em lutas por mais terras. Ao mesmo tempo, ele luta pelo coração de uma jovem com um pistoleiro.

Serviço:
15 de maio (domingo)
excepcionalmente às 15h
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

domingo, 8 de maio de 2016

O Franco Atirador


O grande filme americano dos anos 70. Com uma ambição imensa, Cimino tenta construir um cinema épico e wagneriano que é também lírico e contemplativo e não desprovido de densidade romanesca. No que concerne à força da mise en scène, Cimino é o único cineasta da sua geração no qual se pode ver, através do seu filme, um herdeiro de Walsh e, especialmente, de The naked and the dead. Isso não o impede de conduzir, através dos outros aspectos do filme, uma busca absolutamente pessoal e original. Ele atinge o poderia dramático das cenas pela duração desmesurada das mesmas, o que as torna misteriosas e encantatórias, por um senso quase mágico do cenário e pela atenção à certas características individuais dos personagens, sem qualquer preocupação de rigor dramático aparente. A busca dele vai de encontro ao centro da sua proposta; não pelo realismo, mas com o auxílio de um conjunto de alegorias que transformam o realismo em elementos de reflexão moral e filosófica. Os temas privilegiados de tal reflexão dizem respeito à energia e à vontade de poder da América. A caça, a guerra distante, o jogo cruel da roleta-russa, tudo isso são os motivos dramáticos e visuais, extremamente espetaculares, que permitem confrontar essa possibilidade de poder com o real. De acordo com os personagens, veremos esta vontade se destruir, fraturar ou mesmo perdurar, ao transformar-se e mudar de conteúdos. Epopéia de fracasso, O Franco-Atirador é também um réquiem grandioso dedicado aos sofrimentos e à estupefação da América diante da maior derrota da sua história.

N.B.: Um exemplo de pesquisa efetuada por Cimino acerca do cenário: ele explicou (em «American Cinematographie», outubro 1978) como ele tinha construído visualmente o sítio da sua pequena cidade da Pensilvânia, utilizando oito exteriores diferentes, filmados em Ohio: único meio de conseguir, segundo ele, com que uma usina se perfile no horizonte em cada um dos planos gerais de exteriores que figuram nas seqüências que deveriam transcorrer na Pensilvânia.

Jacques Lourcelles

Tradução: Matheus Cartaxo

Fonte: http://dicionariosdecinema.blogspot.com.br/2009/02/o-franco-atirador-cimino.html

sábado, 7 de maio de 2016

Cine FAP: Viver e Morrer em Los Angeles, de William Friedkin


O Cine FAP dá prosseguimento ao ciclo Bad Shakespeare com Viver e Morrer em Los Angeles, de William Friedkin. Após a sessão, debate mediado pelos estudantes do cineclube.

Sessão:
To Live and Die in L.A. (William Friedkin, 1985)
dia 09/05 (segunda-feira)
às 19h
no Auditório Antonio Melillo na UNESPAR/FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realizado por Cine FAP
Apoio de Cazé - Centro Acadêmico Zé do Caixão
e Coletivo Atalante  

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cineclube da Cinemateca: "O Franco Atirador” de Michael Cimino

Neste domingo, dia 8, o Cineclube da Cinemateca exibe "O Franco Atirador", abrindo o ciclo Michael Cimino que contará ainda com "O Portal do Paraíso" (dia 15), "O Ano do Dragão" (dia 22) e "Na Trilha do Sol" (dia 29). Sempre com entrada franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
"O Franco Atirador” de Michael Cimino

Os amigos Michael (Robert De Niro), Steven (John Savage) e Nick (Christopher Walken) são operários de uma fábrica na Pensilvânia que se alistam nas forças armadas para lutar na Guerra do Vietnã. Eles se despedem da família e dos amigos na festa de casamento de Steven e partem para a batalha. Um tempo depois, são capturados pelos vietcongues e passam por torturas físicas e psicológicas, sendo obrigados a jogar roleta russa entre eles. Os três amigos vão lutar para escapar dessa prisão.

Serviço:
8 de maio (domingo)
às 16h
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA
Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante