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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

História(s) do Cinema- Cineclube do Atalante: Curtas dos Irmãos Lumière e O Garoto

Sessão dupla: Curtas dos irmãos Lumière + “O Garoto” de Charles Chaplin
Curtas dos irmãos Lumière

Fundadores do cinema, os irmãos Lumière e sua equipe foram responsáveis por pelos primeiros filmes da História. Limitados pela duração da bobina de gravação da época e realizados com equipamentos pesados, seus vários curtas de pequena duração chocaram e inspiraram o mundo. Nesta sessão, serão apresentados alguns dos seus trabalhos mais famosos como “A Saída da Fábrica Lumière em Lyon” (1895), “O jantar do bebê” (1895), “A chegada do trem na estação” (1896) e “Danse Serpentine” (1899).

Dirigidos pelos Irmãos Lumière.

O Garoto

(The Kid , EUA, 1921, 68 min, livre, com Charles Chaplin, Jackie Coogan, Edna Purviance)


Uma mãe abandona seu filho com um bilhete em uma limusine, mas o carro acaba sendo roubado e a criança é deixada em uma lata de lixo. Um vagabundo encontra o bebê e passa a cuidar dele. Cinco anos depois, a mulher tenta encontrar o filho perdido.

Dirigido por Charles Chaplin.

Serviço:
Sábado, 17 de agosto
Às 16h
Na Cinemateca de Curitiba
(Rua presidente Carlos Cavalcanti, 1174- São Francisco)
(41) 3321-3552
ENTRADA FRANCA

Realização: Coletivo Atalante

Projeto realizado com o apoio do Programa de Apoio e Incentivo à Cultura | Fundação Cultural de Curitiba e da Prefeitura Municipal de Curitiba.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Cineclube Sesi 2 anos: "A Condessa de Hong Kong" de Charlie Chaplin


A Revolução Russa fez com que vários integrantes da nobreza local fugissem para a China e Hong Kong, que na época era um protetorado inglês. Lá cresceram suas filhas que, apesar de terem títulos nobiliárquicos, precisaram se prostituir para sobreviver. Uma destas mulheres é Natascha (Sophia Loren), condessa de pai russo, que é apresentada ao empresário Ogden Mears (Marlon Brando) quando o navio dele aporta em Hong Kong. Ogden e Harvey (Sydney Chaplin), seu amigo, saem com Natascha e outras mulheres na mesma situação, acreditando que apenas as verão naquele dia. Porém, quando o navio deixa Hong Kong, Ogden encontra Natascha escondida no guarda-roupas de sua cabine. Ela deseja ir para os Estados Unidos, onde poderá recomeçar sua vida, mas para tanto precisa da ajuda de Ogden para não ser descoberta como clandestina. Inicialmente reticente, aos poucos Ogden aceita a idéia de ajudá-la.

Serviço:
dia 31/07 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

terça-feira, 22 de julho de 2014

Cineclube Sesi 2 anos: "Um Rei em Nova York", de Charlie Chaplin


Devido às turburlências políticas que ocorrem em seu país, o Rei Shahdov (Charlie Chaplin) decide fugir e procura abrigo na cidade de Nova York. Chegando lá, descobre que foi roubado por um político de seu governo e fica completamente sem dinheiro, tendo que se submeter a trabalhos em comerciais de TV e publicidade. Certo dia, ao ser convidado para visitar uma escola, ele acaba conhecendo o jovem Rupert (Michael Chaplin), um menino de dez anos cujos pais são comunistas. Quando os pais de Rupert são presos por sua ideologia política, é Shahdov quem irá acolhê-lo em sua casa. O governo logo acusa Shahdov de também ser comunista e ele corre o risco de ser condenado.

Serviço:

dia 24/07 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)


ENTRADA FRANCA
   

terça-feira, 15 de julho de 2014

Cineclube Sesi 2 anos: "Monsieur Verdoux", de Charlie Chaplin


Monsieur Verdoux (Charles Chaplin) é um assassino em série golpista. Ele casa com senhoras ricas e logo depois as mata para ficar com toda a herança. Esse dinheiro ele usa para sustentar sua verdadeira família, que se encontra em dificuldades financeiras desde que Verdoux se deu mal nos negócios.

Serviço:
dia 17/07 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
  

Realização: Sesi 
    
    (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

terça-feira, 8 de julho de 2014

Cineclube Sesi 2 anos: "Tempos Modernos" de Charlie Chaplin


Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.

Serviço:
dia 10/07 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

terça-feira, 1 de julho de 2014

Cineclube Sesi 2 anos: "O Garoto" de Charlie Chaplin

Nesta quinta-feira, dia 3, o Cineclube Sesi apresenta  "O Garoto", abrindo o ciclo Charlie Chaplin (comemoração aos 2 anos do cineclube). Ainda em julho serão exibidos "Tempos Moderno" (dia 10), "Monsieur Verdoux" (dia 17), "Um Rei em Nova York" (dia 24) e "A Condessa de Hong Kong" (dia 31). 
Sempre com entrada franca!

Cineclube Sesi apresenta:  "O Garoto", de Charlie Chaplin

Uma mãe solteira deixa um hospital de caridade com seu filho recém-nascido. A mãe percebe que ela não pode dar para seu filho todo o cuidado que ele precisa, assim ela prende um bilhete junto a criança, pedindo que quem o achar cuide e ame o seu bebê, e o deixa no banco de trás de um luxuoso carro. Entretanto, o veículo é roubado por dois ladrões, que quando descobrem o bebê o abandonam no fundo de uma ruela. Sem saber de nada um vagabundo faz o seu passeio matinal e encontra o bebê. Inicialmente ele quer se livrar da criança, mas diversos fatores sempre o impedem e gradativamente ele passa a amá-lo. Paralelamente a mãe se arrepende e tenta reencontrar seu filho, mas quando descobre que o carro foi roubado tem um choque, pois muito provavelmente ela nunca mais verá sua criança.

Serviço:
dia 03/07 (quinta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
   
   (
http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 30 de junho de 2014

2 anos de Cineclube Sesi: Ciclo Charlie Chaplin

Programação
03/07 - "O Garoto"
10/07 - "Tempos Modernos"
17/07 - "Monsieur Verdoux"
24/07 - "Um Rei em Nova York
31/07 - "A Condessa de Hong Kong"

Serviço:
Toda quinta
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi 
Produção: Atalante

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O pequeno gigante


Texto sobre Charles Chaplin e “Luzes da Cidade” (1931)


Em 1927, o filme “O Cantor de Jazz” inaugurou oficialmente um novo ciclo na história do cinema. A partir dele iniciou-se a hegemonia dos filmes totalmente falados, o que representou o fim para uma geração de cineastas que não conseguiram se adaptar à nova tecnologia.
Dentre os sobreviventes nenhum foi mais resistente ao som do que Charles Chaplin. Seu personagem Carlitos garantiu-lhe o posto de rei da pantomima, devido ao caráter universal de sua linguagem corporal. De Tóquio a Belém, milhares de pessoas riam e choravam das graças do vagabundo. Como poderia o seu autor lhe atribuir uma voz, um sotaque, uma língua?
Para Chaplin isso representaria a morte de Carlitos. Sua solução foi simplesmente ignorar as falas e utilizar a música e os efeitos sonoros sincronizados de forma muito mais criativa que os seus pares hollywoodianos.
Na década de 30, enquanto que a demanda por filmes sonoros aumentava, Chaplin insistentemente lutava pela sobrevivência de Carlitos, legando no período seus filmes mais criativos e elaborados: “Luzes da Cidade” em 1931 e “Tempos Modernos” de 1936.
Os títulos são reveladores do interesse de Chaplin em entender os paradoxos da modernização desenfreada das grandes metrópoles e suas decorrentes crises sócio-econômicas. Tal característica associada ao lirismo de Carlitos o colocou na vanguarda daquilo que na França recebeu o nome de “realismo poético” influenciando autores como Jean Renoir (“Tire-au-flanc”) e Jean Vigo (“Zero de Conduta”). Sua influência surge também quando anos mais tarde na Itália, a representação realista é revigorada por cineastas como Vittorio de Sica (“Humberto D.”) ou Federico Fellini (“A Estrada”) na gênese do cinema moderno.
Nenhum descendente ou mesmo contemporâneo, conseguia, porém, igualar Chaplin na sua força expressiva. Charles Chaplin, ator e diretor, era dois gênios em um (isso se ignorarmos seus trabalhos como roteirista, músico e produtor).
Seu domínio da linguagem clássica tornava seus filmes fluidos e ágeis. A decupagem perfeita (divisão da cena em planos) levava o espectador a experimentar a mais sutil modulação dos sentimentos impressos na tela – o campo x contra-campo final em “Luzes da Cidade” é o auge disto.

Seu triunfo maior, entretanto era a mise-em-scène. Cada gag de Carlitos é uma exploração absolutamente criativa do tempo-espaço cinematográfico. Tomemos como exemplo a cena da montra em “Luzes da Cidade”. Enquanto Carlitos procura a melhor posição para observar o nu da escultura, um alçapão desce e sobe atrás dele. Apesar de ser uma gag clássica do cinema mudo, em Chaplin ela atinge um nível de suspense absurdo em função da perfeição coreográfica e da duração do plano. O desfecho do plano-sequencia, em que Carlitos repreende o operário até que sua estaura é totalmente revelada pela subida da montra, é o limite da exploração de objetos cênicos, rivalizando com os mestres Buster Keaton (“Sherlock Jr.”) e seu herdeiro chinês, Jackie Chan (“Arrebentando em Nova York”).
Para Chaplin, entretanto nenhum objeto cênico era mais rico em possibilidades que o corpo de Carlitos. Sua disposição atlética o permitia extrair graça das mais improváveis situações. O personagem era ao mesmo tempo medíocre (estando no Rolls-Royce rouba a guimba de charuto do chão), aristocrático (espana com um lenço o banco em que vai dormir), romântico (sacrifica-se pela vendedora cega), violento (arruma briga no restaurante), valoroso (salva a vida do milionário) e de uma despreocupada iconoclastia (destrói a ritualística inauguração de um monumento) sem recorrer a uma linha de texto, confiando exclusivamente no seu talento como realizador clássico e seu infinito repertório de piadas físicas.
Tais habilidades encontram seu apogeu neste “Luzes da Cidade”. O filme é praticamente um enfileiramento de set-pieces. Qualquer cena carrega sozinha toda a graça do filme, do cinema de Chaplin e da arte das imagens em movimento.

Miguel Haoni, 2011

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Cineclube Sesi - REPOSIÇÃO: "Luzes da Cidade", de Charlie Chabplin

Em função da queda de energia elétrica da quinta-feira, dia 3, a sessão do filme "Luzes da Cidade", foi adiada e será reposta nesta quarta 9/1 , abrindo o ciclo O Cinema segundo André Bazin que contará ainda com"A Regra do Jogo", de Jean Renoir (10/10), "Soberba", de Orson Welles (17/10), "Stromboli", de Roberto Rossellini (24/10) e "Diário de Um Pároco de Aldeia", de Robert Bresson (31/10).
Sempre com entrada franca!


Cineclube Sesi apresenta: "Luzes da Cidade", de Charlie Chabplin

Sinopse:
Um vagabundo (Charles Chaplin) impede um homem rico (Harry Myers), que está bêbado, de se matar. Grato, ele o convida até sua casa e se torna seu amigo. Só que ele esquece completamente o que aconteceu quando está sóbrio, o que faz com que o vagabundo seja tratado de forma bem diferente. Paralelamente, o vagabundo se interessa por uma florista cega (Virginia Cherrill), a quem tenta ajudar a pagar o aluguel atrasado e a restaurar a visão. Só que ela pensa que seu benfeitor é, na verdade, um milionário.

Sobre o filme:
Charles Chaplin se viu afrontado pela chegada do som em 1927. Para garantir a sobrevivência de seu alter-ego Carlitos, personagem decididamente mudo, Chaplin não podia realizar um filme silencioso.Em 2 anos se dedicou à realizar O filme silencioso.
Em 1931 "Luzes da Cidade" chegou aos cinemas como uma peça de resistência contra a irracional modernização dos tempos. O romance entre o vagabundo e a florista cega transcorre no cenário da Grande Cidade, plena em sua decadência e injustiça. Cada cena no filme é concebida com precisão técnica incomum e com a liberdade poética de um multi-artista no auge de sua louca criatividade.
Chaplin é um coração gigante. Seu filme é de Amor, mas de um Amor maiúsculo: Amor por Carlitos, pelo cinema, pela platéia e pela tão vezes maltratada vida.

Miguel Haoni, 2011

Serviço:
dia 09/10 (quarta)
às 19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA
 

Realização: Sesi 
 
 (
 http://www.sesipr.org.br/cultura/)
Produção: Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

domingo, 29 de setembro de 2013

Cineclube Sesi: O Cinema segundo André Bazin

André Bazin (1918-1958), crítico e cineclubista, é uma das figuras centrais no desenvolvimento do pensamento cinematográfico: formulou o primeiro conjunto de idéias sobre a modernidade no cinema, sobre uma teoria da mise-en-scène e, mais importante, sobre a vocação realista das imagens em movimento.

Seus textos iluminaram o caminho para os futuros cineastas da Nouvelle Vague e dos “cinemas novos” no que tange o valor ontológico da imagem, do plano-seqüência e da montagem;  além de oferecerem algumas das leituras mais sensíveis sobre alguns cineastas e obras que serão contemplados pelo ciclo.

Miguel Haoni
(Cineclube Sesi, 2013)



Programação:
REPOSIÇÃO - 09/10 (quarta) - "Luzes da Cidade", de Charlie Chaplin
10/10 - "A Regra do Jogo", de Jean Renoir
17/10 - "Soberba", de Orson Welles 24/10 - "Stromboli", de Roberto Rossellini 31/10 - "Diário de Um Pároco de Aldeia", de Robert Bresson

Revisão para o vestibular específico de cinema da FAP 2014
Como ação complementar à programação de outubro, o Sesi, em parceria com o Coletivo Atalante e o Grupo Quimera, oferece nos dias 10 e 17 (quintas) das 8:00 as 12:00 e das 14:00 as 18:00 a Revisão para o específico de cinema da FAP 2014. 
Visando a democratização do acesso a faculdade pública, os alunos do curso de Cinema e Vídeo da FAP trazem aos vestibulandos uma grande revisão às vésperas da prova. A Revisão para o específico de cinema da FAP 2014 abordará assuntos e filmes que são base para a prova do dia 20 de outubro, discutindo com os alunos e dando um suporte teórico. Os próprios alunos da FAP ministrarão os assuntos no curso. O evento é gratuito e as inscrições serão por ordem de chegada no dia (30 vagas)

Serviço:
Sessões toda quinta 
19h30
na Sala Multiartes do Centro Cultural do Sistema Fiep
(Av. Cândido de Abreu, 200, Centro Cívico)
ENTRADA FRANCA

Realização: Sesi
Produção: Atalante