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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Cine FAP: "Cops vs. Thugs", de Kinji Fukasaku




Na penúltima sessão de nosso ciclo dedicado ao cinema japonês moderno, um filme yakuza de Kinji Fukasaku, prolífico realizador de filmes de gênero, dos Yakuza aos filmes de Samurai, realizador de Tora! Tora! Tora! e do mais recente Battle Royale.

Há duas famílias yakuza na cidade de Kurashima: os Kawade, que usam de contatos políticos para concretizar suas atividades, e os Ohara, que mantém aliança com a polícia local. Quando Hirotani, o chefão dos Ohara, usurpa dos Kawade um grande negócio, graças à ajuda de seu amigo da polícia Kuno, uma guerra começa. Ao mesmo tempo, os superiores de Kuno iniciam um desmancho da yakuza e ordenam que seus subordinados parem de se confraternizar com criminosos.

"Como começar um discurso sobre um filme de Kinji Fukasaku? Cujos filmes sempre implodem discursos que seus personagens tentam construir. Talvez, num primeiro momento, pudéssemos dizer que é um diretor violento. Há algo que consome a vida daqueles que habitam os filmes desse autor; Sergio Leone disse à respeito de
Era Uma Vez no Oeste se tratar de um filme que simula os últimos sopros de vida de alguém morrendo, uma dança da morte. Esta fala parece ter sido feita para casar com os filmes de Fukasaku também. A grande maioria dos personagens de seus filmes sabe que não chegará viva ao final".


Serviço:

dia 07/12 (segunda-feira)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

sábado, 28 de novembro de 2015

Cine FAP: "Lobo Solitário II: o Andarilho do Rio Sanzu", de Kenji Misumi

 No ciclo Cinema Japonês Moderno, que ainda contará com Cops vs Tugs de Kinji Fukasaku e Saylor Suit and Machine Gun, de Shinji Sômai.



Segundo filme da série baseada no mangá Lone Wolf and Cub. Ogami Itto, assassino de aluguel, acompanhado de seu filho pequeno Daigoro, enfrenta um grupo de mulheres ninja a serviço do clã Yagyu e precisa assassinar um traidor que planeja vender os segredos de seu clã ao shogunato.

Serviço:

dia 30/11 (segunda-feira)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Cine FAP: "A Marca do Assassino", de Seijun Suzuki

O Cine FAP prossegue com a mostra de Cinema Japonês Moderno com A Marca do Assassino (Koroshi no rakuin, 1967), de Seijun Suzuki.


Depois de fracassar em sua última missão, um matador de aluguel de terceira classe com fetiche por arroz fervente se torna o alvo de outro assassino.

Serviço:

dia 23/11 (segunda-feira)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA


Realização: Cine FAP
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Cine FAP: "Kuroi Tayô", de Koreyoshi Kurahara

Cine FAP: CINEMA JAPONÊS MODERNO

O Cine FAP prossegue a exibição e debate de filmes japoneses. O cinema novo ou nouvelle vague japonesa, movimento de renovação estética e temática irmão dos cinemas novos do mundo todo nos anos 60, com filmes essenciais de Kurahara e Suzuki; e o cinema de gênero, dos filmes de artes marciais aos yakuza, com Lone Wolf and Cub, Fukasaku e Sailor Suit and Machine Gun.
 

Kuroi Tayô, excêntrico, delirante anti-buddy movie sobre um jovem andarilho japonês obcecado por jazz e um soldado americano juntos em fuga através de Tóquio, num laço crescente de choque cultural trágico e absurdo. Com música original do baterista americano Max Roach.

Serviço:

dia 16/11 (segunda-feira)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA


*
Programação do ciclo:

06/11 A Rotina tem seu Encanto (Sanma no Aji, 1962) de Yasujiro Ozu (extraordinariamente na sexta-feira)

Um viúvo percebe que sua jovem filha não deve permanecer cuidando dele pelo resto da vida, procurando então arranjar para ela um casamento. Último filme do cineasta Yasujiro Ozu, sobre o mesmo tema de seu "Pai e Filha" (Banshun, 1949).

16/11 Black Sun (Kuroi Taiyô, 1964), de Koreyoshi Kurahara

Excêntrico, delirante anti-buddy movie sobre um jovem andarilho japonês obcecado por jazz e um soldado americano juntos em fuga através de Tóquio, num laço crescente de choque cultural trágico e absurdo. Com música original do baterista americano Max Roach.
23/11 A Marca do Assassino (Koroshi no rakuin, 1967), de Seijun Suzuki

Depois de fracassar em sua última missão, um matador de aluguel de terceira classe com fetiche por arroz fervente se torna o alvo de outro assassino.

30/11 Lobo Solitário II: O Andarilho do Rio Sanzu (Kozure Ôkami: Sanzu no kawa no ubaguruma, 1972), de Kenji Mizumi

Segundo filme da série baseada no mangá Lone Wolf and Cub. Ogami Itto, assassino de aluguel, acompanhado de seu filho pequeno Daigoro, enfrenta um grupo de mulheres ninja a serviço do clã Yagyu e precisa assassinar um traidor que planeja vender os segredos de seu clã ao shogunato.

07/12 Cops vs Thugs (Kenkei tai soshiki boryoku, 1975), de Kinji Fukasaku

Há duas famílias yakuza na cidade de Kurashima: os Kawade, que usam de contatos políticos para concretizar suas atividades, e os Ohara, que mantém aliança com a polícia local. Quando Hirotani, o chefão dos Ohara, usurpa dos Kawade um grande negócio, graças à ajuda de seu amigo da polícia Kuno, uma guerra começa. Ao mesmo tempo, os superiores de Kuno iniciam um desmancho da yakuza e ordenam que seus subordinados parem de se confraternizar com criminosos.

14/12 Sailor Suit and Machine Gun (Sêrâ-fuku to kikanjû, 1981), de Shinji Sômai

Adolescente no colegial herda, por linha sucessória, o comando de um clã yakuza.

*

Realização: Cine FAP

Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cine FAP: "A rotina tem seu encanto", de Yasujiro Ozu

Cine FAP: Cinema japonês moderno

O Cine FAP prossegue a exibição e debate de filmes japoneses. O cinema novo ou nouvelle vague japonesa, movimento de renovação estética e temática irmão dos cinemas novos do mundo todo nos anos 60, com filmes essenciais de Kurahara e Suzuki; e o cinema de gênero, dos filmes de artes marciais aos yakuza, com Lone Wolf and Cub, Fukasaku e Sailor Suit and Machine Gun. A programação do mês inicia com A Rotina tem seu encanto, último filme de Yasujiro Ozu, moderno entre os modernos, clássico dos clássicos.


 
Sobre A Rotina tem seu encanto:
  
Um viúvo percebe que sua jovem filha não deve permanecer cuidando dele pelo resto da vida, procurando então arranjar para ela um casamento. Último filme do cineasta Yasujiro Ozu, sobre o mesmo motivo de seu Pai e Filha (Banshun, 1949).
   
Cineasta Pedro Costa sobre Ozu:
   
"Conheci o Japão através dos filmes, sobretudo os de três cineastas mais conhecidos no ocidente - Ozu, Mizoguchi e Naruse. Conheci o Japão através deles, daqueles que estão mortos, que são de outra época, mas já os amava à distância - e isto também é muito importante no cinema, amar à distância. Há aspectos do Japão que nunca vi nos filmes de Ozu, Mizoguchi ou Naruse, e que continuo a não ver no Japão hoje. Chego a um tema intrincado, pois há coisas que esses cineastas, ou os outros grandes cineastas que não conheço, esconderam de mim, aspectos do Japão que eles não me mostraram. Hoje estou no Japão e continuo sem ver tais aspectos. Isto é, às vezes no cinema, é tão importante não ver, esconder, quanto mostrar. O cinema talvez seja mais uma questão de concentração do nosso olhar, da nossa visão das coisas. Isto é o que os grandes cineastas - como esses três japoneses, fazem. Eles não mostram o Japão - eles estão é condensando alguma coisa. Em vez de dispersar nossa mente, nosso coração e nossos sentidos, estão concentrando nossa visão. Concentrar significa ocultar. É um lugar-comum dizer que o Japão é como nos filmes de Ozu, e que a história do Japão é a mesma que a dos filmes históricos de Mizoguchi. Agora entendo e sinto melhor o Japão (é a mesma coisa: entender é sentir e sentir é compreender). (...) Então, algumas vezes um cineasta bastante realista, trabalhando quase que num modo documentário, como Ozu, às vezes ele faz filmes também para esconder algo. Há um segredo em algum lugar de seus filmes, e para dizer certas coisas ele deve ocultar outras. Talvez seja necessário me afastar um pouco do Japão, pois o que estou para dizer poderia causar-vos desconforto, não sei... mas para mim, os verdadeiros documentários japoneses são os filmes de Ozu. Todos que conheço no Japão, todos meus amigos japoneses, eu já conhecia, através dos filmes de Ozu. O que acabo de dizer, Ozu já disse em seu diário: 'Nunca inventei uma personagem. Em meus filmes, faço cópias de meus amigos'."
 
(Traduzido do original, em inglês, disponível aqui: http://www.rouge.com.au/10/costa_seminar.html)


Serviço:

dia 06/11 (excepcionalmente na sexta-feira)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA


*
Programação do ciclo:

06/11 A Rotina tem seu Encanto (Sanma no Aji, 1962) de Yasujiro Ozu (extraordinariamente na sexta-feira)

Um viúvo percebe que sua jovem filha não deve permanecer cuidando dele pelo resto da vida, procurando então arranjar para ela um casamento. Último filme do cineasta Yasujiro Ozu, sobre o mesmo tema de seu "Pai e Filha" (Banshun, 1949).

16/11 Black Sun (Kuroi Taiyô, 1964), de Koreyoshi Kurahara

Excêntrico, delirante anti-buddy movie sobre um jovem andarilho japonês obcecado por jazz e um soldado americano juntos em fuga através de Tóquio, num laço crescente de choque cultural trágico e absurdo. Com música original do baterista americano Max Roach.

 
23/11 A Marca do Assassino (Koroshi no rakuin, 1967), de Seijun Suzuki

Depois de fracassar em sua última missão, um matador de aluguel de terceira classe com fetiche por arroz fervente se torna o alvo de outro assassino.

30/11 Lobo Solitário II: O Andarilho do Rio Sanzu (Kozure Ôkami: Sanzu no kawa no ubaguruma, 1972), de Kenji Mizumi

Segundo filme da série baseada no mangá Lone Wolf and Cub. Ogami Itto, assassino de aluguel, acompanhado de seu filho pequeno Daigoro, enfrenta um grupo de mulheres ninja a serviço do clã Yagyu e precisa assassinar um traidor que planeja vender os segredos de seu clã ao shogunato.

07/12 Cops vs Thugs (Kenkei tai soshiki boryoku, 1975), de Kinji Fukasaku

Há duas famílias yakuza na cidade de Kurashima: os Kawade, que usam de contatos políticos para concretizar suas atividades, e os Ohara, que mantém aliança com a polícia local. Quando Hirotani, o chefão dos Ohara, usurpa dos Kawade um grande negócio, graças à ajuda de seu amigo da polícia Kuno, uma guerra começa. Ao mesmo tempo, os superiores de Kuno iniciam um desmancho da yakuza e ordenam que seus subordinados parem de se confraternizar com criminosos.

14/12 Sailor Suit and Machine Gun (Sêrâ-fuku to kikanjû, 1981), de Shinji Sômai

Adolescente no colegial herda, por linha sucessória, o comando de um clã yakuza.

*

Realização: Cine FAP
 
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Cine FAP: "O Inesquecível", de Keisuke Kinoshita

O Cine FAP realiza em outubro mostra de filmes japoneses da era clássica: nesta segunda, dia 26, a exibição e discussão de O Inesquecível (também conhecido como Amor Imortal), do cineasta Keisuke Kinoshita. A mostra continua em novembro e dezembro com filmes japoneses modernos (em torno da nouvelle vague japonesa e do cinema de gênero dos anos 70 e 80 - a programação será divulgada em breve).



 Cine FAP apresenta: 
"O Inesquecível", de Keisuke Kinoshita
    
 
Heibei (Tatsuya Nakadai) é um jovem que retorna para casa após lutar na II Guerra, e força o seu casamento com Sadako (Hideko Takamine) após violentá-la e usar sua influência para convencer o pai da garota. A partir daí, o casal vive uma relação conflituosa, pois a Sadako era apaixonada por Takashi (Keiji Sada), um combatente japonês que Heibei odiava desde criança.


Serviço:

dia 26/10 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA


Realização: Cine FAP
 

Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Cine FAP: "Irmãs de Gion", de Kenji Mizoguchi

O Cine FAP prossegue em outubro com a exibição e debate de filmes do cinema clássico japonês: nesta segunda, dia 19, Irmãs de Gion, de Kenji Mizoguchi. Ainda em outubro, O Inesquecível, de Keisuke Kinoshita.


 Cine FAP apresenta: 

"Irmãs de Gion", de Kenji Mizoguchi

Irmãs de Gion segue os caminhos paralelos da rebelde Omocha (Isuzu Yamada) e de sua irmã Umekichi (Yoko Umemura), ambas gueixas do distrito de Gion. Protótipo estilístico e temático da obra do então jovem Mizoguchi, em seu olhar amargo sobre as forças que atiram a mulher para baixo da ladeira social.
 
"... Robin Wood observou que os dois filmes (Elegia de Osaka e Irmãs de Gion, ambos de 1936) formam um par, sendo o primeiro 'tão exclusivamente dedicado à análise da opressão da mulher no âmbito familiar, enquanto que o segundo é como um desenvolvimento, está além disso.'. Elegia de Osaka, mesmo que poderoso, é assim como o filme fraco do par, em certos momentos desajeitado, hiperretórico ou incerto em seu equilíbrio entre a distância e o envolvimento. Irmãs de Gion é uma obra-prima, um dos filmes mais perfeitos de Mizoguchi. Sua encenação - tomadas longas, estáticas, entremeadas de travellings implacáveis - expõe as estruturas opressivas da sociedade japonesa com claridade de tirar o fôlego. Nem a conformidade nem a rebelião oferecem uma rota de fuga para as mulheres condenadas de Mizoguchi. O exame do tema é exemplar em sua concisão, força e rigor. Mesmo que Mizoguchi tenha feito, mais tarde, filmes de maior complexidade, a precisão aguda de Irmãs de Gion permanece singular." (retirado de: http://sensesofcinema.com/2002/great-directors/mizoguchi/)

Serviço:
dia 19/10 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

***

Programação do ciclo:

05/10 -
Sr. Obrigado (Arigatô-san, 1936), de Hiroshi Shimizu
Sr. Obrigado é um jovem motorista de ônibus. Conhecido por sua simpatia, conduz com prudência e humanidade seu ônibus no meio de uma estrada que reflete as idiossincrasias de seu país.

19/10 -
Irmãs de Gion (Gion no shimai, 1936), de Kenji Mizoguchi

Irmãs de Gion segue os caminhos paralelos da rebelde Omocha (Isuzu Yamada) e de sua irmã Umekichi (Yoko Umemura), ambas gueixas do distrito de Gion. Protótipo estilístico e temático da obra do então jovem Mizoguchi, em seu olhar amargo sobre as forças que atiram a mulher para baixo da ladeira social.


26/10 - O Inesquecível ou Amor Imortal (Eien no Hito, 1961), de Keisuke Kinoshita

Heibei (Tatsuya Nakadai) é um jovem que retorna para casa após lutar na II Guerra, e força o seu casamento com Sadako (Hideko Takamine) após violentá-la e usar sua influência para convencer o pai da garota. A partir daí, o casal vive uma relação conflituosa, pois a Sadako era apaixonada por Takashi (Keiji Sada), um combatente japonês que Heibei odiava desde criança.

Realização: Cine FAP
 
Apoio: Coletivo Atalante

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cine FAP: Cinema clássico japonês com "Sr. Obrigado" de Hiroshi Shimizu

O Cine FAP exibe e debate em outubro três filmes clássicos japoneses. Sr. Obrigado, uma das obras-primas de Hiroshi Shimizu, veterano do cinema japonês; Irmãs de Gion, um dos primeiros grandes filmes do jovem Kenji Mizoguchi; e O Inesquecível, filme da maturidade de Keisuke Kinoshita.


 Cine FAP apresenta: 

"Sr. Obrigado", de Hiroshi Shimizu
 
Sr. Obrigado é um jovem motorista de ônibus. Conhecido por sua simpatia, conduz com prudência e humanidade seu ônibus no meio de uma estrada que reflete as idiossincrasias de seu país. 


Somos imersos em Sr. Obrigado em uma inocência das formas, muito advinda de uma inventividade estrutural presente em todo o cinema da década de 30. Aqui, a câmera coloca-se como um passageiro do ônibus: viaja com liberdade sobre a paisagem, brevidade que afirma não sermos capazes de tudo ver, mas de ver bem o que nos for possível. É um tanto como o Stagecoach de Ford: através do encontro de passageiros em uma viagem, forma-se no microcosmo um painel tanto da base que funda um país, quanto de sua sociedade vigente. Shimizu destila em invasões fortuitas, corriqueiras de viagem, seu prognóstico de um Japão profundo e incógnito, de histórias que são mais convenientes esquecidas. Sua clarividência é casualmente as apresentar em forma de comentário breve ou desapercebido, como detalhes no fundo de um plano, em meros forros de seu percurso, para em seu acúmulo imperceptível sermos fustigados pela história não-oficial de seu país: suas ruínas e misérias à sombra de bons sentimentos, um híbrido do drama e da comédia capaz de contrastar nas curvas de seu caminhos sorrisos diante de pesares.

Serviço:
dia 05/10 (segunda)
às 19 hs
no Auditório Antonio Melillo, na FAP - Faculdade de Artes do Paraná
(Rua dos Funcionários, 1357, Cabral)
ENTRADA FRANCA

***

Programação do ciclo:

05/10 -
Sr. Obrigado (Arigatô-san, 1936), de Hiroshi Shimizu
Sr. Obrigado é um jovem motorista de ônibus. Conhecido por sua simpatia, conduz com prudência e humanidade seu ônibus no meio de uma estrada que reflete as idiossincrasias de seu país.

19/10 -
Irmãs de Gion (Gion no shimai, 1936), de Kenji Mizoguchi

Irmãs de Gion segue os caminhos paralelos da rebelde Omocha (Isuzu Yamada) e de sua irmã Umekichi (Yoko Umemura), ambas gueixas do distrito de Gion. Protótipo estilístico e temático da obra do então jovem Mizoguchi, em seu olhar amargo sobre as forças que atiram a mulher para baixo da ladeira social.


26/10 - O Inesquecível ou Amor Imortal (Eien no Hito, 1961), de Keisuke Kinoshita

Heibei (Tatsuya Nakadai) é um jovem que retorna para casa após lutar na II Guerra, e força o seu casamento com Sadako (Hideko Takamine) após violentá-la e usar sua influência para convencer o pai da garota. A partir daí, o casal vive uma relação conflituosa, pois a Sadako era apaixonada por Takashi (Keiji Sada), um combatente japonês que Heibei odiava desde criança.

Realização: Cine FAP
Apoio: Coletivo Atalante

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Minicurso de história do cinema: o cinema clássico japonês

INSCRIÇÕES ENCERRADAS

Dando prosseguimento aos minicursos mensais de história do cinema, o Sesi oferece no dia 30 de agosto (sábado) das 8 às 12 e das 14 às 18 horas, no Sala Multiartes do Centro Cultural Sistema Fiep, minicurso sobre o Cinema Clássico Japonês.
Ministrados pelo cineclubista Miguel Haoni, do Coletivo Atalante, os mini-cursos têm carga horária de 8 horas, inscrições gratuitas e vagas limitadas. 


A tradição do cinema narrativo clássico no Japão
cinema clássico grassou uma rcepção mundial imensa atingindo os mais distantes pólos de produção. No Japão, os cineastas que antes, durante e após a Segunda Guerra operavam a matriz melodramática associada ao zen e à crise da modernização, ofereciam ao mundo uma forma particular de arte. o enquadramento de Mikio Naruse, a decupagem de Yasujiro Ozu e a mise-en-scène de Kenji Mizoguchi não apenas representavam uma variação formal mas uma maneira única e inovadora de observar o mundo.


Sobre o primeiro mestre a chegar no ocidente, Kenji Mizoguchi:
"Os franceses, sempre os franceses, por intermédio dos Cahiers du Cinéma, empreenderam sua canonização. Várias críticas, trechos de roteiros traduzidos, as memórias de Yoda e até algumas monografias foram publicados. Num período no qual Ozu, Naruse e outros permaneciam praticamente desconhecidos no ocidente, Mizoguchi representava a única grande alternativa ao espetacular e complexo Kurosawa. Os elogios chegaram a ser superlativos. "Kenji Mizoguchi é para o cinema", escreveu Jean Douchet, "o que Bach é para a música, Cervantes para a literatura, Shakespeare para o teatro, Ticiano para a pintura: o maior". Seu ritmo fluido e suas imagens refinadas incorporaram a mística da mise-en-scène que era central à estética dos Cahiers. O êxtase de Sarris diante da visão do lago cintilante de madame Yuki pertence a essa linha de pensamento. Godard escreveu que Mizoguchi queria simplesmente "deixar as coisas se apresentarem, com a mente intervindo somente para apagar seus próprios rastros". Jacques Rivette observou que seus filmes, mesmo muito distantes culturalmente, "falam a nós numa linguagem muito familiar. Que linguagem? A única a que os diretores devem aspirar, a da mise-en-scène".
(David Bordwell, Figuras traçadas na luz)

Unidades:
1 - Velho romantismo e novo realismo
2 - Arte do espaço
3 - Os encantos da rotina

Referências:
1 - NAGIB, Lúcia (org.) Mestre Mizoguchi - uma lição de cinema. São Paulo: Navegar Editora, 1990.
2 - NAGIB, Lúcia e PARENTE, André. Ozu - o extraordinário cineasta do cotidiano. São Paulo: Marco Zero, 1990.
3 - "Tormento". Mikio Naruse. 1964. JAP. p&b. 98 min.

Serviço: 
dia 30 de agosto (sábado)
das das 8 às 12 e das 14 às 18 horas
na Sala Multiartes do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200 - Centro Cívico - Curitiba/PR)

Realização: Sesi (http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Cineclube da Cinemateca: "Os 47 Ronins - Parte 2", de Kenji Mizoguchi

Neste sábado, dia 16 de agosto, o Cineclube da Cinemateca apresenta o filme "Os 47 Ronins – Parte 2" de Kenji Mizoguchi. A entrada é franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
“Os 47 Ronins – Parte 2”, de Kenji Mizoguchi


Japão, 1701. Lorde Asano é condenado a cometer seppuku, após agredir o arrogante Lorde Kira, o mestre de cerimônias do Xogum. Após a sua morte, seus samurais decidem vingá-lo. Clássico absoluto de Kenji Mizoguchi (Contos da Lua Vaga), um dos maiores diretores de todos os tempos.

Serviço:
16 de agosto (sábado)
às 15h 
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321-3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Cineclube da Cinemateca: programação de agosto

Programação de agosto:
02/08- "Os 47 Ronins - Parte 1", de Kenji Mizoguchi
16/08 - "Os 47 Ronins - Parte 2", de Kenji Mizoguchi

Serviço:
Sábados
às 15hs
na Cinemateca de Curitiba(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante