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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Oficina de crítica começa em maio


Oficina de crítica cinematográfica: a crítica como poesia (ministrada por Miguel Haoni do Coletivo Atalante) oferecerá uma abordagem teórica do cinema a partir do estudo de textos fundamentais e da apreciação de filmes. Filmes e textos, permitirão um percurso geral e específico em alguns capítulos essenciais da história recente do cinema.

Começaremos investigando o olhar humano no mais visceral dos cineastas: Samuel Fuller. Na sequência introduziremos a reflexão sobre o acordo entre o gesto e o espaço naquilo que o cinema definiu como a sua essência: a mise en scènePor fim, uma abertura sobre o cinema português a partir das experiências de Manoel de Oliveira, João Cesar Monteiro e Pedro Costa.

Com este recorte, ao mesmo tempo amplo e restrito, a oficina pretende a formação do olhar crítico com embasamento histórico sobre a arte cinematográfica e suas diversas dimensões.

Referências bibliográficas:
Foco revista de cinema: http://focorevistadecinema.com.br/
GARDNIER, Ruy (org.) Samuel Fuller: se você morrer eu te mato! CCBB: São Paulo, 2013.
NAGIB, Lucia (org.) Mestre Mizoguchi: uma lição de cinema. Navegar Editora: São Paulo, 1990.
Revista À pala de Walsh: http://www.apaladewalsh.com/
Revista Contracampo: http://www.contracampo.com.br/

Referências fílmicas:
A mulher infame. Kenji Mizoguchi. JAP. 1954. p&b. 83 min.
Anjo do mal. Samuel Fuller. EUA. 1953. p&b. 80 min.
Dentro da noite. Raoul Walsh. EUA. 1940. p&b. 95 min.
O último mergulho. João Cesar Monteiro. POR. 1992. cor. 88 min.

Serviço: Carga horária: 24 horas. dias 3, 4, 5, 6, 10, 11, 12 e 13/05 (primeira quinzena de maio), de terça a sexta, das 19 às 22 horas no Núcleo Cine (Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR).
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.com. Investimento: R$120,00. VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine e Coletivo Atalante

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Oficina de crítica cinematográfica


Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 120 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.

Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela grande e pequena indústria de imagens nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".

Nesse sentido a Oficina de Crítica Cinematográfica, ministrado por Miguel Haoni (do Coletivo Atalante), propõe, com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte, lançar outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.

A oficina pretende observar como diferentes cineastas concebiam a arte em contextos chave de sua história. A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes investigaremos de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

1° Unidade - O neo-realismo de Roberto Rossellini: Uma investigação sobre o percurso do mestre italiano e seu amadurecimento ético-estético no pós-Segunda Guerra Mundial;

2° Unidade - Tempo e memória no cinema moderno: O estudo dos mecanismos cinematográficos para a representação da experiência e dos abismos temporais do indivíduo e suas sociedades;

3° Unidade - O cinema político de Claude Chabrol: A análise dos retratos ácidos da burguesia e da luta de classes nos dramas criminais do mestre francês do suspense .

Sobre a oficina:
Oficina de crítica cinematográfica (ministrada por Miguel Haoni do Coletivo Atalante) oferecerá uma abordagem teórica do cinema a partir do estudo de textos fundamentais e da apreciação de filmes. Filmes e textos, permitirão um percurso geral e específico em alguns capítulos essenciais da história recente do cinema.

Começaremos estudando a pequena revolução moderna perpetrada por Roberto Rossellini em seus filmes sociais e íntimos, católicos e existencialistas. Na sequência introduziremos a reflexão sobre a expressão cinematográfica da dimensão temporal e de como ela se completa na relação entre filme e espectador. Por fim, uma abertura sobre os pontos de interação entre o thriller e a reflexão política no cinema de Claude Chabrol.

Com este recorte, ao mesmo tempo amplo e restrito, a oficina pretende a formação do olhar crítico com embasamento histórico sobre a arte cinematográfica e suas diversas dimensões.


Programa:

Sobre o neo-realismo de Roberto Rossellini:
"Rossellini foi realmente e ainda é neo-realista? Parece-me que você lhe concederá o ter sido. Como contestar, com efeito, o papel desempenhado por Roma cidade aberta e Paisá, na instauração e no desenvolvimento do neo-realismo? Mas você descobrirá sua 'involução', já sensível em Alemanha ano zero, decisiva, segundo você, a partir deStromboli e de Francisco arauto de Deus; catastrófica com Europa 51 eViagem á Itália. Ora, de que acusam essencialmente tal itinerário estético? De abandonar cada vez mais aparentemente a preocupação do realismo social, da crônica da atualidade em prol, é verdade, de uma mensagem moral cada vez mais sensível, mensagem moral que podemos, conforme o grau de má vontade, solidarizar com uma das duas tendências políticas italianas. Recuso de saída deixar descer o debate para esse terreno por demais contingente. Mesmo se houvesse simpatias democratas-cristãs (da qual não conheço nenhuma prova pública ou privada), Rossellini não seria por isso excluído a priori como artista de qualquer possibilidade neo-realista. Deixemos isso. É verdade, todavia, que se tem o direito de recusar o postulado moral ou espiritual que cada vez mais claramente se mostra na obra, mas tal recusa não implicaria a recusa estética na qual se realiza a mensagem, a não ser se os filmes de Rossellini fossem filmes de tese, isto é, que se reduzem a dar uma forma dramática às ideias a priori. Ora, não há diretor italiano cujas invenções possam ser menos dissociadas da forma, e é justamente a partir daí que eu gostaria de caracterizar seu neo-realismo"
(André Bazin, Defesa de Rossellini)

Sobre o cinema moderno:
"Nos Cahiers, o bazinismo modernizado é substituído por um retorno a Eisenstein e Vertov, e o cinema de montagem retoma a palavra decisivamente. A crítica à 'fascinação pela imagem' e ao reinado da continuidade é feita através de uma ostensiva defesa da manipulação do material sonoro e visual - nesta manipulação está localizado o trabalho produtivo essencial. Mesmo o elogio de Jean-Louis Commoli ao cinema direto é feito em outros termos, não mais apoiado na ideia de uma verdade registrada (extraída do real), mas na ideia de que os métodos do cinema direto desafiam a 'representação' (projeção na tela de uma significação que pré-existe ao discurso) e afirmam a ideia de 'produção de significado' pelo trabalho de transformação e desrealização que a filmagem/montagem opera. No texto coletivo, 'Questão teórica' (n.210, 3/1969), Silvie Pierre, Commoli e Narboni, entre outros, afirmam a montagem descontínua, (portanto, algo que rompe com a decupagem clássica e com o bazinismo) como única forma 'não-reacionária' de fazer cinema. Contra o óbvio e o filme 'pleno de sentido', como Garroni, defendem a 'linguagem obscura' de Straub, o discurso de Godard, as experiências da vanguarda americana e o cinema da 'interdição do sentido' de Jean Daniel Pollet."
(Ismail Xavier, A desconstrução)

Sobre Claude Chabrol:
"Poucos terão reunido o unanimismo que ele conseguiu. O último dos críticos, convidado a pronunciar-se sobre a sua obra, dirá: prolífico e irregular. E ninguém levantará um dedo para contestar. Todavia, debaixo dessa ponta do 'iceberg', as constantes são inúmeras e, julgo eu, surpreendentes: os seus quarenta filmes são um permanente jogo com as leis do mercado, apostando nas regras da produção estabelecida (nem sequer se furtando ao confronto com a grande maquinaria televisiva); os atores formam uma família que regressa em cada filme (Stéphane Audran, Bernadette Lafont, Jean-Claude Brialy, Michel Bouquet), dando corpo a séries cuja regularidade e coerência começam a levantar a suspeita de que a visão global da obra - da obra enquanto construção, naquele sentido languiano que Chabrol tanto defende - é mais do que a simples soma das partes; o mesmo vale ainda para as 'séries' que Paul Gégauff, enquanto argumentista, e Jean Rabier, seu eterno diretor de fotografia, poderiam encabeçar; por fim há esse seu regularíssimo uso dos gêneros e das convenções sob a qual invariavelmente se descobre a mesma figura de desdobramento (Charles e Paul), o mesmo triângulo afetivo aproximando-se perigosamente da explosão irracional e do crime"
(M. S. Fonseca, De Paul a Charles passando por Hélène)

Referências bibliográficas:
BAZIN, André. O cinema - Ensaios. Brasiliense: São Paulo, 1991.
Blog Dicionários de Cinema: http://dicionariosdecinema.blogspot.com.br/
Foco revista de cinema: http://focorevistadecinema.com.br/
FONSECA, M. S. Claude Chabrol. Cinemateca Portuguesa: Lisboa, 1987.
OLIVEIRA JR, Luiz Carlos. Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno. São Paulo, 2015.

Referências fílmicas:
A flor do mal. Claude Chabrol. FRA. 2003. cor. 104 min.
Europa '51. Roberto Rossellini. ITA. 1952. p&b. 113 min.
La Jetée. Chris Marker. FRA. 1962. p&b. 29 min.
Mulheres diabólicas. Claude Chabrol. FRA. 1995. cor. 112 min.

Serviço: Carga horária: 24 horas
dias 4, 5, 6, 7, 11, 12, 13 e 14/04 (primeira quinzena de abril)
(de segunda a quinta)das 19 às 22 horasno Núcleo Cine(Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.com
Investimento: R$120,00
VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine e Coletivo Atalante 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Oficina de crítica cinematográfica: Problemas contemporâneos


Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 120 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.

Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria de imagens nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".

Nesse sentido a Oficina de Crítica Cinematográfica: Problemas Contemporâneos, ministrado por Miguel Haoni (do Coletivo Atalante), propõe, com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte, lançar outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.

A oficina pretende observar como diferentes cineastas concebiam a arte em contextos chave de sua história recente. A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes investigaremos de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

1° Unidade: Cinema hitchcockiano: A influência dos filmes de Alfred Hitchcock no cinema moderno e contemporâneo;

2° Unidade: Cinema publicitário brasileiro: Uma análise sobre a crise ética-estética no cinema brasileiro dos últimos anos;

3° Unidade: O caso Pedro Costa: Investigação do projeto estético de um dos mais importantes cineastas portugueses.

Sobre a oficina:
Oficina de crítica cinematográfica: Problemas Contemporâneos (ministrada por Miguel Haoni do Coletivo Atalante) oferecerá uma abordagem teórica do cinema a partir do estudo de textos fundamentais e da apreciação de filmes. Filmes e textos, permitirão um percurso geral e específico em alguns capítulos essenciais da história recente do cinema.

Começaremos abordando a herança dos filmes de Alfred Hitchcock no cinema moderno e contemporâneo a partir dos projetos de José Luis Guerín, Chantal Akerman, Stanley Kubrick, Brian De Palma, Dario Argento entre muitos outros.

Na sequência estudaremos a ascensão do modelo publicitário no cinema brasileiro recente e seu contraponto nos filmes de cineastas veteranos, avaliando a crise estética decorrente desta fratura.

Por fim, uma entrada no cinema português contemporâneo apresentado nos filmes de Pedro Costa. Mais especificamente a trilogia das "Cartas de Fontainhas", produto do encontro entre o cineasta e os imigrantes cabo verdianos nas favelas de Lisboa.

Com este recorte, ao mesmo tempo amplo e restrito, a Oficina pretende a formação do olhar crítico com embasamento histórico sobre a arte cinematográfica e suas diversas dimensões.


Programa:
Sobre o "mestre do suspense":
"A arte de criar o suspense é ao mesmo tempo a de botar o público 'por dentro da jogada', fazendo-o participar do filme. Nesse terreno do espetáculo, um filme não é mais um jogo que se joga a dois (o diretor + seu filme) e sim a três (o diretor + seu filme + o público), e o suspense, como as pedrinhas brancas do Pequeno Polegar ou o passeio de Chapeuzinho Vermelho, transforma-se em um elemento poético, já que seu objetivo é nos emocionar mais, é levar nosso coração a bater mais forte. Censurar Hitchcock por fazer suspense equivaleria a acusá-lo de ser o cineasta menos maçante do mundo, equivaleria também a criticar um amante por dar prazer à sua parceira em vez de só se preocupar com o seu."
(François Truffaut, Introdução do livro Hitchcock/Truffaut: entrevistas)

Sobre o cinema publicitário:
"Desde a sua saída, Le Grand Bleu incomodou os profissionais da cinefilia. Demasiado inconsistente do ponto de vista estético, o filme tornou-se esta coisa triste: um fenômeno social. Não é portanto o fenômeno que foi analisado mas sim o que revelava do seu público jovem que, radiante, o via, a ele, dez vezes. Ora Le Grand Bleu não é, como Jean de Florette ou Camille Claudel, o lifting acadêmico de um cinema cujo prazo acabou há muito, nem um enorme sintoma cujas falhas estéticas obrigam a abandoná-lo aos sociólogos. Se deu a tal ponto a sensação de “acertar” foi precisamente porque tinha qualquer coisa a ver com a estética. A única questão é saber se se trata ainda da do cinema. Voltemos à água e mergulhemos mais à frente. O que é desarmante em Le Grand Bleu é a forma como Besson parece contentar-se com o look que o mar há muito tempo tem em todo e qualquer spot publicitário (lembremo-nos do aterrorizador Ultra-Brite). Menos por inaptidão a filmá-lo do que porque o mar, para ele, é isso: um “grande azul” de síntese no qual se “hidrodesliza” sem fazer ondas."
(Serge Daney, O cinema e a memória da água)

Sobre o cinema de Pedro Costa:
"Esta relação entre a grande arte e a arte de viver dos pobres, é o tema do filme. Uma ilustração espectacular é o episódio da visita ao museu, se é que se pode chamar de visita: de facto, o filme transporta-nos sem transição narrativa para uma sala da Fundação Gulbenkian onde Ventura já se encontra, apoiado na parede, entre o Portrait d'Hélène Fourment de Rubens e oPortrait d'homme de Van Dyck. Silenciosamente, um empregado do museu, negro, como o funcionário da câmara municipal, vem dizer a Ventura que saia, tirando um lenço para limpar as marcas do intruso no chão, tal como o funcionário público já tinha feito, limpando as manchas da sua cabeça da parede branca do apartamento novo. Mais tarde vem buscar Ventura, sentado meditativo num sofá Régence, e fá-lo sair, sempre em silêncio, pela porta de serviço. O segurança está satisfeito com o seu trabalho: não tem nada a ver com a fauna cosmopolita e trafulha dos hipermercados. Aqui, diz ele sobriamente a Ventura, temos paz, a não ser quando vêm pessoas como nós, o que é raro. Ventura não revela ao que vem. Sentado abaixo dele e sem o olhar, com as árvores do jardim em fundo, Ventura fala do país de onde veio, do pântano que era este terreno cheio de sapos que se multiplicavam, terreno que ele cavou e limpou, e onde colocou pedras e relva, apontando então com um gesto imperial, o lugar de onde um dia caiu do andaime. Não se trata de opôr o suor e as dores dos construtores de museus ao prazer estético dos ricos. Trata-se de confrontar história com história, espaço com espaço e palavra com palavra."
(Jacques Rancière, A carta de Ventura)

Referências bibliográficas:
CABOS, Ricardo Matos (org.). Cem Mil Cigarros - Os filmes de Pedro Costa. Lisboa: Orfeu Negro, 2010.
Contracampo revista de cinema: http://www.contracampo.com.br/
OLIVEIRA JR, Luiz Carlos. Vertigo, a teoria artística de Alfred Hitchcock e seus desdobramentos no cinema moderno. São Paulo, 2015.

Referências fílmicas:
A Erva do Rato. Julio Bressane. BRA. 2008. cor. 80 min.
Falsa Loura. Carlos Reichenbach. BRA. 2007. cor. 103 min.
Juventude em Marcha. Pedro Costa. POR. 2006. cor. 156 min.
No Quarto da Vanda. Pedro Costa. POR. 2000. cor. 179 min.
Síndrome Mortal. Dario Argento. ITA. 1996. cor. 120 min.
Unas fotos en la ciudad de Sylvia. José Luiz Guerín. ESP. 2007. p&b. 67 min.

Serviço: Carga horária: 24 horas
dias 18, 19, 20, 21, 25, 26, 27 e 28 (segunda quinzena de janeiro)
de segunda a quintadas 19 às 22 horasno Núcleo Cine(Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.com
Investimento: R$120,00
VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine e Coletivo Atalante 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Começa nesta quarta-feira o Curso de Crítica Cinematográfica


O Curso de Crítica Cinematográfica (ministrado por Miguel Haoni do Coletivo Atalante) oferecerá uma abordagem teórica a partir do estudo de textos fundamentais e da análise de filmes. Filmes e textos, permitirão um percurso geral e específico em alguns capítulos essenciais da modernidade cinematográfica, com foco privilegiado sobre os primeiros anos da Nouvelle Vague francesa.

Referências bibliográficas:
1 - Foco Revista de Cinema (http://www.focorevistadecinema.com.br/)
2 - KACTUZ, Flávio (org.). Pasolini ou quando o cinema se faz poesia e política de seu tempo. Rio de Janeiro: Uns Entre Outros, 2014.

Referências fílmicas:
1 - Charlotte e Véronique (Charlotte et Véronique, ou Tous les garçons s'appellent Patrick). Jean-Luc Godard. França. 1959. p&b. 21 min.
2 - Les godelureaux (Les godelureaux). Claude Chabrol. França. 1961. p&b. 99 min.
3 - A Besta Humana (La Bête Humaine). Jean Renoir. França. 1938. p&b. 100 min.
4 - Amores de Apache (Casque d'or)Jacques Becker. França. 1952. p&b. 96 min.
5 - Terra dos Faraós (Land of the Pharaohs). Howard Hawks. EUA. 1955. Cor. 144 min.
6 - Os Mestres Loucos (Les Maîtres Fous). Jean Rouch. França. 1955. Cor. 36 min.
Serviço: Carga horária: 24 horas. Dias 14, 16, 19, 21, 23, 26, 28 e 30 de outubro (segundas, quartas e sextas), das 19 às 22 horas, no Núcleo Cine (Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.comInvestimento: R$120,00. VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/), e Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Curso de crítica cinematográfica começa em outubro


1° Unidade - Clássico = Moderno: uma reflexão sobre os limites entre o cinema clássico hollywoodiano e o cinema moderno europeu, a partir das ideias de Pier Paolo Pasolini e Eric Rohmer;

2° Unidade - A subjetivação da imagem: estudo sobre as estratégias expressivas do cinema na apresentação dos universos interiores dos personagens e de seus criadores;

3° Unidade - O problema da linguagem cinematográfica: uma apreciação dos elementos da linguagem do cinema (enquadramento, decupagem, movimento, mise-en-scène) e de seus limites.
Serviço: Carga horária: 24 horas. Dias 14, 16, 19, 21, 23, 26, 28 e 30 de outubro (segundas, quartas e sextas), das 19 às 22 horas, no Núcleo Cine(Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.comInvestimento: R$120,00. VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/), e Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Curso de crítica cinematográfica


Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 120 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".

Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.

Nesse sentido o Curso de Crítica Cinematográfica, ministrado por Miguel Haoni (do Coletivo Atalante), propõe, com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte, lançar outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.

O curso pretende observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica. A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes investigaremos de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.
Serviço: Carga horária: 24 horas
dias 14, 16, 19, 21, 23, 26 28 e 30 de outubro
(segundas, quartas e sextas)das 19 às 22 horasno Núcleo Cine(Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)
Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.com
Investimento: R$120,00
VAGAS LIMITADAS
Realização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/)
Apoio: Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

sábado, 8 de agosto de 2015

Começa nesta segunda a Oficina de crítica cinematográfica

 
Serviço: Carga horária: 24 horas. Dias 10, 12, 14, 17, 19, 21, 24 e 26 de agosto, segundas, quartas e sextas. das 19 às 22 horas no Núcleo Cine (Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)Inscrições pelo email: coletivoatalante@gmail.comInvestimento: R$120,00. ÚLTIMAS VAGASRealização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/) e Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

Programa:
Sobre o cinema de vanguarda:
"Vista dentro de uma perspectiva mais ampla, tal oposição ao estabelecido, não implica necessariamente que o projeto das várias vanguardas adquira como definição absoluta a qualificação de anti-realista. Se, em suas várias versões, a vanguarda apresenta como característica imediata a ruptura com técnicas e convenções próprias a uma forma particular de representação, esta ruptura está articulada com um discurso teórico-crítico onde o novo estilo encontra suas justificações em visões específicas da realidade, distintas daquela que presidiu o projeto realista do século XIX. O pintor impressionista dirá que sua visão e seu modo de pintar são mais fiéis à pura sensação visual e às propriedades dinâmicas da luz do que o realismo que o precedeu, preso a regras responsáveis por uma representação convencional e irreal do mundo visível. Cézanne dirá que todo seu projeto liga-se à pintura que provém da natureza; e muitos críticos favoráveis ao estilo cubista dirão que o novo espaço pictórico é mais compatível com as condições da vida moderna e as novas descobertas da ciência do que velhas receitas acadêmicas. Fernand Léger será explícito na proposição da vanguarda como um mais rico e mais profundo realismo. O cineasta e o pintor surrealista dirão que o mundo surreal que emana de suas imagens é mais real, como o próprio nome o indica, do que o real captado e organizado pelo nosso senso comum."
(Ismail Xavier, A vanguarda)

Sobre o filme de gângster:
"Eminentes críticos observaram que com bons sentimentos só se faz má literatura. É que a estética não escapa ao princípio geral da utilidade: a verdadeira beleza de uma máquina, móvel, casa, objeto ou obra está no máximo de comodidade, na adaptação ao uso mais minuciosa, no grau de conforto mais refinado. Ora, uma obra de arte que só apresenta virtudes não apenas é pouco útil como também perigosamente pródiga, pois esbanja tendências que, ao invés de serem dilapidadas em contemplação, deveriam ser expressas em atos. Da mesma forma, a alma não sente nenhuma necessidade de queimar aspirações morais que, em geral, não possui em excesso, ou que não tem para esbanjar com poesia numa atividade imaginária de substituição. É inconsequente e, talvez, perigoso, fazer arte através do bem. E isso explica porque  não se consegue fazê-lo. O bem, jovem ainda, pobre, raro, insuficiente em relação à demanda, deve ser economizado e reservado para uso prático. Assim é que tantos filmes "bem pensantes" e que foram feitos com a melhor das intenções, são um contra-senso, desprovidos de valor poético, pouco capazes de ação moral e, acima de tudo, chatos."
(Jean Epstein, Poesia e moral dos 'gângsters')

Sobre Pier Paolo Pasolini:
"A primeira vez que soube da existência concreta de PPP foi em meados de 1969, quando vi no circuito comercial de São Paulo seu filme Teorema, já sob a ditadura militar brasileira - e não sei dizer como o filme conseguiu driblar a censura. Eu tinha ido ao cinema com meu primeiro namorado. O que eu respirava da recém adquirida liberdade com ele foi amplificado ao vermos juntos o filme. Aquele amor ilimitado, que abala toda a família burguesa e atinge o sagrado, disse-nos algo de valor incalculável. A figura da empregada, que se torna santa por grandeza de amor e levita sobre os telhados, era mais do que uma metáfora, naquele momento em que vivíamos nosso primeiro amor. Lembro que estávamos sob uma noite esplendorosa, que nos presenteava com um respiro de libertação, no ambiente quase irrespirável do Brasil. Por isso, saímos de mãos dadas pela avenida Paulista."
(João Silverio Trevisan, Ave, PPP)

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Um curso sobre os primeiros anos do cinema


Sobre a questão narrativa:
Um problema fundamental se impõe ao estudante de cinema: que vocação é esta para contar histórias que atribuímos à arte das imagens em movimento? Sobre tal questionamento se fundamenta o curso aqui proposto.
No percurso dos primeiros anos desta história, seguiremos em três passos: 1) O contexto da invenção do cinema no fim do século XIX e suas primeiras intervenções na vida moderna; 2) A guinada em direção ao modelo narrativo clássico, sua formação no cinema americano, bem como seus dois modos canônicos de representação: o melodrama e a comédia; 3) As primeiras manifestações de resistência ao domínio deste modelo, a partir da experiência européia dos anos 20, com o estudo de caso do 'Cinema puro' de Viking Eggeling e Hans Richter.
Através de 6 aulas de 4 horas cada, 4 unidades temáticas, 7 textos e 2 filmes abordaremos o problema da narrativa cinematográfica no contexto localizado de seus primeiros anos, bem como seus desdobramentos para os anos seguintes.

Serviço: 
Curso de História do Cinema com Miguel Haoni. C
arga horária: 24 horas, de 22 a 27 de junho (segunda a sábado) das 8 às 12 horas no Núcleo Cine (Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR).Inscrições de segunda a sexta das 14 às 18 horas no Núcleo Cine. Investimento: R$120,00. VAGAS LIMITADAS.Informações: (41) 3026-0472, 9977-7239 (André), 9163-1253 (Marina) ou coletivoatalante@gmail.com .
Realização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/). Apoio: Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Curso de História do Cinema


Curso de História do Cinema: A questão narrativa
Cinema é a arte das imagens em movimento. Como arte é o canal de expressão de homens e mulheres que concebem o mundo sob um prisma poético. Como imagens é o espelho da humanidade nos últimos 120 anos: suas ilusões, vergonhas, vitórias e medos projetados em 24 quadros por segundo. E como movimento é a música da luz, a montanha russa nas mais impressionantes paisagens do inconsciente.
Tudo isso, porém, quase sempre passa batido na nossa convencional fruição de filmes. A dieta viciada de audiovisual imposta pela indústria massiva de imagens nos impede de observar o universo por trás dos "roteiros e atuações".

Poesia em cinema é feita de zoom e travelling; do comportamento da câmera à mise-en-scène; do enquadramento criativo à duração do plano. Em resumo: da forma como se manipula a linguagem cinematográfica.

Nesse sentido o Curso de História do Cinema, ministrado por Miguel Haoni (do Coletivo Atalante), propõe, com a ajuda da História Contemporânea e da Filosofia da Arte, lançar outro olhar sobre o fenômeno audiovisual artístico.

O curso pretende observar como diferentes cineastas concebiam a arte em momentos chave de sua evolução histórica. A partir do debate crítico, leitura de textos e análise de filmes o curso desvendará de que maneira esta linguagem de imagens é tecida na construção de discursos e sensações, configurando parte fundamental de nossa experiência no mundo contemporâneo.

1° Unidade: Primeiro cinema
Foi no final do século XIX, em 1895, na França, os irmãos Louis e Auguste Lumière inventaram o cinematógrafo. Na primeira metade deste século a fotografia já havia sido inventada por Louis-Jacques Daguerre e Joseph Nicéphore Niepce, possibilitando esta criação revolucionária no mundo das artes e da indústria cultural: o cinema.

2° Unidade: Cinema clássico americanoClássico não pode ser uma perspectiva ou uma antologia histórica, o “classicismo” não pressupõe uma distância, mas a proximidade. Clássico não é antigo. Clássico é a supremacia do gesto. Parafraseando um clássico, é a “câmera ao nível do olhar”, é ser humilde o suficiente para olhar alguém como se olha para si próprio e é construir um mundo, fazer parecer isso simples. O segredo está no sentimento.


3° Unidade: Comédia
O filme cômico, que se caracteriza pela inclusão de gags, pilhérias ou brincadeiras, tanto visuais como verbais, começou sua existência praticamente no início desta arte. L'arroseur Arrosé (O Regador Regado), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerada a primeira comédia da história do cinema. Desde o começo, criaram-se filmes em que se mostravam imagens que alegravam ou faziam rir o espectador, ainda que fosse sem o acompanhamento do som. Nestas comédias, quase em sua totalidade estadunidenses, utilizavam-se das perseguições, dos golpes, das quedas, das surpresas dos personagens, para conseguir a hilaridade do público. Era um cinema cheio de golpes com tortas, choques de automóveis, velozes perseguições policiais e inúmeras situações mais ou menos insólitas. Observam-se ali os protótipos do que seria o cinema de comédia.

4° Unidade: Cinema Puro
Todas essas experiências com imagem buscaram trabalhar com o conceito de cinema puro. De maneira experimental, representaram, por imagens, o caos dos sonhos, dos delírios e da tecnologia.

Referências bibliográficas:
BERGSON, Henri. O riso: ensaio sobre a significação da comicidade. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
Cahiers du Cinéma n°98, agosto 1959.
FAURE, Elie. Função do cinema e das outras artes. Lisboa: Edições texto e grafia, 2010.
MASCARELLO, Fernando (org). História do Cinema Mundial. Campinas: Papirus, 2007.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico: a opacidade e a transparência. São Paulo: Editora Paz e Terra, 2005.

Referências fílmicas:
Em busca de um homem (Will success spoil Rock Hunter?). 
Frank Tashlin. EUA. 1957. Cor.  93 min.
Sete Mulheres (Seven Women). 
John Ford. EUA. 1966. cor. 87 min.

Serviço: 
Carga horária: 24 horas
de 22 a 27 de junho (segunda a sábado)
das 8 às 12 horas
no Núcleo Cine
(Rua Belém, 888 - Cabral- Curitiba/PR)

Inscrições de segunda a sexta das 14 às 18 horas no Núcleo Cine
Investimento: R$120,00
VAGAS LIMITADAS
Informações: (41) 3026-0472, 9977-7239 (André), 9163-1253 (Marina) ou coletivoatalante@gmail.com

Realização: Núcleo Cine (http://www.nucleocine.com.br/)
Apoio: Coletivo Atalante (http://coletivoatalante.blogspot.com.br/)