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sábado, 22 de fevereiro de 2014

Pensando em “Necrology”


“Necrology” é construído num acúmulo de tensões: a fonte do título com letras góticas, a música dramática e o volume incessante de pessoas vindas do nada e subindo em direção ao nada... Quem são estas pessoas e pra onde elas vão? O que se esconde por trás deste movimento insistente?
O título do filme dá a resposta. Necrológio segundo o dicionário Aurélio é 1. Notícia em jornal relativa a pessoas falecidas e 2. Elogio escrito ou falado de pessoas falecidas. Estas pessoas morreram e estão indo para o além.
A quebra se dá com a entrada dos créditos, “Cast in order of appearance”.Sobre uma música festiva de parada militar entram os nomes do atores e os conceitos -personagens que representaram:na quase totalidade suas profissões ou funções sociais.
Aqui o diretor tece seu comentário sobre o anonimato. Será que aquelas formas humanas que desfilaram sob os nossos olhos na quase totalidade do filme precisam de um conceito que as amarrassem a um significado? E este conceito estaria na função social de cada forma? Será que as formas não dizem o suficiente, não têm substância? Questões elementares para a representação e percepção do mundo.


Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2014)

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Cineclube Sesi: filmes de Standish D. Lawder e E. Elias Merhige


sinopse Necrology:
Uma longa fila de corpos anónimos desfilam lentamente, às arrecuas, de baixo para cima do ecrã, onde são absorvidos pela obscuridade. Como se resvalassem para trás ou fossem descritas por uma interminável panorâmica vertical, as silhuetas deslizam e desaparecem sem nunca regressarem, engolidas por um negro fúnebre. Não se trata de uma cadeia, cada corpo é diferente dos outros, mas da vista parcial de uma sombria escada de Jacob. (...)
Forma minimal da maneira como o cinema agita corpos, pedindo-lhes uma simples comparência na fila indiana dos planos mais ou menos solidários, à escala da película. Necrology retoma isto pelo lado das trevas. É a linha geral fúnebre das imagens em movimento, ou um bizarro limite átono entre a multidão e o desfile, Griffith e Eisenstein, as escadarias de Babilónia e as de Odessa - depois da derrota.

Sobre o filme: Uma cine-piada sobre a morte, o sentido da existência e o anonimato. A forma e o conteúdo dos seres.

Sobre E. Elias Merhige
Merhige vê o cinema como a única forma de arte significativa da era presente. Ele considera a literatura e o teatro como formas que estão fora do seu tempo e que tenham sido substituídas pelo cinema. Ele é também muito interessado no ocultismo e paranormal, e as imagens e temas derivados dessas tradições são muito presentes em seus filmes.

Serviço:
Necrology e Corridor + Din of Celestial Birds e Begotten
Comentários: João Krefer

dia 20/02 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
  
  (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cineclube Sesi: Cinema Americano

Cineclube Sesi: Cinema Americano
Curador convidado: João Krefer

Programação:
06/02 - VINCENT GALLO (Honey Bunny e Brown Bunny)

13/02 - RICHARD KERN (X is Y, Fingered, Submit to me Now, Horoscope e The Right Side of My Brain)

20/02 - STANDISH LAWDER + E. ELIAS MERHIGE (Necrology e Corridor + Din of Celestial Birds e Begotten)

27/02 - KENNETH ANGER (Fireworks, Scorpio Rising, Invocation of My Demon Brother e Lucifer Rising)

Serviço:
Toda quinta 
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante