terça-feira, 26 de novembro de 2013

Cineclube Sesi: "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho

Nesta quinta-feira, dia 28, o Cineclube Sesi apresenta o filme "O Som ao Redor" de Kleber Mendonça Filho, encerrando o ciclo Cinema Brasileiro Contemporâneo. Em dezembro o tema será Cinema de Fluxo.
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta: 
"O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho

A presença de uma milícia em uma rua de classe média na zona sul do Recife muda a vida dos moradores do local. Ao mesmo tempo em que alguns comemoram a tranquilidade trazida pela segurança privada, outros passam por momentos de extrema tensão. Ao mesmo tempo, casada e mãe de duas crianças, Bia (Maeve Jinkings) tenta encontrar um modo de lidar com o barulhento cachorro de seu vizinho.

Serviço:
dia 28/11 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
 
  (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Cineclube Sesi Portão: "O Pagamento Final", de Brian De Palma

O Cineclube Sesi Portão apresenta no dia 27 de novembro (quarta) às 19h30, o filme "O Pagamento Final", de Brian De Palma, encerrando a programação 2013 do projeto. O cineclube volta em janeiro de 2014 com muitas novidades. Entrada franca sempre.

Cineclube Sesi Portão apresenta: 
"O Pagamento Final", de Brian De Palma

O advogado David Kleinfeld (Sean Penn) tira o gângster Carlito 'Charlie' Brigante (Al Pacino) da cadeia usando uma brecha na lei. De volta às ruas, Carlito sabe que gastou sua sorte e quer andar na linha pela primeira vez na vida. Seus planos mudam quando o advogado reaparece oferecendo uma proposta que lhe permitirá recomeçar do zero ao lado da namorada nas Bahamas.

Serviço:
dia 27/11 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)
  
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
    
  (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
           

Produção: Atalante 
(http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cine FAP: "Eles Vivem", de John Carpenter

O Cine FAP  apresenta nesta segunda-feira, dia 25 de novembro, às 19h00, o filme "Eles Vivem" de John Carpenter, encerrando a programação de 2013 do cineclube. No próximo ano o tema do primeiro semestre será o Cinema Francês Moderno. Entrada franca sempre.



Cine FAP apresenta: "Eles Vivem", de John Carpenter
John Nada (Roddy Piper) é um trabalhador braçal que chega a Los Angeles e encontra trabalho numa fábrica. Durante uma inusitada operação repressiva, a polícia destrói um quarteirão inteiro do bairro miserável em que vive. Na confusão Nada encontra óculos escuros aparentemente comuns, porém ao usá-los consegue enxergar horrendas criaturas alienígenas disfarçadas de seres humanos, bem como as mensagens subliminares que elas transmitem através da mídia em geral. Nada percebe que os invasores já estão controlando o planeta e, juntamente com seu companheiro de trabalho Frank (Keith David), decide se engajar no movimento de resistência, que é perseguido como subversivo pela polícia.


Comentários: Christofer Pallú, José Fernando Costa e Paulo Vitor 

Serviço:
dia 25/11 (segunda)
às 19h00
na Auditório Antonio Melillo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

Realização: FAP
Produção: Cine FAP e Grupo de Estudos de Cinema de Horror
Apoio: Coletivo Atalante

Potência do mal-estar


Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra (Brasil, 2011)

A estréia em longa-metragem da dupla Juliana Rojas e Marco Dutra tem algo de diferente no panorama do cinema brasileiro atual. Enquanto a tendência geral é colocar a afetividade no centro, em geral com certa doçura inocente ou uma afirmação positiva das relações, como se o afeto fosse capaz de salvar as pessoas da tragédia do mundo, Trabalhar Cansa é um filme político, no sentido mais puro que a palavra pode ter – já que o termo “cinema político” desgastou-se como uma grife nos últimos 40 anos – pois coloca as relações humanas como centro de sua problemática, mostrando uma crise. É um filme de pessoas no mundo: pessoas em conflito, o homem como ser social, como um animal num mundo que lhe é hostil e cuja existência harmônica lhe parece estranha. O mal-estar na civilização.
As relações são mediadas por uma mistura dos sentimentos e dos papéis sociais: a empregada que mora em casa, mas quer a carteira registrada; o marido que perde o emprego enquanto a esposa vira dona de estabelecimento comercial; a mãe que se acha patroa da empregada da filha por extensão; a funcionária que joga do lado tanto dos colegas quanto da patroa. Todas as personagens têm essa “dupla função”, resultado do embate entre os desejos e o racional: jogam com seus sentimentos em relação ao outro, mas também com os interesses (às vezes, os mais baixos possíveis). Essa pulsão que move as relações só se faz possível, enquanto dramaturgia, pelo tom preciso do filme, que transita da observação seca à doçura, do drama existencial ao cômico, da comédia à tragédia, sem deixar marcada as fronteiras que separam um momento do outro. Sai daí uma fruiçãohawksiana, que se move pelos momentos sem deixá-los ser apenas fragmentos de múltiplas idéias, mas sim partes orgânicas de um todo pulsante.
O filme certamente será abordado pelo seu lado sobrenatural evidente, ainda mais que este aspecto perpassa a obra da dupla desde seu primeiro curta-metragem. Contudo, se antes esse elemento era uma metáfora de algum aspecto psicológico da personagem (e isso é trazido para a frente em As Sombras), aqui o terror é antes de tudo uma materialização do estado de mal-estar das personagens, derivados de seus insucessos e suas frustrações (que explodirão no incrível momento de libertação de Otávio, personagem de Marat Descartes). Pois se o caminho era criar uma imagem “psicológica” nos curtas, agora as imagens têm uma relação física. Aliá-lo ao cinema de terror é reduzir sua potência e ignorar o que há de mais evidente em sua misè-en-scene: pessoas interagindo no espaço. Pois, Trabalhar Cansa é um filme físico. A obra se faz no nível do homem, tanto por negar uma metafísica no jogo das relações, quanto por se preocupar em filmar os atores e seus mínimos gestos – e é sintomático que seja um filme com tão poucos planos de passagem. É filme feito de carne e osso, louças, papel, tesoura, marreta, pano, correntes e vassouras. E isso é o que há de efetivamente fantástico nele.

Raul Arthuso
(Texto original:
http://www.revistacinetica.com.br/trabalharcansa.htm)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Oficina Nômade de Desenho - Animais



Sábado, 15:00

Projeto experimental prático de desenho coletivo voltado para iniciados ou não no mundo dos rabiscos. A proposta desta oficina é oferecer a experiência de desenhar junto, de perceber a cidade coletivamente. 
A oficina é gratuita e o participante é livre para levar o material que preferir. Lápis e papel são sempre bem vindos.

O tema abordará o desenho de observação dos animais e todo o entorno do passeio público.

Traga seu material e vamos desenhar juntos.
Esta oitava edição acontecerá no parque mais antigo de Curitiba, o Passeio Público.

Colaboradoras Adara Garbuglio e Lara Lima.

Passeio Público
Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 370

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Cineclube Sesi: "Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra

Nesta quinta-feira, dia 21, o Cineclube Sesi apresenta o filme "Trabalhar Cansa" de Juliana Rojas e Marco Dutra, dando prosseguimento ao ciclo Cinema Brasileiro Contemporâneo que contará ainda com "O Som ao Redor" (28/11).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta:
"Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marco Dutra

Helena (Helena Albergaria) é uma dona de casa que resolve abrir um minimercado. Tudo vai bem até Otávio (Marat Descartes), seu marido, perder o emprego. A partir de então estranhos acontecimentos tomam conta do local, afetando o relacionamento do casal com a empregada doméstica.

Serviço:
dia 21/11 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
 
  (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

domingo, 17 de novembro de 2013

Debatendo Dona Sônia Pediu uma Arma para seu Vizinho Alcides

 Eis o tópico para a postagem das críticas sobre "Dona Sônia". Para abrir o debate temos um texto da Revista Cinética sobre o filme.

O descobrimento da América
Dona Sônia Pediu uma Arma para seu Vizinho Alcides, de Gabriel Martins
por Raul Arthuso
 
"Dona Sônia quer vingança" diz a sinopse do curta-metragem dirigido por Gabriel Martins.

A vingança é o principal motor das narrativas do faroeste. Porém, Dona Sônia... não é um faroeste moderno revisitando a iconografia e os valores do gênero, deslocando-os para o meio urbano - como, por exemplo, Taxi Driver, ainda que Martins compartilhe com Scorsese um rigor virtuoso do posicionamento de câmera, da composição de quadro, do ritmo interno dos movimentos de câmera. O gesto do filme é, na falta de um termo melhor, anterior, quase primitivo.

Pois o universo da vingança de Dona Sônia não carrega em si o peso de uma herança tanto historiográfica quanto imagética, sendo terreno praticamente virgem - não fossem as incursões exploratórias do telejornalismo e dos tablóides (ao qual o extenso título faz referência), pouco dispostos a contar uma história ou expressar uma vivência transferível a uma experiência coletiva. Desse terreno, parece sempre erigir um instinto de extrair o máximo de sangue, deixando uma produção de efeitos sem causa.
Gabriel Martins, por outro lado, se atém à vocação do cinema de cristalizar a potência dos gestos, dos singelos movimentos, da expressão impassível, mas intensa, de Dona Sônia, cuja textura se funde com a confusão urbana do cenário. É a partir do cinema que a vingança da personagem ganha existência, pois passa de simples relato a uma narrativa - uma experiência transmissível em toda sua profundidade.

E, então, a metalinguagem que atravessa o filme ganha força em sua estranheza, pois trata-se da impossibilidade de contar essa história sem atentar para a narrativa primeira que se ergue junto com o enredo daquela mulher. Nesse sentido, Dona Sônia... tem um olhar para esse mundo muito próximo de Michael Cimino, que parece sempre filmar como se fosse a primeira vez, fazendo de cada obra um novo descobrimento da América, mais especificamente do Oeste. Analogamente, Gabriel Martins filma seu próprio descobrimento: o bairro de periferia é seu oeste, Dona Sônia é seu mito em construção, as casas de tijolo à mostra são seu Monument Valley.

Dona Sônia... não dá razão à vingança, mas a aprofunda para sua existência, buscando, no impulso mais básico de contar uma história, articular e entender a fugidia, frustrante e fragmentada realidade. Não se trata de justificar o crime, mas de justiçar seu entorno.
Maio de 2012

Texto original: http://www.revistacinetica.com.br/donasonia.htm