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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Cineclube Sesi: "Sombra" e "Elefante"

O Cineclube Sesi  apresenta nesta quinta-feira, dia 19 de dezembro, sessão dupla com os filmes "Sombra", de Philippe Grandrieux (reposição às 16h00) e "Elefante", de Gus Van Sant (às 19h30), encerrando a programação de 2013 do cineclube. Retornamos em janeiro com o ciclo Cinema Americano. Entrada franca sempre.


"Sombra", de Philippe Grandrieux (reposição, às 16h00)

Jean é um homem bruto que viaja pela França no seu automóvel, levando marionetes e uma fantasia de lobo como única bagagem. Jean é perseguido por suas lembranças da infância. Mal consegue se comunicar e é um tipo de "bloco de pedra". Num dia de chuva forte, ele encontra Claire, que havia acabado de sofrer um acidente de carro. Ele a coloca no seu carro e se forma um vínculo entre eles. Ela talvez reconheça nele, na sua falta de jeito e grosseria, a mesma coisa que também a força, sombriamente, às fronteiras do coração. Grandrieux conscientemente enreda os espectadores nessa história de serial killer, através da plateia de crianças de Jean: olhos impossivelmente abertos em terror extático.


"Elefante", de Gus Van Sant (19h30)

Um dia aparentemente comum na vida de um grupo de adolescentes, todos estudantes de uma escola secundária de Portland, no estado de Oregon, costa oeste dos Estados Unidos. Enquanto a maior parte está engajada em atividades cotidianas, dois alunos esperam, em casa, a chegada de uma metralhadora semi-automática, com altíssima precisão e poder de fogo. Munidos de um arsenal de outras armas que vinham colecionando, os dois partem para a escola, onde serão protagonistas de uma grande tragédia. Inspirado no Massacre de Columbine.

Serviço:

dia 19/12 (quinta)
às 16h00 e 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)


ENTRADA FRANCA
 


Realização: Sesi 
 
  (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Cineclube Sesi: "Sombra", de Philippe Grandrieux


Jean é um homem bruto que viaja pela França no seu automóvel, levando marionetes e uma fantasia de lobo como única bagagem. Jean é perseguido por suas lembranças da infância. Mal consegue se comunicar e é um tipo de "bloco de pedra". Num dia de chuva forte, ele encontra Claire, que havia acabado de sofrer um acidente de carro. Ele a coloca no seu carro e se forma um vínculo entre eles. Ela talvez reconheça nele, na sua falta de jeito e grosseria, a mesma coisa que também a força, sombriamente, às fronteiras do coração. Grandrieux conscientemente enreda os espectadores nessa história de serial killer, através da plateia de crianças de Jean: olhos impossivelmente abertos em terror extático.

Serviço:
dia 05/12 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
 
   (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cineclube Sesi: Cinema de Fluxo

Programação: 12/12 - REPOSIÇÃO - "O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho (às 16h00) + "Eternamente Sua", de Apichatpong Weerasethakul (às 19h30)
19/12 - REPOSIÇÃO - "Sombra", de Philippe Grandrieux (às 16h00) + "Elefante", de Gus Van Sant (às 19h30)

Serviço:
Sessões às quintas-feiras 
19h30*
*(exceto dia 12 com sessão dupla a partir das 16 horas)
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Os mistérios


Texto sobre Um Lago de Philippe Grandrieux (2008)

Uma arte impressionista é aquela que não valoriza a forma precisa das coisas, mas sim suas ressonâncias, e que ao dissolver os contornos em favor de uma representação vaporosa, substitui a concretude pela fluidez, a parte pelo todo (o que também inclui a luz e o ar).
No cinema, o Impressionismo foi introduzido por um grupo de realizadores franceses, que na década de 1920 ofereciam aos espectadores, por exemplo, não a imagem do movimento, mas a impressão do movimento (como Abel Gance em A Roda, 1923); não a imagem da perturbação, mas suas reminiscências (como Jean Epstein em A Queda da Casa de Usher, 1928).
Ao encontrar o cinema de Philippe Grandrieux reconhecemos que este tipo de abordagem audiovisual permanece relevante até hoje, em filmes concebidos como experimentos sensoriais, que abraçam corajosamente a imprecisão nas imagens e nos dramas. Seus filmes são convites a um exercício puro de olhar e ouvir. Suas imagens não visam a comunicação, mas desafiam nossos sentidos a mergulhar em seus labirintos orgânicos.
Em Um Lago temos a sensação de que o filme emerge de uma treva branca (como as silhuetas na névoa) ou preta (como os rostos dourados que flutuam no interior da casa), mantendo distância suficiente para que não consigamos divisar precisamente seus contornos. Como os personagens, só conseguimos nos aproximar da obra através do toque, sugerido pelos planos fechados nos rostos e mãos. Osclose-ups constroem o que provavelmente é a primeira paisagem do filme, um espaço que resiste ao silêncio e ao terror dos arredores. Uma tentativa de encontrar a Humanidade, naquilo que de longe (ou de muito perto) são apenas borrões.
Nossa percepção, contudo, transita essencialmente entre este longe e perto.  Não nos é concedido alívio para as inquietações que o filme suscita, tornando a experiência intelectualmente desconfortável. Quem são esses personagens, de onde vieram e qual a natureza de suas relações? Para cada pergunta da razão o filme, zombeteiramente, oferece uma resposta para os sentidos: a voz das entranhas da terra ou mãos desfocadas se agarrando. Parafraseando Jean-Luc Godard, é preciso primeiro aprender a ver.
Talvez as respostas aos silêncios do drama estejam nas igualmente silenciosas imagens. Nas luzes crepusculares, nos recortes pretos das árvores sobre o fundo branco do céu, mos sussurros e respirações, nos cumes epilépticos das montanhas, no interior de uma casa da qual não sabemos nada, em suma, nos mistérios que nossa percepção nunca visitou, mas de onde, segundo Grandrieux, nunca deveríamos ter saído.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Um Lago" de Philippe Grandrieux

O Cineclube Sesi Portão apresenta nesta quarta-feira, às 19h30, o filme "Um Lago" de Philippe Grandrieux. Em novembro vemos ainda o filme  "O Beijo Amargo" de Samuel Fuller (dia 21). Sempre com entrada franca.

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Um Lago" de Philippe Grandrieux

Sinopse:
A história se passa em um país do qual nada sabemos: um país de neve e florestas densas em algum lugar ao norte. Uma família mora numa casa isolada, perto do lago. Alexi, o irmão, é um jovem de coração puro. Um lenhador. Extático, preso pelos ataques epilépticos, ele está completamente aberto à natureza que o cerca. Alexi é muito ligado à sua irmã mais nova, Hege. Sua mãe cega, seu pai e seu pequeno irmão mais novo são testemunhas silenciosas do seu imenso amor. Chega um estrangeiro, um jovem um pouco mais velho do que Alexi… 

Sobre o filme:
Um Lago parece uma representação audiovisual da pintura de Caspar David Friedrich. Não a primeira, já que F. W. Murnau e Aleksandr Sokurov empenharam suas câmeras na construção daquele tipo de “paisagens espirituais”, mas sem dúvida a que foi mais fundo na dimensão sagrada do Romantismo.
Philippe Grandrieux, o realizador, materializa em seu protagonista toda a angustiante incompletude evocada nos solitários de Friedrich. O medo, a solidão, a doença – Alexi é um ultra-romântico, condenado a ser um eterno fantasma perdido na natureza infinita.
Ao mesmo tempo reconhecemos nos enquadramentos, os rostos deformados de um Francis Bacon. A câmera convulsa, como um pincel, reconfigura traços e dissolve identidades.
É entre Friedrich e Bacon que Grandrieux erige sua obra: pintura de sons no tempo.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)

Serviço:
dia 07/11 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)

ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Processo Multiartes

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Cineclube Sesi apresenta: "Um Lago" de Philippe Grandrieux


Sinopse:
A história se passa em um país do qual nada sabemos: um país de neve e florestas densas em algum lugar ao norte. Uma família mora numa casa isolada, perto do lago. Alexi, o irmão, é um jovem de coração puro. Um lenhador. Extático, preso pelos ataques epilépticos, ele está completamente aberto à natureza que o cerca. Alexi é muito ligado à sua irmã mais nova, Hege. Sua mãe cega, seu pai e seu pequeno irmão mais novo são testemunhas silenciosas do seu imenso amor. Chega um estrangeiro, um jovem um pouco mais velho do que Alexi… 

Sobre o filme:
Um Lago parece uma representação audiovisual da pintura de Caspar David Friedrich. Não a primeira, já que F. W. Murnau e Aleksandr Sokurov empenharam suas câmeras na construção daquele tipo de “paisagens espirituais”, mas sem dúvida a que foi mais fundo na dimensão sagrada do Romantismo.
Philippe Grandrieux, o realizador, materializa em seu protagonista toda a angustiante incompletude evocada nos solitários de Friedrich. O medo, a solidão, a doença – Alexi é um ultra-romântico, condenado a ser um eterno fantasma perdido na natureza infinita.
Ao mesmo tempo reconhecemos nos enquadramentos, os rostos deformados de um Francis Bacon. A câmera convulsa, como um pincel, reconfigura traços e dissolve identidades.
É entre Friedrich e Bacon que Grandrieux erige sua obra: pintura de sons no tempo.


Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)

Serviço:
dia 09/08 (quinta)
às 19h30*
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibição seguida de debate em português e francês.
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Parceria:Aliança Francesa
Apoio: Processo Multiartes

Mais informações no site do Sesi:
cultura/

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Cineclube Sesi apresenta: Introdução ao Cinema Francês Contemporâneo

Seria impossível fazer uma análise do século XX sem levar em conta o poder que o cinema exerceu sobre as pessoas, influenciando tendências, costumes, e impondo uma ideologia dominante por quase toda sua existência. Produto das revoluções industriais - o cinema se dividiu desde os seus primórdios entre mercadoria da indústria cultural e arte autoral. Auguste e Louis Lumière inventaram o cinematógrafo e muitos críticos, historiadores e especialistas consideram a sessão realizada por eles no Grand Café de Paris, em 28 de Dezembro de 1895 como a primeira exibição pública dessa nova arte. Esse é um fato meramente simbólico, pois Max e Emile Skladanowsky na Alemanha e Jean Acme Leroy nos Estados Unidos já promoviam projeções públicas muito antes dos primeiros espectadores dos Lumière. Se a invenção da 7ª arte não é consensualmente francesa, a contribuição artística da nação é incontestável e uma das maiores. O país é o berço de muitas das principais vanguardas e movimentos cinematográficos do século XX - impressionismo, dadaísmo, surrealismo, realismo poético, nouvelle vague, cinema du look. Ainda hoje esse cinema é um dos raros que fogem ao imperialismo cultural homogeneizante, produzindo e exibindo mais de 200 filmes por ano. A cinematografia do país é bem eclética, abrangendo diversos estilos e gêneros, por mais que o senso comum generalize e atribua características de “difíceis e chatos”.
            O recorte apresentado na mostra Introdução ao Cinema Francês Contemporâneo” busca explicitar a variedade de riquezas de um dos cinemas mais relevantes e originais do globo. A seleção reúne 4 títulos produzidos de 1994 a 2009, obras que vão desde um decano recém-falecido (Claude Chabrol) a novos autores-experimentadores (Philippe Grandieux). Chabrol fez parte da mítica geração dos jovens turcos (ao lado de Godard, Rivette, Rohmer e Truffaut) que renovaram o cinema francês nos anos 60. O filme escolhido nessa seleção sintetiza alguns traços de sua vasta filmografia. Já “Um Lago” de Philippe Grandieux é um OVNI de difícil classificação. O diretor já transitou por diferentes linguagens: vídeo-arte/instalação, televisão, documentário. Sua fase mais recente opta por uma mise-en-scène sensorial. O filme proposto lança um olhar radical sobre a desconstrução familiar. A diretora Catherine Breillat é o exemplo de feminização que atingiu o cinema francês nas últimas décadas. A França, historicamente falando, sempre teve mulheres que se dedicavam a realização. Germaine Dulac e Agnés Varda são duas cineastas bem ousadas e renomadas em seus respectivos períodos, porém, permaneceram praticamente sozinhas nesse universo. De uns anos para cá é visível o aumento de mulheres encabeçando os filmes: Claire Denis, Noémie Lvovsky, Valérie Donzelli. Breillat em “Barba Azul” recorre a Perrault e uma de suas fábulas para desnudar uma impactante tragédia moral sobre o universo infantil. Tony Gatlif é um cineasta franco-argelino que possui uma filmografia de inclinação mais humanista. Seu cinema aborda a vida cigana e/ou protagonistas em deambulações. O filme selecionado reflete sobre os devaneios geracionais da juventude francesa e a multiplicidade étnica que permeia o país. Através de um olhar politizado, irônico, duas marcas de sua assinatura, Gatlif filtra e homenageia sua obra em referências explícitas a um dos cânones máximos da 7ª arte mundial – Jean-Luc Godard. Esses 4 filmes apontam para o passado, o presente e o futuro do cinema francês. Um recorte multifacetado que explora o drama, a comédia e o inventivo, mas que acima de gêneros e classificações, honram a longa tradição de qualidade e apresenta novas tendências francesas.

Lucas Murari - Atalante, 2012
(Curador convidado)


Programação:
09/08 "Um Lago", de Phillipe Grandieux 
16/08 - "Barba Azul", de Catherine Breillat
23/08 - "Nasci de uma Cegonha", de Tony Gatlif
30/08 - "Ciúme, o inferno do amor possessivo", de Claude Chabrol 

Serviço:
Toda quinta de agosto*
às 19h30
Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema FIEP**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibições seguidas de debate em português e francês
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Parceria:Aliança Francesa
Apoio: Processo Multiartes
  
Conheça outras atividades do Sesi:http://www.sesipr.org.br/cultura/