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terça-feira, 28 de junho de 2016

Cine FAP: Homenagem a Alexandre Astruc


Em homenagem ao falecimento de Alexandre Astruc, o Cine FAP promove uma sessão especial no DIA 30 (quinta-feira) onde exibiremos um dos principais filmes do realizador: "Uma Vida", de 1958.

Após a exibição haverá discussão mediada pelos participantes do cineclube acerca desse que é dos mais importantes críticos e pensadores da história do cinema.

Sinopse:
Século XIX. Jeanne apaixona-se por Julien e casa-se com ele, sem imaginar que ele está interessado é no seu dinheiro.

Sessão:
Uma Vida (Une Vie
, França, 1958) Legendado.
dia 30/06 (quinta-feira)
às 19h
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA
 


Realização: Cine FAP 
Apoio: Cazé - Centro Acadêmico Zé do Caixão
Coletivo Atalante


domingo, 8 de junho de 2014

Cine FAP: "Código Desconhecido", de Michael Haneke

Nesta segunda-feira, dia 9, o Cine FAP apresenta "Código Desconhecido", de Michael Haneke, encerrando a mostra Cinema Francês Moderno. No segundo semestre o tema do cineclube será Faroeste.
Sempre com entrada franca!

Cine FAP apresenta: "Código Desconhecido", de Michael Haneke


A narrativa é divida entre três grupos de pessoas: a atriz francesa Anne Laurent (Juliette Binoche), o marido dela e sogros; uma romena, Maria (Luminita Gheorghiu), luta para ter dinheiro para sua família voltar para casa; e Amadou (Ona Lu Yenke), um professor para crianças surdas-mudas que está em conflito com seu clã africano. O catalisador das histórias começa numa esquina, onde o cunhado de Anne, Jean (Alexander Hamidi), insulta Maria, que implora ajuda. Amadou, enraivecido, provoca uma briga com Jean, resultando em repercussões negativas para os três grupos.

Serviço:
dia 09/06 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

terça-feira, 3 de junho de 2014

O PODER DA EMOÇÃO

Qualquer melômano que se preze é arrebatado por Le Pont des Arts. Trata-se de um desses filmes que nos apanha violentamente, exaurindo-nos pela experiência emocional que é capaz de proporcionar, deixando-nos com a certeza de ter visto algo único. É, também, uma homenagem tortuosa ao vinil, ao poder que os sulcos têm de captar todas as profundezas musicais, e que o CD, e logo depois o MP3, enterraram de vez; uma homenagem disfarçada de filme atemporal, passado em uma época em que a Internet não existia, nem o CD e o DVD. Levemente nostálgico, celebra coisas que não estão no vocabulário do dia. Ao mesmo tempo satiriza uma imagem da intelectualidade parisiense, metida, propensa a tirar a música de sua esfera emocional para circunscrevê-la total e exclusivamente em uma redoma imaginária de teorias e disciplina. Mas não podemos dizer que Le Pont des Artsseja apenas um filme musical, nem mesmo uma ode a essa nobre arte. Porque o filme de Eugène Green mostra, principalmente, como a música pode balançar a frieza e a razão. Pode mais: pode impedir um suicídio, os sulcos do vinil levando sentido onde nada mais existia. Uma das cenas que descrevem com precisão esse poder musical ocorre aos 42 minutos, já conhecida pelos bem aventurados: começa com os três cantores (baixo, barítono e tenor, ou coisa que o valha); a câmera move-se levemente para a direita, revelando o exato momento em que Natacha Régnier entra para cantar a ária de Monteverdi. Antes de tomar sua posição no ensaio, ela pára na entrada da sala e sorri agradecidamente para Jéremie Rénier, que aconselhou-a a tomar um café para se tranquilizar após as ofensas de Guigui, conhecido como "o inominável" – o maestro vivido por Denis Podalydès. Esse pequeno movimento da câmera, que capta a entrada dela e o sorriso no canto esquerdo do quadro, é de uma precisão inacreditável e comprova que a habilidade de Green não se restringe aos enquadramentos estáticos. A cantora inicia seu trabalho, e emociona todos os presentes na sala, entre eles Rénier, o mais sensivelmente tocado. Mas a cena termina com o inacreditável Guigui sentenciando: "pas trop dégueulasse" ("não muito horrível"), numa atitude de superioridade que contrasta com seu olhar, visivelmente impressionado - e vale dizer, incomodado, com a capacidade que a cantora tem de conduzir a emoção presente no lamento. 

Toda essa sequência merece estudos à parte, pois nela estão contemplados os aspectos mais ricos do cinema de Green: a teatralidade que se assume com uma frontalidade radical; os cortes para planos médios com um único personagem no espaço, olhando para a câmera; o cuidado simétrico quase doentio com a posição do ator no quadro (no que ele se assemelha a Manoel de Oliveira e ao casal Straub-Huillet) e com a distância entre o ator e a câmera. Se Eugène Green é um dos maiores cineastas da atualidade é porque consegue trabalhar com essas preocupações sem sacrificar a fruição narrativa e, principalmente, o trabalho do ator. Mas existe também um outro dado. No cinema de Green, não se trata de saber se a cantora triunfou ou não tecnicamente, e não é à toa que ele zomba dos tecnocratas da arte. Não é isso que o interessa. Trata-se, somente, da capacidade de condução da emoção. Ela, claramente, alcançou esse intento. Mas como um tecnocrata não sabe lidar com isso, o inominável preferiu a agressão em forma de elogio ("pas trop dégueulasse").

Falei da frontalidade do teatro, mas não se trata apenas de frontalidade. É algo mais. Neste filme e em outros de Green, o ator, quando não dialoga olhando para a câmera, geralmente encerra a cena virando seu olhar para encontrar a lente, ou seja, nós, causando um efeito direto, como um lancinante raio de sua alma para nossos corações. No recente Vencer, de Marco Bellocchio, temos uma cena em que Ida Dalser, a razão de ser do filme, encara a câmera como se estivesse intimando uma tomada de posição do espectador. O efeito é certeiro. E é justamente esse efeito que Green persegue em seus filmes. Ao fazer o ator olhar diretamente para a câmera antes de encerrar uma cena o diretor forja uma cumplicidade que se dá entre a representação e o espectador de uma forma quase inexorável. Com esse estilo, mais do que radicalizar a frontalidade teatral, Green penetra em nossos espíritos assim como a música, arte mais propensa a extasiar-nos na emoção.

Contudo, uma curiosidade permanece no ar: por que o maestro Guigui é tão nojento, e ainda assim tão jocosamente patético? Por que em sua boca piadas como a que escutamos perto do fim ("você quer ver meu pinto?"), em um diálogo primoroso e muito esclarecedor com Adrien Michaux, soam engraçadas e nada grosseiras? Por que sua maior vitória é fazer naufragar qualquer traço de emoção que se sobressaia na música? Muito da força e do enigma desse personagem vem do ator, claro. Mas há um toque autoral em sua construção. Esse toque responde por um humor que talvez seja explicado por sua origem: norte-americano expatriado na França, mas em claro desconforto com a classe artística francesa, ainda que muitos lhe cubram de louros, Green é despojado, por vezes até vulgar, mas profundo em seus intentos, questionador e desconfiado da classe artística mais blasé, sensível às possibilidades do ator, às filigranas de emoção que pode captar. O que ele capta de Guigui é contraditório como todo humano. Nele convivem raiva e delicadeza, desprezo e dedicação, vaidade absurda e complexo de inferioridade por não saber lidar com sentimentos. 

A construção desse personagem autenticamente greeniano deixa evidente também o tom teatral. É como um bufão que já cansou de interromper o andamento da peça e resolveu atrapalhar a personagem que para ele revela um talento inexplicável. No "Lamento da Ninfa" reside seu trunfo: é com a peça de Monteverdi que ele doma a detentora das emoções, melancolia encarnada, deixando-a completamente vulnerável para mais tarde dar o golpe fatal. Outro belo exemplo de construção desse personagem é a sua entrada em cena. Temos uma panorâmica que sai do teto da sala até seus pés, afetados pelos floreios que dedilha no cravo. Em seguida ouvimos sua voz, para só depois de uma breve conversa com Jéremie Rénier conhecermos sua face, enquanto toca o cravo como um músico cheio de soberba. A composição do ator é quase circense, rasgada no humor, aberta às mais infames possibilidades, apesar de ser um personagem completamente highbrow, como dizem nos EUA. 

Podalydés e seus amigos da alta cultura, entre eles um igualmente inspirado Olivier Gourmet, são caricaturas de afetação, exageros usados para criticar a classe de artistas parisienses cheios de empáfia. Não se trata de uma crítica aos intelectuais, mas de satirizar o aprisionamento das pessoas incapazes de entender e externar suas emoções. Como Buñuel, Green é um grande crítico dos costumes da sociedade burguesa, e um parodiador mordaz daqueles que se julgam patrocinadores da alta cultura. E quando Adrien Michaux descobre que existe algo pelo qual vale a pena viver, "O Lamento da Ninfa", de Monteverdi, está sacramentado o amor de Green pela música, como iria ser confirmado no filme irmão, A Religiosa Portuguesa. Em seus filmes não há lugar para a pose ou a frivolidade, senão pela via cruel do escárnio.

 Sérgio Alpendre

Março de 2010

(Publicado originalmente em: http://www.contracampo.com.br/95/artgreensergio.htm)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cine FAP: "A Ponte das Artes", de Eugene Green

Nesta segunda-feira, dia 2, o Cine FAP apresenta "A Ponte das Artes", de Eugène Green, abrindo a programação de junho, que contará ainda com "Código Desconhecido", de Michael Haneke no dia 9.
Sempre com entrada franca!

Cine FAP apresenta: "A Ponte das Artes", de Eugène Green

A Ponte das Artes centra-se em dois jovens: Pascal, um universitário desmotivado, e Sarah, uma cantora lírica com incertezas acerca do seu talento. As duas personagens, apesar de não se conhecerem pessoalmente, encontram-se interligadas devido à paixão pela arte e à forte atenção que lhe dedicam no seu dia-a-dia.

Serviço:
dia 02/06 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cine FAP: programação de junho

Cine Fap apresenta: 
Mostra Cinema Francês Moderno

Programação de junho:
02/06 - "A Ponte das Artes", de Eugene Green
09/06 - "Código Desconhecido", de Michael Haneke

Serviço:
Sessões às segundas
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP
Produção: HATARI! - Grupo de Estudos de Cinema
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Cine FAP: "A Garota de Lugar Nenhum", de Jean-Claude Brisseau


A rotina solitária de Michel muda radicalmente quando Dora, uma jovem à deriva de 26 anos, chega para viver em seu apartamento. Mesmo incipiente, a relação traz frescor à vida do professor de matemática aposentado, que revisita sensações há tempos esquecidas. Enquanto isso, seu lar gradualmente se torna cenário de misteriosos acontecimentos. Dirigido e protagonizado por Jean-Claude Brisseau, o filme segue o caráter de narrativas íntimas e corajosas do cineasta, que optou por rodar o longa-metragem em sua própria casa. Vencedor do Leopardo de Ouro no Festival de Locarno 2012.

Serviço:
dia 26/05 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Cine FAP: "Coisas Secretas", de Jean-Claude Brisseau

Nesta segunda-feira, dia 19, o Cine FAP apresenta "Coisas Secretas", dando continuidade ao ciclo Jean-Claude Brisseau que contará ainda com "A Garota de Lugar Nenhum", no dia 26.
Sempre com entrada franca!

Cine Fap: "Coisas Secretas", de Jean-Claude Brisseau

Educadas em meio a dificuldades, a inocente garçonete Sandrine (Sabrina Seyvecou) e sua colega stripper Nathalie (Coralie Revel) se esforçam para sobreviver em Paris. Juntas, elas descobrem que o sexo pode ser uma valiosa arma para subir na hierarquia social. Próxima vítima de sua manipulação, o esperto Christophe (Fabrice Deville) é herdeiro de uma fortuna e tem igualmente uma estratégia para manipulá-las.  

Serviço:
dia 19/05 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sábado, 10 de maio de 2014

Cine FAP: "Celine", de Jean-Claude Brisseau

Nesta segunda-feira, dia 12, o Cine FAP apresenta "Celine", dando continuidade ao ciclo Jean-Claude Brisseau que contará ainda com"Coisas Secretas", no dia 19; e  "A Garota de Lugar Nenhum", no dia 26.
Sempre com entrada franca!

Cine Fap: "Celine", de Jean-Claude Brisseau

Aos 22 anos, Céline passa por um momento doloroso: seu pai morreu e ela acaba de descobrir que é adotada. Seu namorado também não a quer mais. A garota ainda tem tendências suicidas.

Serviço:
dia 12/05 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Cine Fap: "Cap Nord", de Sandrine Rinaldi


Uma noite de festa ao som do Northern Soul, no ritmo de amores musicais. Uma obra que celebra a paixão de estar junto, dentro do recito soul, da poesia que flui entre o movimento e as palavras, da comédia de situações em um espaço despretensioso cheio das mais variadas tensões: amor, inveja, desejo, ciúmes, medo. Um filme que surpreende por nunca ostentar mais do que aparenta, por não dissimular qualquer possível limitação de seu baixo orçamento. Sua qualidade reside em aparentar ter custado o que custou, dos pequenos milagres que são extraídos dessa abertura. Sandrine Rinaldi se insere na linha rohmeriana dos que filmam com prazer, como que há de disponível, da maneira que for possível. Trata-se de um belo filme amador na dupla acepção do termo: tanto por seu criativo amadorismo, quanto pela qualidade do que ama ao filmar.

Serviço:
dia 14/04 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cine Fap: "Uma Aventura de Billy the Kid", de Luc Moullet


Alucinado, Billy The Kid cruza as montanhas tentando transportar o ouro roubado no assalto à diligência da Wells Fargo. No meio do caminho, encontra a bela Ann, sobrevivente de um ataque dos cherokees.

Serviço:
dia 07/04 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Cine FAP: programação de abril

Cine Fap apresenta: 
Mostra Cinema Francês Moderno


Programação de abril:
07/04 - "L'aventure de Billy Le Kid", de Luc Moullet
14/04 - "Cap Nord", de Sandrine Rinaldi
28/04 - "Mes Petites Amoureuses", de Jean Eustache

Serviço:
Sessões às segundas
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP
Produção: HATARI! - Grupo de Estudos de Cinema
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 28 de março de 2014

Cine Fap: "Le Garçu", de Maurice Pialat


O último filme de Pialat é um dos raros “últimos filmes” realmente testamentários. Como alter ego do cineasta, Gérard Depardieu encarna um homem de meia idade às voltas com a ex-mulher, o filho pequeno (o papel coube ao próprio filho de Pialat) e a morte do pai. Um filme cujo protagonista é confrontado com o seu passado e com o que ficará depois dele, e no qual Pialat retomou o estilo directo e “brutalista” que caracteriza quase todo o seu cinema e do qual se afastara nos dois filmes anteriores.

Serviço:
dia 31/03 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 21 de março de 2014

Cine Fap: "Van Gogh", de Maurice Pialat


Pialat se concentra nos últimos 67 dias de vida de Van Gogh. No final da primavera de 1890, o pintor se muda para Auvers-sur-Oise, onde se hospeda sob os cuidados do Dr. Gachet. Acompanhamos seu envolvimento amoroso com a filha do Dr. Gachet e seu relacionamento conturbado com o irmão Theo. Com uma linda fotografia que remete às obras de Renoir e Manet, Pialat realiza um fascinante retrato da vida íntima e do cotidiano desse genial artista.

Serviço:
dia 24/03 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 14 de março de 2014

Cine Fap: "Sob o Sol de Satã", de Maurice Pialat


Dossignan é um sacerdote muito zeloso de uma paróquia rural. O seu superior Menou-Segrais sempre tenta ajudá-lo em suas dúvidas, porém, numa ocasião Dossignan será tentado pelo Satanás e não poderá pedir ajuda. Ele tentará salvar a alma de Mouchette, uma jovem que matou um de seus amantes. Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Serviço:
dia 17/03 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 7 de março de 2014

Cine Fap: "Aos Nossos Amores", de Maurice Pialat


Suzanne tem 15 anos e têm relações sexuais com muitos rapazes, mas não consegue amar nenhum deles. Sua família não consegue entendê-la, enquanto que o pai não gosta de seu comportamento. Quando ele sai de casa, a mãe se torna ainda mais neurótica, e o irmão de Suzanne, Robert, começa a espancá-la como um castigo.

Serviço:
dia 10/03 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Cine Fap: "US Go Home", de Claire Denis


A contribuição de Claire Denis a Tous les garçons et les filles de leur âge – um famoso projeto televisivo francês em que nove diretores foram convidados a refletir sobre sua adolescência e as músicas que foram importantes para eles. Passado em 1965 e com uma brilhante trilha sonora de tom evocativo, a história de duas adolescentes, Martine e Marlene, uma sexualmente ativa e a outra determinada a perder sua virgindade, que vivem perto de uma base do exército americano nos arredores de Paris.

Serviço:
dia 24/02 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Cine Fap: "Beijos de Emergência", de Philippe Garrel


Mathieu (Philippe Garrel), diretor, se prepara para gravar um novo filme. Ele escolhe para a liderança do sexo feminino, uma atriz famosa (Anémone). Porém, sua esposa Jeanne (Brigitte Sy), acredita que a história do filme é autobiográfico. Ela considera essa escolha como uma traição. Eles se separam

Serviço:
dia 17/02 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Cine FAP: "Pola X", de Leos Carax

O Cine FAP  retoma suas atividades nesta segunda-feira, dia 10 de fevereiro, às 19h00, com o filme "Pola X" de Leos Carax, abrindo a programação de fevereiro do cineclube, que contará ainda com "Beijos de Emergência (17/02) e "US Go Home" (24/02). Entrada franca sempre.

Cine FAP apresenta: "Pola X", de Leos Carax

Pierre vive com a mãe, Marie, num castelo na Normandia, perto das margens do Sena, uma existência tranquila e feliz. Eles são bonitos, ricos, despreocupados. Amam-se.
Todos os dias Pierre vai, na mota que herdou do pai, visitar a sua noiva, Lucie.
Numa noite de Verão ele e a mãe combinam a data do casamento e Pierre vai a correr, na sua mota, contar a novidade a Lucie.
No caminho, ao passar por uma floresta negra, uma linda e melancólica mulher surge do escuro, uma criatura de beleza fúnebre, mas estranhamente familiar.

Serviço:
dia 10/02 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! (Grupo de Estudos de Cinema)
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Cine FAP: Programação de fevereiro




Programação de fevereiro:
10/02 - "Pola X", de Leos Carax
17/02 - "Beijos de Emergência", de Philippe Garrel
24/02 - "US Go Home", de Claire Denis

Serviço:
Toda Segunda às 19 hs
no Auditório Antonio Melilo
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral) 
ENTRADA FRANCA

Realização: Cine FAP e HATARI! - Grupo de Estudos de Cinema
Apoio: Coletivo Atalante

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Os mistérios


Texto sobre Um Lago de Philippe Grandrieux (2008)

Uma arte impressionista é aquela que não valoriza a forma precisa das coisas, mas sim suas ressonâncias, e que ao dissolver os contornos em favor de uma representação vaporosa, substitui a concretude pela fluidez, a parte pelo todo (o que também inclui a luz e o ar).
No cinema, o Impressionismo foi introduzido por um grupo de realizadores franceses, que na década de 1920 ofereciam aos espectadores, por exemplo, não a imagem do movimento, mas a impressão do movimento (como Abel Gance em A Roda, 1923); não a imagem da perturbação, mas suas reminiscências (como Jean Epstein em A Queda da Casa de Usher, 1928).
Ao encontrar o cinema de Philippe Grandrieux reconhecemos que este tipo de abordagem audiovisual permanece relevante até hoje, em filmes concebidos como experimentos sensoriais, que abraçam corajosamente a imprecisão nas imagens e nos dramas. Seus filmes são convites a um exercício puro de olhar e ouvir. Suas imagens não visam a comunicação, mas desafiam nossos sentidos a mergulhar em seus labirintos orgânicos.
Em Um Lago temos a sensação de que o filme emerge de uma treva branca (como as silhuetas na névoa) ou preta (como os rostos dourados que flutuam no interior da casa), mantendo distância suficiente para que não consigamos divisar precisamente seus contornos. Como os personagens, só conseguimos nos aproximar da obra através do toque, sugerido pelos planos fechados nos rostos e mãos. Osclose-ups constroem o que provavelmente é a primeira paisagem do filme, um espaço que resiste ao silêncio e ao terror dos arredores. Uma tentativa de encontrar a Humanidade, naquilo que de longe (ou de muito perto) são apenas borrões.
Nossa percepção, contudo, transita essencialmente entre este longe e perto.  Não nos é concedido alívio para as inquietações que o filme suscita, tornando a experiência intelectualmente desconfortável. Quem são esses personagens, de onde vieram e qual a natureza de suas relações? Para cada pergunta da razão o filme, zombeteiramente, oferece uma resposta para os sentidos: a voz das entranhas da terra ou mãos desfocadas se agarrando. Parafraseando Jean-Luc Godard, é preciso primeiro aprender a ver.
Talvez as respostas aos silêncios do drama estejam nas igualmente silenciosas imagens. Nas luzes crepusculares, nos recortes pretos das árvores sobre o fundo branco do céu, mos sussurros e respirações, nos cumes epilépticos das montanhas, no interior de uma casa da qual não sabemos nada, em suma, nos mistérios que nossa percepção nunca visitou, mas de onde, segundo Grandrieux, nunca deveríamos ter saído.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)