Mostrando postagens com marcador Luis Buñuel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Luis Buñuel. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cineclube do Celin: "Os Esquecidos" de Luis Buñuel


Nos subúrbios da Cidade do México um grupo de jovens delinqüentes passa os dias cometendo pequenos roubos. Um fugitivo de um reformatório, Jaibo (Roberto Cobo), por ser mais velho e experiente se torna o líder natural deles. Um dia, na companhia de Pedro (Alfonso Mejía), Jaibo se descontrola e espanca Julian (Javier Amézcua) até a morte, pois supostamente este o teria delatado. Pedro, que tem uma grande necessidade de carinho materno mas é ignorado por sua mãe (Estela Inda), carrega um sentimento de culpa por se considerar cúmplice de Jaibo, que se comporta como se nada tivesse acontecido. Jaibo ainda tenta seduzir a mãe de Pedro, que não lhe dá nenhuma abertura, fazendo com que o confronto entre Jaibo e Pedro seja algo inevitável.

Serviço:
dia 19/06 (sexta)
às 19h30
No Anfi 400 da UFPR
(Rua General Carneiro, 480 - Reitoria, Edifício Dom Pedro I, 4° andar)
ENTRADA FRANCA

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Cineclube da Cinemateca: "O Alucinado", de Luis Buñuel

O Cineclube da Cinemateca apresenta neste sábado, dia 5 de julho, "O Alucinado" de Luis Buñuel. A entrada é franca!

Cineclube da Cinemateca apresenta:
 "O Alucinado", de Luis Buñuel

Francisco corteja Gloria. Então descobre que ela é noiva de seu amigo Raul. Francisco, homem rico, bem apessoado e envolvente tanto investe que Gloria se deixa levar e se casa com ele. Tudo poderia ser maravilhoso não fosse um defeito que ninguém acredita que Francisco tenha: ele é alucinado. Este é um dos filmes mais bem conceituados de Luis Buñuel.

Serviço:
5 de julho (sábado)
às 15h 
Na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Cineclube da Cinemateca: programação de julho

Programação:
05/07 - "O Alucinado", de Luis Buñuel
26/07 - "Memórias de um Assassino", de Bong Joon-Ho

Serviço:
sábados
às 15hs
na Cinemateca de Curitiba(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 - 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Destruindo “Um Cão Andaluz”



Luis Buñuel e Salvador Dalí partiram de uma premissa relativamente simples para a confecção do roteiro de "Um Cão Andaluz" (França, 1929): qualquer ideia que pudesse ser compreendida racionalmente era sumariamente descartada, restando assim apenas imagens e ações "inexplicáveis". Esta disposição permitiria aos realizadores executar o filme a partir das necessidades de seus inconscientes, de suas vontades mais recônditas, sombrias, travestidas de um permanente "dizer nada".
Entretanto, este "nada" vira "tudo" no momento em que os devaneios dos artistas se materializam no filme pronto, permitindo assim que qualquer pessoa atribua sentidos àquilo que originalmente era livre associação e escrita automática.
Hoje as intenções por trás das escolhas inconscientes dos artistas são nítidas, sobretudo graças à colaboração de Sigmund Freud ao pensamento ocidental contemporâneo. Freud percebeu que o Homem era dominado por pulsões que escapavam à sua razão, mas que poderiam ser apreendidas e analisadas através da linguagem. E é desta maneira que localizamos as disposições iconoclastas e eróticas (Eros e Thanatos) num discurso que, para os seus emissores, não deveria existir.
Tomemos, por exemplo, o fragmento (a obra não nos permite chamar o encadeamento de ações de "cenas") central do filme: após o atropelamento da figura andrógina, o Homem que observava pela janela é acometido porum furor sexual que o lança para cima da Mulher, acariciando-lhe os seios enquanto vira os olhos e baba sangue. A associação entre o desejo erótico e a morbidez cadavérica amplifica a confusão do personagem.
Em seguida, a Mulher foge e se arma com uma raquete, ameaçando o Homem. Ele para, encara a Mulher, olha ao redor e pega duas cordas antes de partir para cima do objeto de seu desejo. As cordas estão atadas a duas tábuas (como as dos 10 Mandamentos), dois pianos, dois asnos mortos e dois padres, o que o obriga a arrastarum peso descomunal. O dado mais interessante da ação é o fato de que o sujeito "procura" pelos elementos (aqui podemos resumir os objetos ao termo "Cultura") que o impedem de dar vazão plena ao seu desejo. O peso das coisas o protege de si mesmo.
Quando a Mulher escapa de vez, ele larga tudo. Mas é tarde demais. A Mulher bate a porta pretendo a sua mão direita (a mão do Homem em contraste com a mão de Deus) de onde caem as formigas. Representaria isto a perda do controle?
No quarto, o mesmo Homem aparece deitado com a fantasia que lhe atribui um aspecto infantil. A campainha toca (uma coqueteleira!) e a Mulher abre a porta (a Mulher sempre abre e fecha portas simbólicas) para uma figura que não sabemos quem é, mas que logo assume uma função paterna autoritária, arrancando a fantasia do Homem (nos dois sentidos) e atirando-a pela janela. Esta figura sem rosto (pois permanece sempre de costas para a câmera) coloca o Homem de castigo no canto do quarto e quando se vira revelando sua identidade (intertítulos anunciam: "seis anos depois")  descobrimos que é o mesmo Homem! Ele caminha até a escrivaninha, pega os livros e entrega para a persona de castigo. Os livros transformam-se em revólveres que alvejam a persona autoritária, numa franca conversão da cultura em objeto libertador (em contraste com as quinquilharias aprisionadoras da ação anterior).
Na hora da morte, contudo, a "figura paterna" cai em um cenário idílico a tempo de passar as mãos nas costas nuas de uma mulher que desaparece em seguida. Ele também era um prisioneiro.

Transformando desta maneira em palavras as imagens de "Um Cão Andaluz", podemos desvendar mais facilmente o hermetismo de seus símbolos. Tais imagens são plenas de sentido e revelam a vontade de seus produtores de abraçar a liberdade, que permanece sempre como as belas costas que escorrem nas pontas de nossos dedos.

Miguel Haoni

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Um Cão Andaluz"

O Cineclube Sesi Portão apresenta nesta quarta-feira, às 19h30, o filme "Um Cão Andaluz" de Luis Buñuel e Salvador Dali, encerrando a fase 2012 do Cineclube. Sempre com entrada franca.

Cineclube Sesi Portão apresenta: "Um Cão Andaluz"

Nenhum filme materializou tão precisamente o ideário surrealista quanto “Um Cão Andaluz”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí. Em pouco mais de quinze minutos somos arremessados em uma realidade reconfigurada, na qual os objetos do cotidiano perdem sua familiaridade, estabelecendo aproximações incomuns. Parafraseando Arnaldo Antunes, a mão cheia de formigas pode ser chamada de axila, que pode ser chama de ouriço, que pode ser chamado de cordão de isolamento policial. São as coisas da vida em permanente revolução.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2012)

Serviço:
dia 05/12 (quarta)
às 19h30
no Teatro do Sesi no Portão 
(Rua Padre Leonardo Nunes, 180 – entrada pela rua lateral Rua Álvaro Vardânega)

ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Apoio: Processo Multiartes

Mais informações:

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cineclube Sesi apresenta: "Viridiana" de Luis Buñuel



Sinopse:
Pouco antes de ser ordenada freira, Viridiana faz uma visita a um solitário tio seu, que está à beira da morte. O homem, pervertido e obcecado por sua beleza, tenta seduzi-la de todas as formas, antes de morrer, repentinamente. Com a morte dele, acaba desistindo de ser freira, passando a morar na casa deixada pelo tio. Decide transformá-la em um albergue, movida pelo seu sentimento cristão de piedade e solidariedade, mas os mendigos que lá abriga acabam lhe mostrando as verdadeiras facetas dos seres humanos.

Sobre "Viridiana":
Luis Buñuel foi um dos pilares da história do cinema. Sua trajetória comporta uma vasta filmografia na França (onde realizou as maiores obras do Surrealismo cinematográfico) e no México (onde sagrou-se como maior cineasta da história do país). Espanhol de Calanda, Buñuel, entretanto, até 1961 havia realizado apenas um documentário em seu país - o maldito Terra sem Pão - quando teve oportunidade de executar a obra-prima Viridiana.
Na quase ilegalidade, Buñuel dirige em Madri o seu filme mais subversivo desde A Idade do OuroViridiana representou um reencontro com a terra que um dia foi dele e naquele instante ardia sob as botas da ditadura de Francisco Franco. O autor destila toda a sua poesia anárquica contra as falidas instituições burguesas: a família, a religião, o autoritaritarismo no amor e a falsa filantropia. Tudo isso através de símbolos oníricos e sexuais.
Viridiana é a fé na violência das imagens. Com cenas imortais, o filme permanece até hoje como um grito desesperado pela liberdade total. Não podemos esperar nada menos da arte.

Miguel Haoni

Serviço:
dia 26/07 (quinta)
às 19h30*
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema FIEP**
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

*Exibição seguida de debate em português e espanhol.
** Sala com 25 lugares, sujeita à lotação.

Realização: Sesi
Parceria:Instituto Cervantes 
Apoio: Processo Multiartes

Mais informações no site do Sesi: