Mostrando postagens com marcador Raoul Ruiz. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Raoul Ruiz. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Cineclube do Atalante: A Telenovela Errante

  O Cineclube do Atalante na Cinemateca de Curitiba exibe neste sábado um filme de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento. Sessão com entrada franca e seguida de conversa, sempre.


A TELENOVELA ERRANTE

 

(Chile, 2017, 80 min., comédia/drama, 14 anos.)

 

Direção: Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento.

 

O filme gira em torno do conceito de novela. Sua estrutura parte do pressuposto de que a realidade chilena não existe e é, na verdade, um conjunto de telenovelas que funcionam como um filtro revelador.

 

Serviço:

 

CINECLUBE DO ATALANTE

“A Telenovela Errante” (2017), de Raúl Ruiz e Valeria Sarmiento

Sábado, 10/08

Às 16h

Na Cinemateca de Curitiba

(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)

(41) 3321-3552

ENTRADA FRANCA

 

Realização: Coletivo Atalante

Apoio: @fcccuritiba

 

PROJETO REALIZADO COM RECURSOS DO PROGRAMA DE APOIO E INCENTIVO À CULTURA - FUNDAÇÃO CULTURAL DE CURITIBA, PREFEITURA MUNICIPAL DE CURITIBA, MINISTÉRIO DA CULTURA E GOVERNO FEDERAL



quarta-feira, 16 de setembro de 2020

Podcast do Atalante: novo episódio #2


Já está no ar o novo episódio do Podcast do Atalante, nosso programa dedicado a discutir cinema e crítica cinematográfica.


Neste segundo episódio discutimos algumas dúvidas trazidas pelos ouvintes em nossas redes, retomando o texto "Imagens de imagens" do diretor Raúl Ruiz, a ideia da cópia na criação artística, o Maneirismo no cinema e ainda debatendo a cinefilia e nossa relação com os filmes durante a pandemia.

No próximo episódio, vamos discutir um novo texto, a ser escolhido por você em votação no nosso Instagram nos próximos dias.

Ouça, participe, debata. E, se puder, fique em casa!

Disponível para ouvir aqui.

Apresentado e produzido por Catalina Sofia, Giovanni Comodo e Waleska Antunes. Editado por Catalina Sofia.

Realização: Coletivo Atalante

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

Podcast do Atalante: novo episódio #1



Já está no ar o novo episódio do Podcast do Atalante, nosso programa quinzenal dedicado a discutir cinema e crítica cinematográfica.

Neste primeiro episódio oficial discutimos o texto escolhido por vocês em votação no Instagram: "Imagens de imagens" do diretor chileno Raúl Ruiz - o qual propõe uma discussão sobre a aparente originalidade das imagens enquanto juízo de valor e a relação com a reprodução, em uma série de provocações. O texto está disponível para leitura aqui.

No próximo episódio, a pauta será livre. Envie suas dúvidas, sugestões ou temas para nós, via blog, Facebook ou Instagram.


Ouça, participe, debata. E, se puder, fique em casa!

Disponível para ouvir aqui.

Apresentado e produzido por Catalina Sofia, Giovanni Comodo e Waleska Antunes.

Realização: Coletivo Atalante

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Cineclube da Cinemateca: O Cinema Feérico de Raúl Ruiz




Raúl Ruiz (1941-2011), cineasta chileno exilado na França, compôs, entre diversos países, elencos e línguas uma obra invulgar de mais de cem filmes, cujo princípio parece ser aquele do sonho: um cinema feérico, amplamente ancorado na experiência surrealista ou lúdica, na lógica da liberdade erudita, no jogo de labirintos intelectuais ou linguísticos, cujo centro parece ser a palavra: Mistério. Apresentamos, em formato introdutório à obra, uma seleção de quatro filmes e sua rara minissérie infantil para a TV portuguesa, Manoel na Ilha das Maravilhas.

Obs: Todos os filmes têm a classificação indicativa 12 anos (Manoel na Ilha das Maravilhas com indicação livre.)


02/10 – O Território 














(The Territory, 1981/Portugal -  104 min. Com: Geoffrey Carey, Duarte de Almeida, Rebecca Pauly)

Uma família de campistas parte sem rumo definido para um passeio na floresta. O guia desaparecido, encontram-se perdidos no "Território", um espaço de indefinição: não só o território não corresponde mais ao mapa, como se recusa a se submeter à lógica.
Inglês com legendas em português.


09/10 – A Cidade dos Piratas

 












(La Ville des Pirates, 1983/França, 111 min. Com: Hugues Quester, Anne Alvaro, Melvil Poupaud, André Hengel, Duarte de Almeida, Clarisse Dole, André Gomes)

Romance de formação, fábula onírico-arquetípica - Isidore vive como uma gata borralheira na casa dos pais, no litoral dos mares do Sul, quando sua espera tem fim ao encontrar em seu armário Malo, um menino que fugiu de casa, espécie de Peter Pan que ama ouro e só come alho, com quem viaja para a Ilha dos Piratas, onde vive Toby, um homem dentro de quem vive toda sua família.
Francês com legendas em português.


16/10 – Manoel na Ilha das Maravilhas

 












(Les Destins de Manoel, 1984/Portugal - 150 min. Com: Ruben De Freitas, Marco Paulo De Freitas, Aurelie Chassel, Fernando Heitor, Diogo Doria)

Série infantil em três episódios destinada à programação de Natal da TV portuguesa. 1º episódio: Manoel, sete anos, mora numa vila litorânea na ilha de Madeira. Manoel visita um jardim proibido e se encontra consigo mesmo aos treze anos de idade, descobrindo que certas escolhas que deverá fazer ao longo do dia influirão decisivamente em seu destino e no de sua família. 2º episódio: Manoel parte com a escola num passeio à floresta. Durante a soneca coletiva numa clareira, Manoel encontra um pirata com quem troca de aparência. 3º episódio: Manoel vai viver com sua tia na cidade de Funchal. Lá ele encontra Marilina, uma pequena campeã de xadrez, e um misterioso capitão.
Versão francesa com legendas em português.


23/10 – O Tempo Redescoberto

 












(Le Temps Retrouvé, 1999/França, 158 min. Com: Catherine Deneuve, Emmanuelle Béart, Vincent Perez, John Malkovich, Pascal Greggory)

Em 1922, Marcel Proust, em seu leito de morte, rememora sua vida. Sua vida, isto é, sua obra e os personagens da realidade se fundem com aqueles da ficção e a ficção toma pouco a pouco conta da realidade. Todos seus personagens se metem a assombrar o pequeno apartamento da rua Hamelin e os dias felizes da infância se alternam com as lembranças mais próximas de sua vida social e literária. Adaptação de Em Busca do Tempo Perdido e, em especial, do último volume, O Tempo Redescoberto.
Francês com legendas em português.


30/10 – Combate do Amor em Sonho

 











(Combat d'amour en songe, 2000/França, 122 min. Com: Melvil Poupaud, Elsa Zylberstein, Lambert Wilson, Christian Vadim, Diogo Doria, Rogerio Samora, Marie-France Pisier, Mathieu Demy)

Piratas e tesouros. O bem e o mal. Tal como em uma história para crianças: narrar os acontecimentos é o verdadeiro tesouro. O fantástico faz parte da vida e do cinema. Estranhas anomalias físicas, manuscritos indecifráveis, guardas de um olho só. Um jovem de coração puro, partidário da liberdade de pensamento, é confrontado com a pressão social para que enriqueça a qualquer preço. Um grupo de crianças cegas que tenta converter aqueles que não acreditam no poder da fé cristã. Um bordel de velhas freiras, que se prostituem para pagar o aluguel. Contradições e ironias que transformam este conto de fadas em uma espécie de fábula filosófica. Entretanto, o diretor Raoul Ruiz lembra que seu filme tem uma relação estreita com a realidade: no começo do século, Ricardo Latcham, um jovem de 20 anos, mero funcionário da Biblioteca Nacional do Chile, foi contratado por um caçador de tesouros. Juntos, chegaram até o norte do país, em Guayacam, onde se envolveram em aventuras fabulosas.
Francês com legendas em português.


Serviço:
Sessões aos domingos
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 1174 - São Francisco)
(41) 3321 – 3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Cinemateca de Curitiba e Coletivo Atalante

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A hipótese do quadro roubado


(Raoul Ruiz, 1979)
Por Daniel Dalpizzolo
Em A Hipótese do Quadro Roubado, semelhante ao que fez Orson Welles em Verdades e Mentiras, Raoul Ruíz parte de uma análise aparentemente técnica sobre a manifestação artística para, através dela, desafiar seu filme – e consequentemente a nós, espectadores – por uma aventura que ultrapassa os limites da narrativa e da encenação cinematográficas – num elegante jogo metalinguístico barroco e fantasioso. Se Welles, em seu filme de 1973, questionava a verdade na imagem através de um suposto documentário que a cada passo dado se mostrava mais e mais falso (talvez seja o filme definitivo sobre a encenação), aqui Ruiz vai além dessa problemática para adentrar possibilidades complementares, especialmente a relação que os signos utilizados para a composição destes quadros (seja um quadro de cinema ou um quadro de pintura, como os que dão sustentação às observações do personagem), e posteriormente seu resultado final enquanto imagem, mantêm com o receptor de arte após seu contato primário com o olhar – aquilo que se converte em assimilação – e, finalmente, chegando à forma como nós, receptores, reagimos a eles, numa busca inevitável por sua compreensão.
O personagem central de A Hipótese do Quadro Roubado, que conhecemos apenas como O Colecionador, se propõe, na companhia de um narrador oculto, a compreender a relação entre seis polêmicos quadros de um pintor impressionista do final do século XVIII – seriam sete caso um deles não tivesse sumido misteriosamente. O cenário deste jogo é a mansão em que reside o Colecionador, que se torna palco de uma viagem viva pela arte do artista que o obceca – o que de imediato também faz lembrar de Arca Russa, de Alexandr Sokurov, que utiliza-se de um dispositivo semelhante. A câmera de Ruíz transita pelo pátio coberto por névoa, pelas salas imensas e por demais cômodos da casa, que parecem ganhar vida apenas quando preenchidos pelos fragmentos imagéticos dos quadros (ou por eles em sua integridade), que por sua vez passam a fazer parte dos cenários pelos quais transita nosso personagem para que, a partir de algumas características particulares de cada um, ele construa sua teoria de correlação entre as pinturas, que justificaria a reação agressiva tida a elas à sua época – através de pequenos elementos que ligariam-nas a um escândalo.
As intenções de Ruíz, porém, se distanciam gradativamente dos quadros e de seus significados, objetivo específico de seu personagem e por nós recebido meramente por suposições. O que há de mais brilhante em A Hipótese do Quadro Roubado é como o cineasta vai se utilizando desta obsessão para compôr um filme no qual todas as informações recebidas parecem filtradas unicamente pelo olhar de seu personagem, um homem praticamente isolado de todos os fatores externos à obra do pintor, e que, sugado pelo mistério que elas propõem, vive uma busca indelével e desgastante por sua compreensão – uma diluição feita através de sua precisa perícia técnica e que é bem sucedida desde suas escolhas mais primárias, como a opção pela fotografia em preto e branco, que com sua textura inexpressiva acaba acachapando tanto as pinturas quanto suas reproduções tridimensionais em uma mesma realidade, uma realidade possível somente no cinema ou na mente, jamais na vida.
Ao mesmo tempo também parece haver algo de muito irônico e bastante verdadeiro na forma com que Ruíz encerra este breve período que passamos com seu personagem fictício: suas teorias sobre a obra do pintor vão de ideias pertinentes a outras relações aparentemente absurdas, mas acabam fazendo com que ele, por fim, deposite suas esperanças de compreensão plena das intenções do artista no famigerado quadro roubado, como se fosse ele a chave para o enigma de sua arte. O que possibilita algumas reflexões interessantes sobre o consumo e também sobre a própria existência da arte, que é intrinsecamente dependente do mistério, dos segredos da expressão de seu artista, que muitas vezes podem permanecer ocultos por detrás de outros elementos de sua misé en scène. Diante do isolamento do mundo construído por esta necessidade de compreensão plena, o Colecionador acaba enfim soando como uma representação da resposta para uma questão bem mais abrangente: de que a arte, para existir, necessitará eternamente do mistério – e, em contraponto, a obsessão excessiva pela compreensão íntegra de todos os seus signos, não obstante, pode tornar-se o equivalente intelectual a uma prisão.
Texto original: http://multiplotcinema.com.br/2013/10/a-hipotese-do-quadro-roubado/

terça-feira, 19 de maio de 2015

Cineclube Sesi: "A Hipótese do Quadro Roubado" de Raoul Ruiz

Nesta quinta-feira, dia 21, o Cineclube Sesi exibe "A Hipótese do Quadro Roubado" de Raoul Ruiz, dando sequência ao ciclo Cinema e outras artes, que contará ainda com "Lavoura Arcaica" de Luiz Fernando Carvalho (28/05).
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta: 
"A Hipótese do Quadro Roubado" de Raoul Ruiz


Dois narradores, um visto e outro não visto, discutem possíveis conexões entre uma série de pinturas. O narrador que se apresenta na tela caminha por reproduções tridimensionais de cada pintura, apresentando pessoas reais, que por vezes estão se movendo, em um esforço para explicar o significado da série.

Serviço:
dia 21/05 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cineclube Sesi: Cinema e outras artes

Programação
07/05 - "Meu Tio", de Jacques Tati
14/05 - "Salomé", de Carmelo Bene
21/05 - "A Hipótese do Quadro Roubado", de Raoul Ruiz
28/05 - "Lavoura Arcaica", de Luiz Fernando Carvalho

Serviço:
Toda quinta
às 19h30 
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante

terça-feira, 6 de maio de 2014

Cineclube Sesi: "A Cidade dos Piratas", de Raoul Ruiz

Nesta quinta-feira, dia 8, o Cineclube Sesi apresenta "A Cidade dos Piratas", de Raoul Ruiz, abrindo o ciclo Cinema Maneirista que contará ainda com "Dublê de Corpo" de Brian De Palma (dia 15), "A Divina Comédia" de Manoel de Oliveira (dia 22) e "Estrada Perdida" de David Lynch (dia 29)
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta:
 "A Cidade dos Piratas", de Raoul Ruiz

História de um confronto entre uma criança que fugiu de casa e uma mulher que talvez seja sua mãe. História da sedução que esta criança exerce sobre a mulher, para empurrá-la para o suicídio ou para a escravidão. História de um assassino que se esconde numa ilha e vê o seu futuro carrasco, encarnado numa criança que é uma réplica exata de si mesmo, enquanto criança. Três histórias que são uma só.

Serviço:
dia 08/05 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Cineclube Sesi apresenta: Cinema Maneirista

Programação
08/05 - "A Cidade dos Piratas", de Raoul Ruiz
15/05 - "Dublê de Corpo", de Brian De Palma
22/05 - "A Divina Comédia", de Manoel de Oliveira
29/05 - "Estrada Perdida", de David Lynch

Serviço:
Toda quinta 
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante