"Quanto à técnica propriamente dita, Ladrões de bicicleta foi, como muitos outros filmes, rodado na rua com atores não profissionais, mas seu verdadeiro mérito é bem outro: é o de não trair a essência das coisas, de as deixar em princípio existir por si só livremente, de as amar em sua singularidade particular. Minha irmã, a realidade, diz De Sica, e a realidade gira em torno dele como os pássaros em torno de Poverello. Outras colocam-na na gaiola e lhe ensinam a falar, mas De Sica conversa com ela, e é a verdadeira linguagem da realidade que percebemos, a palavra irrefutável que só o amor podia expressar."
(André Bazin, De Sica diretor)
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