quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Cineclube do Atalante: Vítor ou Vitória?

O Cineclube do Atalante na Cinemateca de Curitiba retoma suas atividades em fevereiro com sessões nos dias 11 e 25! Entrada franca, sempre.

Dia 11, sábado, às 16h: uma comédia musical dirigida por Blake Edwards.



Vítor ou Vitória?, de Blake Edwards.


(“Victor/Victoria”, EUA, 1982, musical/comédia, 134 min., 10 anos)
Com Julie Andrews, James Garner, Robert Preston.

Na Paris de 1934, Victoria Grant é uma cantora lírica desempregada e faminta que conhece Carroll Todd, mestre de cerimônias recentemente demitido. Juntos eles articulam um plano no qual ela se faz passar por um homem, o Conde Victor - cantor e drag queen de uma voz forte e potente. Mas a farsa corre o perigo de ser desmascarada quando ela se apaixona por King Marchand, um gângster que veio a Paris acompanhado de sua amante e seu guarda-costas.

Serviço:

CINECLUBE DO ATALANTE
“Vítor ou Vitória?” (“Victor/Victoria”, 1982), de Blake Edwards
Sábado, 11/02
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174- São Francisco) (41) 3321-3552.
ENTRADA FRANCA

Sala sujeita à lotação. Recomendamos o uso de máscaras durante todo o período de permanência na sala de exibição.

Está com sintomas gripais como tosse, dor de garganta, febre, congestão nasal, perda do olfato ou paladar? Procure ajuda médica e faça o isolamento.

Realização: Coletivo Atalante

terça-feira, 3 de janeiro de 2023

"Guerra": Ir e vir, talvez não voltar

por Giovanni Comodo

Ao crepitar de uma fogueira, dois homens contam histórias, “não pode deixar morrer o fogo”, diz um deles. Com uma cena tão antiga quanto a humanidade, começa o novo e mais ousado trabalho de José Oliveira e Marta Ramos, um filme que é afinal sobre deixar a chama viva. Qual chama? A da memória, da vida, dos companheiros de luta, dos amigos. Na tela e para além dela.

"Guerra" nos faz acompanhar Manuel, veterano da Guerra Colonial Portuguesa, vivido por José Lopes. Envelhecido, caminhamos com ele pelas ruas de Lisboa em momentos com a esposa e o filho, com os amigos veteranos, e também em seus pesadelos crescentes, tomados por dor e culpa. Este homem, que já não diferencia passado e presente, fantasmas e carne-e-osso, vai sucumbindo até, finalmente, descansar.

A guerra é sempre um trauma de uma nação, uma dívida que nunca é totalmente quitada, mas que tampouco deve ser esquecida, sob o risco de ser repetida. Ao mesmo tempo, a experiência vivida pelas pessoas que foram lutar muito além de suas fronteiras é tão individual que torna difícil (se não impossível) de ser compartilhada com outros. Como dar conta, hoje no cinema, de seu horror e violência? A resposta que Oliveira e Ramos oferecem é que não se trata de mostrar o horror da guerra em si, mas o preço que esta continua cobrando de seus agentes e testemunhas, assombrados pelo pecado e pela mágoa tantas décadas depois. Se os realizadores, com poucos recursos mas grande sensibilidade e inteligência, conseguem reverberar tanto é porque nos levam direta e irremediavelmente ao drama íntimo de um homem. É um filme anti-guerra e anti-filme-de-guerra. As várias e progressivamente desconcertantes cenas de Manuel em trajes de exército poderiam ser flashbacks ou sonhos ou mesmo tardes reais em busca de si próprio em algum bosque, não importa. Estamos ao seu lado, impotentes, e com ele vamos até o fim.

Há muita dor em “Guerra”, porém também é um filme repleto de pequenas alegrias e delicadezas. Os conselhos de Manuel a seu filho, seu jogo improvisado de futebol, a sua interação com uma menina poetisa ou a dança do casal ao som de Neil Young são momentos de grande beleza. Assim como as cenas dos veteranos reunidos em uma tarde ensolarada com suas canções (hawkisianos sempre tocam duas em seguida). É um imenso prazer ouvir e ver estes homens comuns com seus sotaques, rugas e a barriga da “experiência”. Trata-se de um registro importante: cabe ao cinema guardar para o futuro o mundo presente, suas pessoas, seus gestos, suas respirações. Já na apresentação destes veteranos, em chamada, está o cerne do filme: em dois travellings laterais, dar a ver estes homens comuns (quase todos reais combatentes da guerra), ao mesmo tempo que se insere o áudio de algo como bombas, distorcidas. Duas tomadas enganosamente simples, repletas de gravidade, respeito e de algo intangível: o peso da memória sob a luz.

Porque este filme luminoso é também um filme sobre luz. As passagens nos dias contemporâneos são banhadas por uma luz branca, leitosa, própria dos tempos do digital – como nas cenas com o filho presente –, enquanto que Manuel parece estar em plenitude nas cenas com luz amarelada, dourada, calorosa, de outra época (e de outro cinema) que parece não mais existir, em vias de desaparecer – como seu protagonista – como vemos nas cenas de sonhos ou no consultório da psicóloga em que domina o tom amarelo (uma cor que toma até os grafismos e letreiros dos créditos). Este embate de luzes desafia Manuel por todo o filme, até que ele próprio se transforma em luz no seu último instante.

Nada do que foi discutido aqui até agora seria possível sem o trabalho e a presença de José Lopes. Sua performance como Manuel, ou Manecas, é antológica. Colaborador e amigo de longa data dos diretores, partiu dele a ideia e a vontade de realizar este filme. Se na parceria anterior com José Oliveira, “Longe” (2016), Lopes já era o fio condutor do filme (de forte cunho autobiográfico), aqui as apostas são levadas às últimas consequências, em uma entrega sem reservas de ambas as partes. A cena no consultório da psicóloga, um tour de force de quase dez minutos sobre o rosto de Lopes, é emblemática: tensão, medo, orgulho, angústia, dor, uma enorme gama de sentimentos é transmitida sem necessitar que ele diga nada. Sentimos juntos. A intensidade desta cena, em brasas, consiste em uma espécie de “exorcismo doce” que acaba por nos jogar cada vez mais adentro no labirinto de memórias de Manuel e de seus fantasmas de carne e amigos de bruma – e levando consigo todo o filme, que tampouco separa o real e o imaginário, o sonho e o pesadelo.

Já não temos mais chão. Nunca tivemos realmente.

“Guerra” é também o último filme de José Lopes, que deixou este mundo em dezembro de 2019.

Já não temos mais o Zé Lopes.

A sua última cena, uma das mais assombrosas da cinematografia recente, em que de uma só vez temos a despedida de Manuel do filme e a de José Lopes do cinema, é nada menos que um milagre oferecido a nós, a plateia. Vemos acontecer a alma sair do corpo de um homem e subir aos céus neste filme. Não há outra explicação. Não é cinema mais, é real. E de uma coragem imensa dos realizadores em exibir isto em um filme nos dias cínicos de hoje.

“Procura a felicidade que ela deve existir” afirma Manuel/Zé pouco antes, perto do final da projeção. Em uma história com tantas dores, há espaço para a esperança e o amor.

E afinal, para que serve o cinema? Oliveira e Ramos dão várias respostas a esta questão em “Guerra”: para nos revelar histórias e pessoas que não podem ser esquecidas, para nos exibir o invisível, para reunir quem amamos e compartilhar este sentimento. Pois o trabalho deste casal de diretores é de amor. Por quem e onde filmam, por quem reúnem a sua volta para realizar seu cinema – vários amigos, seus familiares e tantos outros. E também a quem tem a chance de vê-lo.

Para manter a chama acesa. Longa vida ao cinema, ao “Guerra” e ao Zé Lopes. Não se apagarão.


O filme "Guerra", de José Oliveira e Marta Ramos, estreia nas salas portuguesas em 19 de janeiro de 2023. Texto retirado do livro "Encontros Cinematográficos", edição organizada por Mário Fernandes e Carlos Fernandes, publicado em 2020 por Jornal do Fundão & Stone and The Plot.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

A mão leve de Claude Chabrol

por Giovanni Comodo

Há um tipo específico de cineasta cujo trabalho é essencialmente o mesmo de um batedor de carteiras: aproxima-se de você, da forma mais anônima e discreta possível, e, aproveitando-se de uma distração, mete a mão no seu bolso e deixa-o vazio. Trata-se de uma atividade que exige destreza, sangue-frio e prática. Quanto melhor seu trabalho, mais invisível e mais safo se torna para uma nova conquista. É um artista, afinal – e o próprio cinema já reconheceu isso, Fuller (Anjo do Mal, 1953) e Bresson (Pickpocket, 1959) que o digam –, cuja grandeza está em não deixar rastros.

Claude Chabrol (1930-2010) é da tradição dos batedores de carteira: deixa-nos de bolsos vazios e surpresos ao final de cada projeção, quase sem entender como que nos perdemos. De direção discreta e muitas vezes menosprezado em comparação aos seus colegas de geração da Nouvelle Vague, Chabrol parece deixar um conselho aos pretendentes de pequenos furtos (ou seja, fazer filmes) em Negócios à Parte (Rien ne va plus, 1997): “aprenda seu ofício, rapaz”, diz o veterano Michel Serrault ao frustrar a tentativa de um jovem candidato no metrô.

Chabrol de fato foi um aluno aplicado. Começou como crítico na revista Cahiers du Cinèma nos anos 1950, defensor de primeira hora do filme policial americano, co-autor (com Éric Rohmer) do primeiro livro que proclamava a arte de Alfred Hitchcock e tornou-se um realizador prolífico em mais 50 anos de filmes – sem fazer cerimônia entre produções para salas de cinema e para televisão. Amante de música e literatura, seu cinema combina forças dos seus dois escritores favoritos: Honoré de Balzac e Georges Simenon. Do primeiro, traz a crônica atenta da pequena burguesia francesa e seus costumes (aqui, especialmente a fora de Paris), do segundo, a virtuosidade no gênero policial, a velocidade e a secura – não há vírgula ou fotograma sobrando em seu cinema, tudo serve a um propósito. De ambos, um humor mordaz sobre as profundezas humanas. Não houve um cineasta – em sua geração ou depois – tão dedicado e constante em seu projeto de explorar a realidade e os esqueletos escondidos da boa civilidade francesa.

Negócios à Parte marca seu 50º longa-metragem e propõe um jogo de azar constante com a plateia, como se o filme em si fosse uma noite em um cassino, festivo, repleto de amigos, cores fortes, surpresas, looks, mas em que a banca sempre sai vencedora. Segundo ele próprio, “quis fazer um filme leve como uma bolha de sabão, um pouco como os filmes de Lubitsch dos anos 30, ainda que seja pretensão comparar. Os [meus] outros são pesados, sinistros. Negócios à Parte corresponde mais ao meu temperamento brincalhão.” Ora, também aqui há uma típica trapaça sua: se há muito de Lubitsch nas várias trocas, farpas e blefes em mesas de jantar entre os protagonistas, a bolha de sabão de Chabrol torna-se de ferro especialmente no terço final do filme, com a intromissão do gângster K – de aparência dócil, educado, amante de ópera, sentimental, controlador de todo o espaço (cujo piso de seu covil evoca tanto um tabuleiro de jogo de xadrez como um castelo mal-assombrado), sua música e suas pessoas, também este criminoso é um metteur en scène, um diretor.

Boa parte da graça do filme está dada já na primeira frase (“façam suas apostas”) e no prazer em sermos surpreendidos a cada momento, a cada reviravolta da trama. O traço quase invisível da mão leve de Chabrol verifica-se em cenas como a do primeiro golpe da personagem de Isabelle Huppert no bar, cedendo aos poucos informações à plateia sobre o que está havendo, mantendo o suspense sobre o que são e o que pretendem aquelas pessoas. Ou a conversa durante o teleférico, com a profundidade de campo mostrando o “alvo” do golpe à distância entre a dupla Serrault e Huppert, com cortes entre falas que nem se sentem. O filme possui uma fluidez invulgar: a passagem de planos e cenas não marca apenas mudanças espaciais, mas também de personalidades e papéis entre os seus protagonistas golpistas. O diretor cria a tensão ao oferecer ao mesmo tempo uma transparência na forma fílmica e uma completa opacidade nas intenções dos personagens e na trama. E nós, aqui, perdemos as nossas carteiras tentando acompanhar.

Contudo, a alma de Negócios à Parte tem nome e sobrenome: Isabelle Huppert. “A maldade dela me convém”, costumava brincar o diretor. Na quinta (de um total de sete) de suas colaborações com Chabrol, Huppert surge múltipla, mais misteriosa e instigante do que nunca, em uma interpretação que é a força-motriz do filme à semelhança de bonecas russas: uma mulher que se revela outra, depois outra, depois outra... Várias vezes o cineasta comentou o quanto ela conseguia lhe surpreender a cada cena, a cada parceria – e o quanto isso o provocava a mudar seus planos para o filme e para suas personagens. Se os “criminosos” (incluindo o diretor) aqui são todos à sua maneira metteurs en scène controladores sobre a sua personagem, Huppert-atriz-e-personagem se rebela contra as encenações que lhe são pretendidas o tempo todo, impondo seus próprios golpes (como bem lembrou Catalina Sofia durante o debate da sessão). É no mínimo justo afirmar que Huppert, com o seu trabalho, é tão criadora de Negócios à Parte quanto quem assina a direção.


No jogo do cinema, apostar em seu nome e no de Chabrol é sempre uma boa chance. Ainda que se perca a carteira. Olho neles.


Nota: este texto foi alterado desde que foi distribuído como folha da sessão de Negócios à Parte do Cineclube do Atalante. Foi incluída a penúltima frase no penúltimo parágrafo a partir de uma provocação da Catalina Sofia surgida durante o debate do filme, a quem agradeço e espero que não se sinta furtada.

domingo, 27 de novembro de 2022

Clube do Filme: O Amor de Astrée e Céladon

O Clube do Filme do Atalante continua em atividade no formato virtual. A cada mês nos reunimos na em uma quarta-feira para a discussão de um filme e textos relacionados, sempre gratuitamente.

Em 2022 iremos explorar a filmografia do cineasta francês Éric Rohmer (1920-2010)!

Em novembro, em nosso último encontro do ano teremos como ponto de partida o último longa-metragem do diretor: "O Amor de Astrée e Céladon" (
Les amours d'Astrée et de Céladon, 2007).


"Uma arte nasceu que agora nos dispensa de celebrar a beleza e fazê-la nossa pelo nosso canto. Nada como o cinema demonstra melhor a vaidade do realismo e, ao mesmo tempo, cura o artista deste amor-próprio do qual por toda parte ele perece. Uma longa familiaridade com a arte não nos fez senão mais sensíveis à beleza bruta das coisas; somos tomados por uma vontade irresistível de olhar o mundo com nossos olhos de todos os dias, de conservar conosco esta árvore, esta água que corre, este rosto alterado pelo riso ou pela angústia, tais como são, a despeito de nós."
- Éric Rohmer, em "Vaidade da Pintura", texto recomendado para leitura neste mês.

O filme está disponível aqui. Qualquer problema, fale conosco.

Texto indicado para leitura:
A) "Vaidade da Pintura", por Éric Rohmer. Disponível aqui.

Como de costume, nosso propósito no Clube do Filme é discutir obras e textos com um pouco mais de tempo que nos debates após as sessões do cineclube, logo, o filme não será exibido na data. Recomendamos que o filme já tenha sido visto e também a leitura dos textos, porém isso não é exigido para participação. Devido ao formato virtual, não poderemos exibir com qualidade trechos do filme e de outros trabalhos, mas acreditamos ser importante retomarmos as atividades possíveis durante a pandemia. O ingresso, como sempre, é gratuito.

Devido a limitações de tempo do Meet, voltamos com nossa sala do Jitsi.

Serviço:

Clube do Filme: "O Amor de Astrée e Céladon" (2007), de Éric Rohmer
Dia 30/11 (quarta-feira)
Das 19h15 às 21h30
ENTRADA FRANCA

Coordenação e mediação: Giovanni Comodo
Realização: Coletivo Atalante

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Cineclube do Atalante: Negócios à Parte

Neste sábado, o Cineclube do Atalante exibe um filme de Claude Chabrol com Isabelle Huppert. Entrada franca, sempre!

“Negócios à Parte”, um filme de Claude Chabrol.

(Rien Ne Va Plus, FRA, 1997, suspense/comédia, 105 min., 14 anos)


Direção: Claude Chabrol. Com Isabelle Huppert, Michel Serrault, François Cluzet.


Betty (Isabelle Huppert) e Victor (Michel Serrault) formam uma dupla de trapaceiros que vive de golpes realizados com vítimas cuidadosamente escolhidas. No ano anterior, Betty mantinha um relacionamento com um homem que fazia lavagem de dinheiro. Agora, seu plano é acompanhá-lo na próxima missão e fugir com a mala recheada de francos suíços. Mas as coisas não acontecem exatamente como planejadas.


Serviço:

CINECLUBE DO ATALANTE
“Negócios à parte” (“Rien Ne Va Plus”, 1997), de Claude Chabrol
Sábado, 26/11
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174- São Francisco) (41) 3321-3552.

ENTRADA FRANCA

Última sessão do ano!

Sala sujeita à lotação. Recomendamos o uso de máscaras durante todo o período de permanência na sala de exibição.

Está com sintomas gripais como tosse, dor de garganta, febre, congestão nasal, perda do olfato ou paladar? Procure ajuda médica e faça o isolamento.

Realização: Coletivo Atalante

quinta-feira, 10 de novembro de 2022

Cineclube do Atalante: Crônica da Inocência

 Neste sábado, o Cineclube do Atalante exibe um filme de Raúl Ruiz. Entrada franca, sempre!

“Crônica da Inocência”, de Raúl Ruiz


(Comédie De L'innocence, FRA, 2000, drama, 98 min., 14 anos)


Direção: Raúl Ruiz. Com Isabelle Huppert, Jeanne Balibar, Charles Berling.


Um menino de nove anos de idade, Camille, no dia de seu aniversário comunica que deseja ir para a casa de sua verdadeira mãe, cuja família desconhece. O mais curioso é que ele sabe o endereço do que diz ser sua autêntica casa, um apartamento habitado pela violinista Ariane. Ela reconhece Camille como Paul, seu filho que teria se afogado há alguns anos, e um estranho vínculo entre eles se afirma, colocando em dúvida a realidade de sua família.


Serviço:


CINECLUBE DO ATALANTE


“Crônica da Inocência” (“Comédie De L'innocence”, 2000), de Raúl Ruiz

Sábado, 12/11

Às 16h

Na Cinemateca de Curitiba

(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174- São Francisco) (41) 3321-3552.


ENTRADA FRANCA



Realização: Coletivo Atalante